Em março, terão continuidade as aulas do MBA Mobilidade Urbana – Novos Desafios, pós-graduação lato sensu voltada à formação de profissionais que atuam ou pretendem atuar na gestão da mobilidade urbana. Oferecido em formato remoto, o curso tem como objetivo contribuir para a qualificação técnica do setor em um contexto marcado pela crescente complexidade dos sistemas de transporte e pelo risco de escassez de profissionais especializados.
A formação é direcionada a profissionais graduados em diferentes áreas, desde que possuam diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), e responde à demanda por atualização técnica diante dos desafios impostos pela expansão urbana, pela intensificação das interações econômicas e sociais e pela necessidade de soluções sustentáveis para o deslocamento nas cidades.
Coordenadora do curso, a arquiteta e urbanista Valeska Peres Pinto, dirigente do programa Melhores Práticas de Mobilidade Urbana, da União Internacional de Transportes Públicos (UITP), Divisão América Latina, afirma que a iniciativa dialoga diretamente com um problema estrutural do setor.
Ela diz: “A formação dessa primeira turma e, na sequência, de outras, poderá influir no surgimento de novas iniciativas do gênero, posto que estamos rumando para um apagão de quadros técnicos nos setores público e privado”. A coordenação do MBA é compartilhada com o professor doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Eduardo Facchini.

Estrutura
O MBA Mobilidade Urbana – Novos Desafios resulta de parceria entre o Instituto do Movimento pelo Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT) e o Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB). As aulas ocorrem de forma remota e síncrona, às terças e quartas-feiras, das 19h às 22h, combinando exposições teóricas, estudos de caso e debates com especialistas. A participação mínima exigida é de 75% da carga horária para a obtenção do certificado.
Com 360 horas de duração, distribuídas ao longo de três quadrimestres, o curso está organizado em seis campos disciplinares e 18 disciplinas, além da elaboração final de uma Nota Técnica. Os eixos abordados compreendem desenvolvimento urbano e regional, economia e modelos de regulação, mobilidade urbana e meio ambiente, transporte público, mobilidade ativa e comunicação aplicada à gestão e ao atendimento.
Segundo a coordenação, a proposta pedagógica prioriza temas situados nas fronteiras entre diferentes disciplinas, muitos deles ainda em debate no campo da mobilidade urbana. A intenção é estimular nos alunos uma postura crítica e inovadora frente a conceitos consolidados. Esses temas, destaca Valeska, estão diretamente relacionados à realidade das cidades brasileiras, especialmente nos grandes e médios centros, onde a mobilidade se tornou mais complexa, onerosa e, em alguns casos, um fator de exclusão social.
A primeira turma inclui profissionais de diferentes formações – engenharia, arquitetura, direito, administração, economia, psicologia e comunicação. A diversidade do perfil dos alunos, que inclui profissionais do setor público e do setor privado, também é apontada como um diferencial do curso, ao permitir uma compreensão mais ampla das relações institucionais e da necessidade de aprimoramento das parcerias público-privadas.
Ao final da formação, os participantes recebem certificado de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão da Mobilidade Urbana. Para participar, é cobrada taxa de matrícula de R$ 300,00, além de 12 parcelas de R$ 513,70. A primeira turma, iniciada em outubro de 2025, conta com 39 alunos. Uma nova turma está em organização, com previsão de início no primeiro semestre de 2026.
Para outras informações e inscrições, acesse o link. https://www.iesb.br/cursos/mba-em-mobilidade-urbana/
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