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No ano 2.000, Marcopolo lançava a Geração 6 da linha de rodoviários

A 50ª edição da Technibus trazia uma reportagem especial sobre o lançamento da nova família de rodoviários da encarroçadora gaúcha, que apresentava mudanças significativas em relação às gerações anteriores

Publicado em 20/07/2026 por Márcia Pinna

Reprodução Acervo OTM Editora
Reprodução Acervo OTM Editora

Há 26 anos, a Marcopolo apresentava a Geração 6, uma nova família de rodoviários que surgia cheia de novidades. Em setembro de 2.000, a 50ª edição da revista Technibus fez uma reportagem especial sobre o lançamento. O jornalista Cássio Schubsky destacava os novos sanitários "com sistema de vedação do mau-cheiro, que lembra o avião, como ocorre com o painel multiplex com dezenas de funções, que facilita a vida do motorista." E lembrava que, apesar de todas as melhorias e do investimento de R$ 8 milhões no desenvolvimento da Geração 6, os preços de venda se mantinham os mesmos em relação aos modelos similares da geração anterior.

Outro aspecto importante observado na reportagem era do avanço do transporte rodoviário de passageiros. "Afinal, estamos mesmo no ano 2.000, e viajar de ônibus está se transformando, cada vez mais, num prazer inigualável, quer seja pelas poltronas confortáveis, quer seja pelas paisagens agradáveis. Uma nova era de ônibus está surgindo, trazendo mais bem-estar e qualidade de vida aos passageiros do mundo todo."

O Viaggio e o Paradiso foram os primeiros modelos lançados, e seriam seguidos do DD 1800 e do (double decker) e o LD 155. Os ganhos aerodinâmicos eram relevantes. "O coeficiente de penetração aerodinâmica da 66 é excelente, com ganho de 5% em relação à geração anterior", explicava José Carlos Bohrer, chefe do design de produtos novos da Marcopolo. Também a limpeza e a conservação dos veículos saíram ganhando. "As linhas limpas do veículo facilitam a limpeza/lavagem. Todas as peças externas estão mais expostas para facilitar a limpeza. O veículo dura mais, porque as sujidades e sujeiras não ficam depositadas em reentrâncias", detalhava Bohrer.

"Temos a expectativa de que a Geração 6 repita o sucesso que nós temos tido com os outros lançamentos", declarava à Technibus, Valter Gomes Pinto, diretor corporativo da encarroçadora gaúcha.

Design

A reportagem também abordava o design da Geração 6. Foram dois anos desde que os primeiros rabiscos, saídos da prancheta, se materializassem no protótipo definitivo. A Geração 6 passou pelo primeiro desenho à mão, pelos traços no CAD (programa próprio para design no computador), por molde, maquete e mock-up, até assumir seu formato definitivo. "O que mais chama a atenção no desenvolvimento do design é que, do primeiro croqui ao ônibus pronto, pouca coisa parece ter mudado", avaliava a reportagem.

O ponto alto nos seis modelos que integram a Geração 6 era a marcante identidade visual, com as linhas do design que se repetiam, com poucas diferenças, em todos os membros da família. "Pela saia, nós dimensionamos o resto do veículo. O maior desafio foi colocar a mesma traseira e a mesma frente nos seis modelos", contava José Carlos Bohrer.

E completava: "Tentamos manter uma continuidade em relação a gerações anteriores, uma continuidade com audácia, com ganhos em geral: de aerodinâmica, de espaço, de conforto, etc. Hoje, o ônibus leva vantagem em relação ao avião, em função da própria poltrona, que é mais espaçosa no ônibus, mais confortável."

A Technibus contava que o lançamento da Geração 6 foi comemorado com "pompa e circunstância" pela Marcopolo. Em agosto, o ônibus havia sido lançado em Porto Alegre, Caxias, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. "Foram megaeventos, que uniram centenas de pessoas, principalmente empresários do setor e fornecedores da indústria de ônibus. A apresentação contou com artistas circenses, que fizeram malabarismos e andaram em pernas de pau, entre outras peripécias. Até escola de samba teve", relatava a reportagem. Em setembro daquele ano, a Marcopolo colocou na estrada ônibus da Geração 6 para visitar as garagens das transportadoras.

Reprodução Acervo OTM Editora


Depoimentos dos empresários

Os primeiros empresários a adquirir o produto demonstram entusiasmo. "Mais uma vez, a Marcopolo acertou em cheio: o carro é muito bonito", declarou Antônio Afonso da Silva, o Toninho, diretor-presidente do Expresso Gardênia, de Belo Horizonte. ,

"Fomos Os primeiros a comprar os ônibus da Geração 6, quatro Paradiso 1200 e seis Viaggio 1050", conta Aloísio Kreischer , diretor de operações do Grupo Única, do Rio de Janeiro. Para ele, vários itens chamaram a atenção, como o painel multiplex, a limpeza do carro, a visibilidade do motorista e o sistema de sanitário igual ao da aviação.

Também a Pluma Conforto e Turismo, de Curitiba, arrematou um lote de vinte carros, todos Paradiso 1200."O que mais chamou a atenção foi o estilo agressivo, bonito, e os itens tecnológicos, como o fato de o carro ser liso, o painel multiplex, o farol, o tipo estrutural mais leve", detalhou Luiz Carlos Podzwato, diretor de operações da empresa na época.



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