Fabricação de chassis de ônibus cresceu 5,9% no primeiro quadrimestre de 2026
As informações do setor foram divulgadas em coletiva de imprensa da Anfavea nesta sexta-feira, 8 de maio, com a participação do presidente da entidade Igor Calvet
Publicado em 08/05/2026 por Alexandre Asquini
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Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revelam que em abril de 2026 foram produzidos 3.044 chassis de ônibus, o que representa redução de 1% sobre os 3.074 chassis fabricados em março último, mas traduzem crescimento de 5,9% sobre as 2.874 unidades produzidas em abril de 2025.
No acumulado, o primeiro quadrimestre deste ano mostrou produção de 10.641 unidades, um percentual de crescimento de também 5,9% sobre o total de 10.046 unidades fabricadas em igual período do ano passado.
Emplacamentos
Em abril de 2026 foram emplacados 2.049 chassis – o que representa um crescimento de 4,6% sobre as 1.959 unidades fabricadas no mês anterior, e uma retração de 6,9% na comparação com os 2.201 ônibus emplacados em abril de 2025. Nos primeiros quatro meses deste ano, foram emplacados 6.494 chassis, o que mostra uma redução de 16% sobre as 7.729 unidades emplacadas no primeiro quadrimestre de 2025.
Exportação
Quanto às exportações, os números revelam que em abril de 2026 foram embarcados 431 chassis, total 44,1% superior em relação à 299 unidades exportadas neste mês de março, mas 25,3% inferior em comparação com as 577 unidades embarcadas em abril de 2025. No primeiro quadrimestre de 2026, foram exportados 1.381 chassis, retração de 31,1% em comparação com as 2.005 unidades exportadas nos primeiros quatro meses do ano passado.
Setor automotivo brasileiro inicia 2026 em alta, destaca presidente da Anfavea
O setor automotivo brasileiro apresenta sinais de recuperação e crescimento no primeiro quadrimestre de 2026, segundo avaliação de Igor Calvet, presidente da Anfavea, lastreado em dados da entidade. Em coletiva realizada, de forma virtual, nesta sexta-feira, 8 de maio, ele destacou números positivos na produção e nos emplacamentos, mas também apontou desafios, especialmente no segmento de veículos pesados e no varejo de automóveis.
De acordo com Calvet, a produção de veículos cresceu quase 5% no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, superando as projeções iniciais da consultoria Faro, que estimava alta de 3,7%. Já os emplacamentos alcançaram 248.300 unidades em abril, a maior marca para o mês desde 2014, embora representem uma queda de quase 8% em relação a março. No entanto, na comparação interanual, houve crescimento de 19%, refletindo a evolução positiva do mercado em relação a 2025.
“O sentimento olhando os números é de otimismo, mas também de cautela. Temos pontos muito bons, como o desempenho dos carros sustentáveis e SUVs compactos, mas seguimos observando a queda nas vendas de pesados, que ainda não foi revertida, apesar das políticas de incentivo recentes”, afirmou Calvet.
Entre os destaques positivos, o programa Carro Sustentável se mostrou um importante impulsionador da demanda. Segundo o presidente da Anfavea, veículos elegíveis ao programa tiveram aumento de 30% nas vendas em comparação com períodos anteriores, passando de 315 mil para 412 mil unidades emplacadas. No varejo, o impacto é ainda mais expressivo, com alta de 70% nas vendas de veículos sustentáveis. Atualmente, o segmento representa 29% do total de emplacamentos no país, ante 24% antes do programa.
Outro ponto de atenção é a participação dos veículos eletrificados. Em abril, foram emplacadas quase 50 mil unidades, incluindo elétricos, híbridos e híbridos plug-in, elevando a participação desses modelos para 18,3% do total de vendas, ante 10,4% em maio de 2025. Calvet destacou que 40% desses veículos são produzidos nacionalmente, refletindo investimentos das montadoras em inovação e eletrificação da frota.
Apesar dos números positivos, o executivo chamou atenção para tendências estruturais preocupantes. O canal de vendas varejistas apresentou a menor participação histórica nos últimos 14 anos, com 52,2% dos emplacamentos, indicando que o crescimento pontual em abril não significa reversão da tendência de queda.
“Temos muito a comemorar, mas seguimos observando o mercado com cautela. É importante entender o que funciona, como as políticas públicas impactam a demanda e como a eletrificação e a inovação estão remodelando nosso setor”, concluiu Calvet.
Importação e exportação
O mercado brasileiro de veículos importados apresentou crescimento em abril, mesmo com dois dias úteis a menos em relação a março. Enquanto no mês anterior foram importadas 47.300 unidades, em abril esse número subiu para 49 mil veículos, um incremento de 3,6%. No acumulado do ano, o crescimento é ainda mais expressivo: 12%, totalizando 168 mil veículos importados, ou 18 mil a mais do que no mesmo período do ano anterior. Um dado relevante é que o varejo brasileiro já registra cerca de um quarto das vendas provenientes de veículos importados, e a participação desses veículos nos emplacamentos totais alcançou 19,7% em abril, ante 17,6% no mês anterior.
Analisando a origem dos veículos importados, observa-se que a China teve um aumento significativo, com 80 mil unidades importadas no acumulado do ano, representando crescimento de 80% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, as importações provenientes da Argentina caíram 20%, enquanto o México apresentou crescimento de 14% e a Alemanha manteve-se estável, com pequena variação de 0,8%. A consolidação da China como principal fornecedor em detrimento da Argentina tem se acelerado desde meados de 2025, configurando um movimento relevante para o setor.
No campo das exportações, embora tenha ocorrido crescimento mensal de 8,2% em abril, passando de 39.900 veículos embarcados em março para 43.200, o acumulado do ano mostra queda de 16%. Essa retração reflete, principalmente, o desaquecimento do mercado argentino, que registrou queda de 6%, além da perda de participação brasileira para outros concorrentes. A queda nas exportações atingiu de forma expressiva países como Argentina (-30%), México (-6,2%), Chile (-15,6%) e Uruguai (-34%). Em contrapartida, houve crescimento nas exportações para a Colômbia, que passaram de 10 mil para 15 mil veículos embarcados. Esse cenário evidencia a intensificação da competição nos mercados latino-americanos e reforça a necessidade de fortalecer mecanismos bilaterais, como a homologação de produtos e marcos regulatórios, para garantir equilíbrio nas relações comerciais.
Produção
A produção nacional de veículos apresentou queda em abril em relação a março, cerca de 10% menor, mas comparada ao mesmo período do ano anterior, registra aumento acumulado de 4,9% nos primeiros quatro meses do ano. O crescimento foi impulsionado principalmente por automóveis e comerciais leves, enquanto caminhões e ônibus apresentaram queda, de 52 mil para 46 mil unidades. No entanto, a produção nacional ainda não atende integralmente a demanda do mercado interno, mostrando espaço para expansão.
Quatro pontos de atenção
Diante desse cenário, quatro pontos merecem atenção especial. O primeiro é o crescimento consistente das importações, principalmente da China, que já representam uma fatia relevante do mercado. O segundo é a queda nas exportações, com destaque para o mercado argentino, impactando o balanço comercial.
O terceiro é que, embora a produção nacional esteja crescendo, ela não acompanha proporcionalmente o ritmo do mercado interno, mostrando espaço para expansão. O quarto ponto é a intensificação da competição nos mercados da América Latina, reforçando a importância de acordos bilaterais e mecanismos de regulamentação para manter a competitividade.
Em síntese, o panorama atual evidencia um mercado interno aquecido, com importações crescendo mais rapidamente do que a produção, exportações pressionadas por mercados externos enfraquecidos e a necessidade de ajustes estratégicos para que a produção nacional consiga atender integralmente a demanda do setor.
O setor automotivo brasileiro apresenta sinais de recuperação e crescimento no primeiro quadrimestre de 2026, segundo avaliação de Igor Calvet, presidente da Anfavea, lastreado em dados da entidade. Na coletiva virtual realizada nesta sexta-feira, 8 de maio, ele destacou números positivos na produção e nos emplacamentos, mas também apontou desafios, especialmente no segmento de veículos pesados e no varejo de automóveis.
De acordo com Calvet, a produção de veículos cresceu quase 5% no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, superando as projeções iniciais da consultoria Faro, que estimava alta de 3,7%. Já os emplacamentos alcançaram 248.300 unidades em abril, a maior marca para o mês desde 2014, embora representem uma queda de quase 8% em relação a março. No entanto, na comparação interanual, houve crescimento de 19%, refletindo a evolução positiva do mercado em relação a 2025.
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