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Tecnologia é o maior desafio para o transporte rodoviário de passageiros na atualidade

Juliano Samor, da ANTT, acredita que a agência precisa de recursos tecnológicos para atender toda a transformação tecnológica que as empresas estão implementando e conseguir monitorar esse mercado

Publicado em 17/08/2026 por Sonia Moraes

Paulo Porto Lima (Abrati), Leticia Pineschi (Abrati) e Juliano Samor (Supas- ANTT). Foto: Márcio Bruno Photo
Paulo Porto Lima (Abrati), Leticia Pineschi (Abrati) e Juliano Samor (Supas- ANTT). Foto: Márcio Bruno Photo

O “Transporte Rodoviário em Transformação: Desafios e Oportunidades para o Setor” foi o tema do debate promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) durante a Lat.Bus 2026. Participaram deste painel Paulo Porto Lima, vice-presidente do conselho deliberativo da Abrati; Leticia Pineschi, diretora-geral da Abrati, e Juliano Samor, da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (Supas) da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Leticia Pineschi abriu o debate destacando que estamos em um momento politicamente instável para planejar investimentos. “O empresário e o operador precisam de estabilidade porque os resultados consistentes são de longo prazo”, disse a diretora da Abrati e questionou se o novo marco regulatório do Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros (TRIP) poderá contribuir para o planejamento das empresas.

Juliano Samor afirmou que a ANTT tem trabalhado firmemente para a consolidação do novo marco regulatório que, na sua avaliação, traz um direcionamento para o transporte rodoviário interestadual de passageiros, assegurando segurança jurídica, renovação e democratização. “Hoje há perspectiva e maior clareza em relação a onde a agência quer chegar, como caminhar, democratizar, aperfeiçoar e profissionalizar este setor”.

Segundo Samor, com o novo marco regulatório, a ANTT estabeleceu um plano regulatório que não causasse insegurança, tumulto e garantisse ampla autonomia para o setor continuar crescendo e, de alguma maneira, dar oportunidade para novas empresas entrarem neste mercado em condições equânimes e isonômicas. “A partir do momento em que o marco regulatório andar, vamos ter regulação e menos judicialização.”

Samor comentou que a tecnologia é hoje o maior desafio para a ANTT, para o transporte rodoviário de passageiros e para todos os envolvidos, inclusive as empresas fornecedoras de tecnologia e componentes para o setor. “A agência precisa de recursos tecnológicos para atender toda a transformação tecnológica que as empresas estão implementando e conseguir monitorar esse mercado”, disse o superintendente da ANTT. “Temos que pensar em como democratizar o serviço e como a tecnologia chega ao usuário e melhora a eficiência das empresas.”

Paulo Porto comentou que o novo marco regulatório é fruto de muitas discussões, de audiências públicas e colaborações. Ele espera que dê segurança jurídica necessária para as empresas poderem avançar os investimentos e manter a qualidade do transporte rodoviário no Brasil, que há muitos anos é considerado um dos melhores do mundo. “Tenho uma expectativa muito positiva em relação ao complemento do marco regulatório, o qual é o marco das penalidades, e boas perspectivas em relação à estabilidade política e à redução da carga tributária que irá contribuir para reduzir consideravelmente a informalidade no setor”, disse o presidente do conselho deliberativo da Abrati.

O dirigente da Abrati exaltou a Lat.Bus ao considerar ser uma feira cada vez mais prestigiada, representativa e com inovações. Ele destacou também que o setor de transporte rodoviário de passageiros busca sempre a estabilidade e falou que as relações do ponto de vista institucional são sempre densas. “Vivemos em um país com instabilidades econômicas e políticas e essa feira nos traz possibilidade para trocar informações.”

Paulo Porto falou sobre a evolução dos ônibus rodoviários, apontando a tecnologia e o conforto dos veículos expostos na Lat.Bus, além do desenvolvimento técnico da indústria e de toda a cadeia produtiva do setor. Ele citou também o diferencial das empresas de transporte regular que investem na segurança, na preparação técnica dos seus operadores e motoristas.

“O avanço da inovação está cada vez mais acelerado e isso nos desafia a acompanhar esse processo de mudança para oferecer o menor custo e o melhor serviço para a população”, disse dirigente da Abrati.

Ele lembrou que há poucos anos não era possível emitir um bilhete de passagem de volta. “Não tínhamos ferramentas, técnicas e nem legislação para podermos fazer diferente. Se olharmos para trás e vermos onde chegamos, temos que estar otimistas e continuaremos evoluindo, investindo, acreditando na paixão que temos pelo nosso negócio”, disse o empresário.

 

 

 

 

 

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