Technibus – Como está a situação do mercado de fretamento? O aquecimento do turismo nacional favoreceu o setor?
Angelo Chieppe – O mercado de fretamento está pouco aquecido em função das incertezas macroeconômicas globais refletidas na queda de crescimento das empresas e alta nos juros. A situação do Brasil está ainda pior em função da política fiscal expansionista do governo. O mercado de turismo contribuiu para uma melhora no resultado do segmento, apesar da baixa relevância desta atividade nos negócios da Univale.
Technibus – Quanto a empresa cresceu no ano passado, em comparação a 2024? E a expectativa para 2026?
Angelo Chieppe – Devemos crescer em torno de 10%. E para 2026, cerca de 15%.
Technibus – Quanto foi investido nos últimos dois ano? Houve renovação de frota?
Angelo Chieppe – Foram investidos R$ 65 milhões em 2024, sendo a frota responsável por mais de 97% dos recursos. Em 2025, foram cerca de R$ 45 milhões em 2025. A frota da Univale é formada por modelos semirrodoviários com motor dianteiro, micro-ônibus e vans. “A maioria dos chassis, mais de 95% são fornecidos pela Mercedes-Benz, com quem temos uma relação histórica e longeva. E as carrocerias são Comil, Caio e Marcopolo. Mas, toda vez que renovamos frota, abrimos um processo e avaliamos as melhores opções. Ainda estamos em fase de construção do orçamento de 2026, mas a princípio deve ficar em torno da média dos últimos dois anos.
Technibus – Quais os destaques da empresa nos últimos dois anos?
Angelo Chieppe – O grande destaque foi a renovação dos principais contratos da companhia. Encaramos a continuidade das relações com extrema responsabilidade e compromisso com a manutenção e evolução da qualidade do serviço prestado. Também conquistamos novos clientes que são líderes nos seus respectivos segmentos, o que para nós é uma grande satisfação. A estratégia da empresa é focar na competitividade do negócio e na capacidade de crescimento a partir da valorização das pessoas.
Technibus – Quais são hoje as principais dificuldades do setor de fretamento?
Angelo Chieppe – O contexto macroeconômico impõe desafios de crescimento e margem aos clientes. Consequentemente existe uma forte pressão para comprimir as margens operacionais do serviço de fretamento. Somado a isso, o resultado financeiro do negócio é fortemente impactado pela alta taxa de juros (o Brasil tem o maior juro real do mundo entre os países civilizados). Desta forma, mais do que nunca, o segmento precisa aumentar a competência financeira para conseguir navegar nesse ambiente turbulento sem trocar os pés pelas mãos.
Technibus – A alta dos juros dificulta a renovação da frota?
Angelo Chieppe – A alta dos juros aumenta o custo de capital das empresas e assim onera o resultado do negócio e a viabilidade e a atratividade das operações. Em particular no segmento de transporte, este efeito é ampliado em função de ser uma atividade intensiva em capital.
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