Sustentabilidade

A experiência da MobiBrasil com a descarbonização: lições, fracassos e avanços

Com sua sinceridade característica, a empresária Niege Chaves, vice-presidente do Grupo MobiBrasil, revisita erros, acertos e desafios. A principal conclusão é de que a transição energética só funciona quando é construída a várias mãos: poder público, operadores e sociedade. Apesar dos tropeços, ela se declara sempre otimista.

Niege relembra a experiência da MobiBrasil com ônibus a etanol em São Paulo a partir de 2011 e explica por que o projeto desmoronou: variação de preço do combustível, peças importadas, baixa disponibilidade operacional e a mudança repentina na linha política da prefeitura. Mesmo com bons resultados ambientais, o etanol não se sustentou. Para ela, o fracasso aconteceu porque a tecnologia foi implantada antes da infraestrutura, da maturidade técnica e políticas de estado.  

A empresária reforça que governo, órgão gestor, operadores e sociedade precisam atuar juntos para garantir continuidade, escala e responsabilidade compartilhada. O etanol não deu certo naquele momento porque faltou tudo isso — e essa é, segundo ela, a principal lição para qualquer matriz energética que venha a substituir o diesel. A MobiBrasil está testando ônibus a gás no Recife, com balanço positivo até agora. 

Eletrificação em São Paulo. Projeto “atordoado”, mas sem volta 

Niege detalha os desafios da eletrificação paulistana: a proibição abrupta de renovar frota a diesel em 2023 que causou o envelhecimento de mais de três mil ônibus, atrasos na homologação de articulados e superarticulado e a já conhecida falta de energia nas garagens.  Mesmo assim, ela reconhece ideias inteligentes no modelo de São Paulo e recomenda uma transição gradual, começando pelos veículos menores e com forte investimento em treinamento e infraestrutura. Neste momento a empresa estuda investimentos em BESS versus alta tensão.

Volvo aposta em elétricos e biodiesel

A editora da Technibus, Márcia Pinna, entrevista Ricardo Seixas, novo diretor comercial de ônibus da Volvo Brasil. Ele afirma que a marca está preparada para a jornada de sustentabilidade na América Latina e que aposta em duas frentes: ônibus elétricos e a biodiesel. A Volvo entregou recentemente 21 chassis elétricos em Goiânia e anunciou que oferecerá, ainda este ano, a opção de uso do biocombustível B100 no chassi urbano B320R, com potencial de reduzir em até 90% as emissões de CO₂. Para Seixas, o Brasil precisa de múltiplas soluções.

Frota da Ouro e Prata toda conectada, até em áreas sem telefonia

A Viação Ouro e Prata agora oferece internet via satélite em 100% de sua frota, com tecnologia Opconecta. A conexão funciona mesmo em regiões sem cobertura de telefonia móvel, permitindo que passageiros acessem redes sociais, e-mails, streaming e ferramentas de trabalho durante toda a viagem. A velocidade pode chegar a 220 MB/s, garantindo múltiplos acessos simultâneos. O projeto levou três anos de desenvolvimento e coloca a empresa na vanguarda do atendimento ao passageiro conectado.

Editorial: a geração que sabe o que não quer

No editorial desta semana, Alexandre Pelegi traz uma reflexão provocadora inspirada em Clarice Lispector: “Não sei o que quero ser, mas sei o que não quero ser.” A frase, segundo o especialista Ilo Lobel da Luz, traduz o comportamento profissional da geração Z, que rejeita modelos antigos de trabalho, ambientes tóxicos e promessas vazias de carreira. Pelegi destaca que o setor de transporte — historicamente baseado em estabilidade e rotina — precisa entender que propósito, ambiente saudável e liderança são hoje fatores decisivos de retenção. Talvez o apagão não seja de mão de obra, mas de escuta.

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Viação Metrópole Paulista recebe primeiro ônibus articulado elétrico de São Paulo

A Eletra entregou nesta semana as três primeiras unidades de um lote de 27 ônibus articulados elétricos para a Viação Metrópole Paulista. O modelo, de 21,5 metros de comprimento e capacidade para 146 passageiros, é equipado com o powertrain elétrico desenvolvido em parceria com a WEG. 

Com dois motores elétricos acoplados, o veículo supera um dos principais desafios da mobilidade urbana: consegue trafegar com agilidade e segurança em rampas de até 20% de inclinação, performance equivalente à dos maiores ônibus a diesel, porém com zero emissão de poluentes e operação silenciosa.

O articulado elétrico da Eletra conta com sistema de regeneração de energia recupera a energia das frenagens, armazenando-a nas baterias. O controle eletrônico integrado (e-CSI) gerencia todos os sistemas para máxima eficiência, e o ar-condicionado opera sob demanda, evitando desperdício.

A entrega dos articulados acontece em um momento de forte expansão da Eletra em São Paulo. Recentemente, a empresa forneceu 105 ônibus elétricos básicos para as empresas Transunião e Allibus, que atuarão na Zona Leste, consolidando sua presença em 17 garagens da capital.

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Mercado de ônibus sustentáveis deve crescer significativamente em 2026

A jornada pela descarbonização já tem um impacto positivo na indústria brasileira de ônibus. Os emplacamentos dos modelos elétricos cresceram 170% em 2025 (849 unidades) em relação ao ano anterior, que havia registrado 314 modelos elétricos emplacados, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os ônibus movidos a GNV/Biometano também começam a ter espaço entre os operadores.

LEIA TAMBÉM: Goiás adquire 500 ônibus a gás para o transporte coletivo da Grande Goiânia

Para Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e Marketing da Marcopolo, 2026 será um marco na evolução das frotas sustentáveis. “Será um ano importante no que se refere a introdução de novas tecnologias, com a consolidação dos ônibus elétricos, o avanço do biometano e também o início da jornada com os produtos híbridos elétrico-etanol” comenta.

O executivo conta que a Marcopolo introduzirá de uma maneira mais efetiva no mercado o híbrido elétrico-etanol, tanto na versão micro-ônibus da Volare quanto no urbano. “A tecnologia estava nos ciclos de validação do produto e, a partir desse ano, a gente começa a introduzir em operações assistidas. Por outro lado, os ônibus a biometano começam a ganhar tração também em termos de volume.” A Marcopolo irá fornecer as carrocerias para os ônibus a biometano que serão adquiridos por Goiás.

Apesar do crescimento dos elétricos, Portolan observa que em termos de quantidade, a frota elétrica ainda está abaixo das expectativas. “O volume de ônibus elétricos registrado em 2025 é bastante inferior ao que se projetava anos atrás, sendo inferior a mil unidades em todo o Brasil. Falava-se em atingir de duas a três mil unidades e ficou bem abaixo disso. Mas é um número que registra expansão a cada ano, com um crescimento importante para a indústria.”

A Marcopolo adotou como estratégia de ser uma provedora de soluções de mobilidade sustentável variada e tem avançado rapidamente nesse sentido, na visão do executivo. “Não estamos apenas apostando na continuidade do diesel ou do biodiesel, mas temos essa diversificação, com modelos elétricos, a biometano, híbridos. Outras tecnologias estão vindo nessa esteira também, e já estão em fase de estudos internos iniciativas nessa linha da descarbonização, como a célula de combustível de hidrogênio.” 

Para Portolan, a indústria nacional está preparada para esse caminho da sustentabilidade. “Falando não só da Marcopolo, mas como indústria nacional, estamos com uma diversidade de soluções que contemplam a necessidade fazer o país seguir como relevante na indústria do ônibus em termos mundiais.” 

Mercado –

Ao analisar o mercado de ônibus em geral, Portolan considera que o ano de 2025 foi um ano positivo, fechando quase 24 mil ônibus emplacados, o que faz dele o melhor ano desde 2016. “Ainda é inferior ainda em termos de quantidade ao que foi nos anos de 2011 e 2012,  aquele período onde o mercado passou dos 30 mil ônibus, mas 2025 foi um ano crescente e positivo.”

Para 2026, existem alguns desafios importantes, como a taxa de juros, que impede uma renovação mais consistente de frota. Por outro lado, o executivo enxerga fatores positivos como a necessidade de uma renovação em várias cidades e a priorização do transporte público. “Esse cenário nos leva a crer que o mercado desse ano de 2026 será próximo ao que foi em 2025, talvez um pouquinho menor ou maior, mas bastante semelhante.”

A Marcopolo promete muitas novidades ao longo do em termos de produtos, principalmente com a realização da Lat.Bus 2026. “A Lat.Bus vai ser um momento bastante especial para o mercado como um todo e uma oportunidade para a indústria mostrar as novidades. A Marcopolo considerando o evento como um momento especial para apresentar novidades.” 

Em 2025, o diretor da Marcopolo destaca os modelos que vieram complementar linha G8 – Viaggio 900, o Viaggio 1050. “Temos acelerado também as soluções de carrocerias nos segmentos de rodoviário, urbano e micro-ônibus Volare e tivemos uma esteira de projetos apresentados ano passado. Em 2026 teremos várias novidades, que começaram com os articulados e biarticulados com a Volvo que foram entregues em Goiânia.”

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Volare Fly 10 GV é aprovado no transporte urbano de Juiz de Fora (MG)

O Volare Fly 10 GV, modelo de micro-ônibus movido a GNV e biometano, comprovou a sua viabilidade técnica, competitividade econômica e desempenho ambiental superior em comparação aos modelos convencionais movidos a diesel em testes realizados no transporte público urbano da cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. A operação assistida do veículo fez parte do projeto de mobilidade verde em Juiz de Fora.

“O desenvolvimento e produção do Volare Fly 10 GV faz parte do compromisso da empresa com a descarbonização e uma mobilidade mais sustentável. Demonstra também os investimentos robustos que vem fazendo com o objetivo de oferecer ao mercado modelos com tecnologias que promovam eficiência na operação”, destaca Sidnei Vargas, gerente executivo da Volare.

A operação assistida foi fruto de uma parceria entre a prefeitura de Juiz de Fora, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), por meio do convênio “Ótima Energia”, a Volare, com o apoio técnico da Gasmig, que ficou responsável também pelo abastecimento do veículo nos postos GNV credenciado na cidade. O veículo, fornecido por intermédio da concessionária Volare Agra Motors circulou em quatro linhas do transporte público — 640 (Rodoviária/Rio Branco), 535 (Universidade/UFJF), 118 (Parque Independência/Cidade Nova/Vale Verde) e 740 (Humaitá) — operando em diferentes perfis de relevo e condições reais de tráfego, o que permitiu avaliação técnica em cenários diversos de uso, incluindo um trajeto em zona rural.

Os resultados foram consolidados no relatório técnico elaborado pela Gasmig, acompanhado e validado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), por meio do convênio Ótima Energia, sob acompanhamento do Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos e Novas Energias (GT Novas Energias). O veículo atende à Norma ABNT NBR 15570 e foi autorizado a operar por 30 dias pela equipe técnica da secretaria de Mobilidade Urbana (SMU).

Ao todo, o micro-ônibus percorreu 2.974 quilômetros, consumindo 1.159,48 m³ de gás natural. Os resultados indicam desempenho equivalente ao dos veículos a diesel, com vantagem em eficiência energética e redução de custo operacional após estabilização dos procedimentos de abastecimento.

A concepção do Volare Fly 10 GV envolveu quatro anos de trabalho e destaca investimentos que a marca vem fazendo no desenvolvimento contínuo de novas tecnologias. Por meio de parcerias estratégicas, foram concebidos uma plataforma e um powertrain com características que contribuem para o transporte sustentável e eficiente. O motor, desenvolvido especialmente para aplicação GNV e biometano, em qualquer proporção, proporciona redução de até 96% das emissões de material particulado e 84% de gases que causam efeito estufa.

O modelo possui três cilindros de combustível capazes de armazenar 360 litros, o que representa autonomia de até 450 quilômetros dependendo da aplicação. O Volare movido a GNV e biometano conta com sistemas eletrônicos, como controle de tração e estabilidade e bloqueio do veículo com porta aberta.

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ABVE contrata KPMG para produzir estudo sobre impacto da eletromobilidade no Brasil

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) assinou nesta segunda-feira (2/2) um contrato com a KPMG para produção de um inédito estudo sobre pegada de carbono dos veículos elétricos e eletrificados no Brasil e os impactos socioeconômicos de uma estratégia nacional de eletromobilidade.

O estudo avaliará, entre outros tópicos, as condições de emissão de carbono na fabricação e circulação de veículos elétricos e eletrificados, levando em conta fatores específicos da realidade brasileira. Entre eles, uma matriz de geração de eletricidade mais de 90% renovável, ampla capacidade de produção de terras raras e minerais essenciais à mobilidade elétrica, cadeias produtivas já orientadas para a eletromobilidade e um mercado consumidor amigável às novas tecnologias.

“Contratamos uma das mais conceituadas empresas globais de consultoria para traçar um panorama abrangente e rigoroso dos efeitos da eletromobilidade na economia e na sociedade brasileira. Esse estudo será importante não apenas para apoiar as estratégias de negócio das empresas associadas à ABVE e outras; será também uma contribuição de alto nível ao debate nacional sobre o futuro do país”, disse o presidente da ABVE, Ricardo Bastos.

True Value

Segundo a ABVE, a importância do estudo está na sua abrangência. Por um lado, ele procurará rastrear as emissões de carbono tanto na circulação de veículos eletrificados produzidos no Brasil quanto de veículos importados, considerando uma matriz de geração de eletricidade amplamente renovável.

Por outro, procurará dimensionar e quantificar os custos das externalidades positivas e negativas – sociais, econômicas e ambientais – decorrentes de uma estratégia nacional de mobilidade mais ou menos focada na eletromobilidade, por meio de uma metodologia de cálculo de valoração de externalidades, “true value”, consagrada internacionalmente pela KPMG.

O estudo será produzido no primeiro semestre de 2026 por uma equipe multidisciplinar da KPMG Brasil. Um resumo das conclusões será apresentado no evento de 20 anos de fundação da ABVE, previsto para o início de junho em São Paulo.

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Marcopolo participa da renovação do transporte coletivo de Goiânia

A Marcopolo entregou (30/01) as carrocerias de 21 ônibus elétricos Attivi Express, sendo cinco biarticulados de 28 metros e 16 articulados de 21 metros, todos com chassis fornecidos pela Volvo, que irão circular nos corredores do BRT da Grande Goiânia. Em março, a empresa irá fornecer mais 23 articulados elétricos com chassis BYD, e gradualmente a empresa vai entregar as carrocerias para os novos ônibus a GNV/biometano. O cronograma de entrega dos veículos a gás prevê fornecimento até 31 de dezembro de 2027.

Segundo Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e Marketing da Marcopolo, a participação no projeto de renovação do transporte da região metropolitana de Goiânia é importante para a empresa, que não mediu esforços para participar dessa entrega. “A Marcopolo colocou uma força maior para que pudesse participar da introdução dos ônibus elétricos articulados e biarticulados. E esse empenho mais específico foi necessário porque tínhamos um desafio de desenvolvimento das carrocerias Attivi nesses chassis articulados e biarticulados Volvo num tempo bastante curto para essa configuração.”

Portolan destaca a complexidade dessas carrocerias, principalmente do biarticulado, que é o maior ônibus elétrico em operação no mundo. “A Marcopolo colocou uma dedicação em termos de engenharia para cumprir o prazo. Foi praticamente um ano de desenvolvimento, e a partir da chegada do chassi até a concretização do ônibus, em torno de seis meses. A gente começou a antecipar o projeto, mesmo sem ter o chassi, através dos desenhos 3D, com uma grande sinergia com a Volvo, na troca de informações de projeto”, detalha.

O desafio colocado para a empresa era finalizar as carrocerias do ônibus até dezembro do ano passado, para que fosse realizada a entrega em janeiro – o que realmente ocorreu. No evento de apresentação dos modelos elétricos, foi inaugurado um eletroposto com capacidade para recarregar até 46 ônibus simultaneamente e o novo terminal de integração do BRT Leste-Oeste. “Esse foi um compromisso que a gente assumiu com o HP Transportes. Era um dos grandes fatores críticos e de sucesso do projeto que ele acontecesse nesse timing das inaugurações”, sublinha o executivo.

Portolan acredita que o mercado para sistemas BRT e corredores exclusivos está sendo retomado nos grandes centros urbanos brasileiros, com a ampliação de sistemas já existentes e novos projetos. Essa tendência se insere em um movimento maior de valorização do transporte coletivo.

“Entre 2012 e 2016, tivemos projetos importantes de BRT no Brasil que foram implementados, mas alguns não receberam, com o passar do tempo, a atenção necessária.  E a gente observa que neste período pós-pandemia, há um movimento de retomada dos projetos, com a extensão de muitos deles, como o do Rio de Janeiro. O BRT é um modelo que faz grande sentido em termos de estruturação do transporte público nas grandes cidades.”

Na avaliação de Portolan, o projeto de Goiânia trouxe mais visibilidade à empresa, consolidando a Marcopolo, cada vez mais, como uma provedora de soluções de mobilidade sustentável. “A sustentabilidade está não somente no produto, mas também em todo o processo de produção. Temos um amplo portfólio de produtos tanto em diversidade de tamanho de carroceria quanto de soluções de tecnologias de propulsão. Em Goiânia, apresentamos articulado e biarticulado no piso alto, mas o escopo da Marcopolo de soluções é completo em termos de variações de carroceria, com piso alto ou baixo.” 

A Marcopolo se posiciona como uma provedora de soluções completas em termos de novas tecnologias de propulsão, apresentado produtos a diesel, elétricos, híbridos elétrico-etanol, GNV/biometano e avançando com o Hidrogênio. O governo de Goiás também anunciou recentemente a aquisição de 500 ônibus movidos a gás biometano e a instalação de um posto do combustível até março de 2026. A Marcopolo será a fornecedora das carrocerias destes ônibus.

“Neste momento, estamos produzindo os ônibus articulados elétricos para a Rápido Araguaia, outro operador de Goiânia, e até março, entregaremos os 23 articulados com chassi BYD. Haverá também um evento de apresentação dos novos ônibus. Já temos um veículo a biometano pronto e outros veículos serão entregues ao longo do ano. Eventualmente poderemos apresentar uma ou duas unidades que estarão prontas até o mês que vem”, conta.

O executivo observa que a frota sustentável é um atrativo para a população utilizar o transporte coletivo, mas enfatiza os outros aspectos de renovação do sistema, como segurança e qualidade. “Para que o passageiro realmente queira se locomover de ônibus, para que o transporte coletivo seja a melhor opção, a estruturação deve ser completa e englobar itens como segurança nos terminais e um sistema viário que propício para esse tipo de ônibus. O modelo elétrico tem uma tecnologia maior na própria carroceria, que conta com ar-condicionado, com USB e sistema de tecnologia de controle com câmeras.”

“Acho que o ponto que Goiânia tem feito de uma maneira muito positiva é essa estruturação mais completa do sistema, com muito planejamento. Tudo precisa ser pensado, e ter estudos que apoiem as decisões, como em que linhas faz mais sentido colocar o ônibus elétrico, onde faz sentido colocar o modelo a diesel e onde faz sentido colocar os ônibus a biometano. Em Goiânia, o projeto foi pensado de uma forma bem estruturada para priorizar o transporte público de qualidade”, conclui o diretor da Marcopolo.

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Prêmio Melhores do Biogás Brasil recebe indicações até o dia 08 de fevereiro

As indicações ao Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026 podem ser feitas até o dia 08 de fevereiro. O objetivo da premiação é reconhecer profissionais, organizações, cases de mobilidade com biometano, consumidores de biogás e biometano e plantas de biogás que são destaque no setor de biogás no Brasil.

Melhores do Biogás Brasil é uma iniciativa do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB). Podem ser apresentadas candidaturas nas seguintes categorias: Consumidor de Biogás/Biometano e Mobilidade com Biometano, que são novidades nesta quinta edição; além das três tradicionais Profissional do Setor do Biogás; Organização; e Plantas/Unidades Geradoras de Biogás (organizada nas subcategorias Saneamento, Pecuária e Indústria).

A escolha ocorrerá em etapas, a partir das indicações, que devem ser feitas por meio do link no site do evento: (biogasebiometano.com.br – https://biogasebiometano.com.br/melhores-do-biogas/) até 08 de fevereiro. A votação pública dos classificados, de maneira online, começará no dia 05 de março.

O regulamento completo com todas as informações pode ser acessado em: https://biogasebiometano.com.br/melhores-do-biogas/

Os Melhores do Biogás serão conhecidos no dia da abertura (14/04) do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano. O evento vai ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, de 14 a 16 de abril, e inclui na programação painéis temáticos, Espaço de Negócios, Momento Startup e visitas técnicas.

O Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano é realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu (PR), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC) e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), de Caxias do Sul (RS). O evento é organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (SBERA).

As inscrições à participação no 8º Fórum já estão abertas e podem ser feitas no site do evento (https://www.eventspro.com.br/e/8o-forum-sul-brasileiro-de-biogas-e-biometano).

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Mercedes-Benz tem mais de 200 unidades do chassi elétrico em negociação para empresas de São Paulo

A Mercedes Benz do Brasil encerrou o ano de 2025 com um marco histórico na eletromobilidade do país: o eO500U, modelo 100% elétrico à bateria, foi o chassi de ônibus elétrico mais vendido do Brasil. Ao todo, foram 222 unidades emplacadas ao longo do ano passado, segundo dados da Fenabrave.

Além das vendas consolidadas em 2025, a Mercedes-Benz do Brasil conta com mais de 200 unidades do eO500U em negociação, destinadas a empresas que operam linhas e corredores da cidade de São Paulo, maior mercado de transporte coletivo do país. As entregas estão previstas para o primeiro semestre, fortalecendo a presença do chassi elétrico em operações de alta demanda e acelerando a eletrificação da frota urbana na capital paulista.

“A expansão do eO500U em São Paulo reflete a importância do trabalho conjunto da marca com operadores e gestores públicos, voltado à construção de soluções viáveis e sustentáveis para a mobilidade urbana. Nosso papel vai além do fornecimento do veículo: envolve planejamento, suporte e acompanhamento contínuo das operações”, destaca Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes Benz do Brasil.

Além do veículo, a Mercedes-Benz do Brasil oferece um ecossistema completo de eletromobilidade, que inclui serviços especializados, telemetria FleetBus, treinamentos, parcerias para infraestrutura de recarga, suporte técnico dedicado e soluções de financiamento por meio do Banco Mercedes-Benz, fundamentais para viabilizar a transição energética das frotas urbanas.

O eO500U é um modelo Padron 4×2 de piso baixo, para carrocerias de até 13,2 metros. Entre seus diferenciais está a autonomia de até 270 km. O sistema de recarga de baterias é do tipo plug-in CCS2, mesmo padrão tecnológico utilizado pela Daimler Buses em seus ônibus elétricos, levando até três horas para a recarga completa.

O conceito eletroeletrônico do veículo brasileiro segue parâmetros do ônibus integral eCitaro da Daimler Buses. Isso engloba baterias de alta tensão, inversores, direção elétrica, motores elétricos, eixos e outros itens.

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Sustentabilidade conquista o passageiro e atrai investimentos para o transporte coletivo

A Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (Nova RMTC) de Goiânia é um ambicioso projeto lançado pelo governo de Goiás que integra renovação de frota, infraestrutura energética, requalificação de terminais, tecnologia operacional e novos modelos de gestão. Um marco importante nessa iniciativa ocorreu na última sexta-feira (30), com a entrega de 21 novos ônibus elétricos – cinco biarticulados e 16 articulados, todos com chassis Volvo e carrocerias Marcopolo – e a inauguração do eletroposto que tem a capacidade para recarregar até 46 ônibus simultaneamente, além da apresentação do novo terminal de integração do BRT Leste-Oeste.

Na ocasião, o governador Ronaldo Caiado enfatizou a importância dos subsídios para o avanço do projeto e para proporcionar um transporte mais acessível à população. “O custo anual da operação é de R$ 1,5 milhão, dos quais R$ 500 milhões são pagos pelo governo de Goiás, R$ 380 milhões pela prefeitura de Goiânia e o restante pelas outras prefeituras da região metropolitana. O passageiro paga o restante. Ou seja, R$ 1 bilhão é investido em subsídios.”

Edmundo Pinheiro, diretor da HP Transportes de Goiânia e presidente Conselho Diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), destacou em entrevista à Technibus que as novidades apresentadas no dia 30 fazem parte de uma transformação completa na mobilidade da região. “O projeto Nova RBTC, que tinha como objetivo, logo após a pandemia, de transformar a nossa rede de transporte, recuperando a demanda que vinha sendo perdida nos últimos dez anos, especialmente na pandemia. A proposta é modernizar o serviço com o intuito de recuperar a demanda e fazer com que o transporte coletivo volte a se tornar como o modo preferencial e mais relevante.”

Edmundo Pinheiro, presidente do Conselho Diretor da NTU
e diretor da HP Transportes (Divulgação)

Uma característica que chama a atenção neste processo é a sustentabilidade. A descarbonização da frota é um ponto-chave nesta jornada que de reconquistar o passageiro e dar ao transporte coletivo a devida importância na mobilidade urbana. Um sistema de transporte mais sustentável também consegue atrair mais aportes de diferentes instituições financeiras e governamentais.

Aos cinco ônibus biarticulados elétricos Volvo com carroceria com capacidade para até 250 passageiros e mais 16 ônibus elétricos articulados Volvo 180 passageiros irão se somar, até o final de março, mais 23 veículos elétricos BYD. Reforçando esse apelo sustentável do transporte, o governo de Goiás também anunciou recentemente a aquisição de 500 ônibus movidos a gás biometano e a instalação de um posto de biometano até março de 2026.

Edmundo Pinheiro conta que o tema da sustentabilidade ganhou importância na construção do conceito dessa nova mobilidade. “Na verdade, toda diretriz para transformar o serviço buscava atingir três atributos que avaliávamos como fundamentais para a população, que eram conforto, melhor tempo de viagem e segurança. Mas a questão da sustentabilidade se tornou essencial para trazer ao transporte algo que estava se perdendo no tempo, que é a conexão com a sociedade, com o poder público, com os formadores de opinião. Então, a frota elétrica, e em breve a frota a biometano e todas as outras ações que recebem esse selo verde, na nossa percepção, trouxeram para o transporte público o apoio da opinião público e da sociedade”.

O empresário afirma que o apoio da sociedade é fundamental para que, efetivamente, as autoridades e o poder público possam continuar investindo recursos, e com esses investimentos possam realmente promover o transporte coletivo. 

“O sistema de transporte tem que ser visto como um bem comum, um interesse da cidade como um todo e, nesse sentido, eu diria que o selo da sustentabilidade está sendo muito positivo para nos trazer essa conexão com a sociedade. Estamos certos que esse é um caminho necessário que o transporte público tem que percorrer. É uma verdade indiscutível: somente com um transporte público de qualidade é possível assegurar uma cidade sustentável.  E a questão ambiental é um elemento fundamental nessa equação”, ressalta. 

Pinheiro observa que todas as ações que vêm sendo desenvolvidas na região metropolitana de Goiânia são ações efetivas que resultam não só em uma melhor percepção da opinião pública, mas também em uma recuperação da demanda. “Acredito não haja mais do que duas ou três cidades no país -, e Goiânia é uma delas-, em que a demanda de 2025 já superou-se o patamar pré-pandemia. De modo geral, no Brasil, a demanda de transporte público está aquém daquilo que era antes da pandemia. Isso mostra que com investimento, serviço bem desenhado, qualidade, expansão do serviço, a demanda pode não apenas ser recuperada, mas é possível buscar outros patamares e tornar o transporte novamente relevante na matriz de mobilidade.”

“O que nós defendemos claramente é que, para as cidades, somente com a maior participação dos meios coletivos, a gente vai conseguir resolver os problemas e todas as externalidades associadas ao transporte individual”, complementa.  Para ele, entre os problemas estão o aumento de acidentes com motocicletas, o tempo de locomoção e as implicações no próprio uso do automóvel na mobilidade urbana. 

“É um processo longo. Isso não vai acontecer apenas com investimento. Nós temos feito aportes contínuos há mais de dois anos e, no nosso entender, esses investimentos deverão se prolongar por muito tempo para que se atinja o patamar necessário para que, efetivamente, o transporte se consolide como a opção preferencial das pessoas para o deslocamento pela cidade”, complementa.

Para conquistar a confiança do passageiro, além das ações concretas, é necessário incentivar uma cultura de respeito ao transporte. Para Pinheiro, isso só será possível se houver uma infraestrutura integrada para atender as necessidades da população. Segundo ele, investimento na operação fundamental, mas também o necessário investir em infraestrutura, além de políticas de longo prazo. E também é importante estabelecer uma relação de confiança entre o público e o privado para que seja viável atrair mecanismos de financiamento e investimento, que irão se traduzir de forma prática.

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Goiás entrega primeiros ônibus biarticulados elétricos do mundo na sexta-feira (30)

No próximo 30 de janeiro, o governo de Goiás entrega os primeiros ônibus biarticulados 100% elétricos do mundo a operar em linhas regulares de transporte público e o maior terminal de recarga de ônibus elétricos do país em potência.

O evento de entrega, que terá cobertura da Technibus, contará com a presença do governador Ronaldo Caiado, além de autoridades estaduais e municipais e representantes do setor de mobilidade e da indústria automotiva. A solenidade será realizada no dia 30, às 9h30, na Garagem da Metrobus, e incluirá visita guiada em um dos ônibus biarticulados elétricos. O evento contará ainda com a presença de executivos como André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina; Silvia Gerber, presidente da Volvo Financial Services América Latina; Ciro Lima, CMO da Nansen; Juscelino Monteiro, COO da Nansen, e Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e Marketing da Marcopolo.

A iniciativa reforça a consolidação do Sistema BRT da região metropolitana de Goiânia, composto pelos corredores Norte–Sul e Leste–Oeste, como eixo estruturante da mobilidade urbana. O Sistema BRT (SMB) é um dos principais pilares da mobilidade urbana da região metropolitana de Goiânia, inspirado em sistemas de metrô de superfície, o BRT combina corredores exclusivos, estações modernas e frota diferenciada.

Até o final de 2026 Sistema BRT contará com 199 ônibus, sendo 63 veículos elétricos, 79 movidos a biometano e 57 com tecnologia Euro 6, reforçando o compromisso com a redução de emissões e a transição energética. A infraestrutura do sistema compreende 47 estações, 213 pontos de parada, 15 terminais e cerca de 108 km de extensão, atendendo a mais de 2,5 milhões de usuários por mês, com operação realizada por cinco empresas consorciadas.

O sistema estrutura-se principalmente em dois grandes eixos arteriais — Norte–Sul e Leste–Oeste — integrados a uma rede hierarquizada de atendimento (BRT, Rede Estrutural de Corredores, Rede Intersetorial, Rede Local e Rede Regional).

A operação dos ônibus biarticulados elétricos e a implantação do maior eletroposto de ônibus elétricos do país fazem parte da Nova RMTC, um programa de modernização do transporte coletivo. A iniciativa integra renovação de frota, infraestrutura energética, requalificação de terminais, tecnologia operacional e novos modelos de gestão, com foco na transição para uma mobilidade mais limpa, eficiente e confiável.

Os maiores ônibus elétricos do mundo em operação regular

O principal destaque da entrega é a entrada da operação dos cinco ônibus biarticulados elétricos Volvo, com cerca de 28 metros de comprimento e capacidade para até 250 passageiros. Além deles, Goiânia recebe outros 16 ônibus elétricos articulados Volvo com 21 metros de comprimento e capacidade para 180 passageiros, totalizando 21 novos veículos elétricos de alta performance.

“Há anos nossos ônibus operam com sucesso em Goiânia. Agora temos a honra de fornecer os veículos dessa nova fase do BRT, com veículos de alta capacidade 100% elétricos, extremamente silenciosos e confortáveis. Isso é parte de nossa jornada em soluções para melhorar a qualidade de vida no transporte público”, diz André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina.

Os veículos contam ainda com carroceria Marcopolo Attivi Express. “A Marcopolo participa, há quase 50 anos, dos mais avançados sistemas de transporte coletivo urbano, fornecendo as soluções mais modernas, eficientes e tecnológicas. Participar dessa iniciativa pioneira em Goiânia e que vai servir de exemplo para a evolução do transporte brasileira, reafirma a estratégia da companhia e o seu foco na inovação e mobilidade sustentável “, destaca Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais para o Mercado Interno e Marketing da Marcopolo.

A frota da região metropolitana de Goiânia contará até o final de março com mais 23 veículos elétricos BYD.

O maior eletroposto de ônibus elétricos do Brasil

O governo de Goiás entrega também o Eletroposto Oeste, o maior terminal de recarga de ônibus elétricos do Brasil em potência de carga. “Com 23 carregadores de 240 kW, capacidade para recarregar até 46 ônibus simultaneamente e potência total de 6 MVA, o eletroposto foi dimensionado para garantir alta disponibilidade operacional e eficiência energética. A estrutura foi projetada para sustentar a recarga simultânea de grandes frotas, com robustez elétrica, inteligência de gestão e previsibilidade para a operação do transporte público”, afirma Ciro Lima, CMO da Nansen.

A infraestrutura foi fornecida pela Nansen. O eletroposto integra o sistema BRT e foi concebido para garantir a operação plena da frota sustentável planejada para o corredor Leste–Oeste. O terminal abriga ainda o primeiro Sistema de Armazenamento de Energia em Bateria (BESS) móvel utilizado comercialmente no transporte público brasileiro. Com 50 kWh de capacidade e 60 kW de potência, o sistema garante estabilidade energética em situações de pico, emergência ou necessidade de redundância, permitindo testes avançados de recarga inteligente, integração com geração fotovoltaica e gestão eficiente da energia.

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