O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 280 milhões no âmbito do programa BNDES Mais Inovação para a WEG reformar uma planta e construir, em Itajaí (SC), a maior e mais moderna fábrica de sistemas de armazenamento de energia em bateria (BESS) do Brasil. O BESS pode ser utilizado para armazenar energia para abastecimento de frotas de ônibus elétricos, entre outros usos.
Ao final, a WEG espera estar capacitada para atender de forma mais eficiente tanto o mercado de grandes sistemas de armazenamento quanto de sistemas para uso comercial e industrial (C&I), com produtos fabricados no Brasil com maior autonomia tecnológica e suporte local.
A nova planta ampliará a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS para até 2 GWh ao ano, equivalente a 400 sistemas de 5 MWh. Ela ainda vai permitir introduzir no Brasil uma arquitetura mais eficaz para a montagem dessas grandes baterias chamada de cell-to-pack. Já adotada pelos principais players globais, ela permite maximizar o desempenho. As obras da nova fábrica iniciarão em breve, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2027.
A nova fábrica terá também grande grau de automação. Haverá linhas de montagem automáticas e semiautomáticas integradas na montagem final dos sistemas. As movimentações internas frequentes serão realizadas por robôs móveis autônomos (AMR em inglês). As obras devem ser concluídas até março do ano que vem.
Os sistemas de armazenamento de energia em bateria (Bess) servem para guardar energia elétrica e liberá-la quando necessário. Com isso, eles podem ajudar a estabilizar as redes elétricas. Isso é especialmente importante com o aumento do uso de fontes renováveis. Em momentos de menor consumo, esses sistemas podem armazenar a energia que não foi usada para liberá-la quando for necessária. Outro emprego é evitar interrupção no fornecimento.
Os sistemas são formados por módulos, que reúnem várias células de baterias, o menor meio de armazenamento. O tipo de célula mais comum nesses sistemas são as de íon-lítio. Isso deve ao fato de serem a solução com maior densidade de energia por quilo, vida útil e eficiência. Contudo, em função da aplicação, podem ser usadas células que empregam outras tecnologias – chumbo-ácido, sódio-enxofre, fluxo e níquel-cádmio.
As células de baterias utilizadas podem ainda ser novas ou de segunda vida, porém a WEG só vai utilizar novas (grau A). Porém, há o interesse em se estudar a viabilidade técnica de reutilizar células.
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