Preço da passagem rodoviária recua 1,1% em agosto
O preço da passagem rodoviária permanece estável mês a mês, sem oscilações bruscas para o passageiro
Publicado em 21/09/2026 por Redação

O preço médio da passagem de ônibus ficou menor em agosto de 2026. É o que mostra a nova edição do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe): na comparação com julho, a passagem rodoviária recuou 1,1% na série sem ajuste sazonal.
Quando a Fipe aplica o ajuste sazonal — que isola efeitos recorrentes de calendário, férias, feriados e outros movimentos típicos do período —, o resultado entre julho e agosto de 2026 mostra uma variação de apenas 0,7%. Seja na leitura sem ajuste (recuo de 1,1%) ou na leitura ajustada (alta moderada de 0,7%), os dois números contam a mesma história: o preço da passagem rodoviária permanece estável mês a mês, sem oscilações bruscas para quem compra a passagem.
O movimento de acomodação de preços em agosto apareceu em outros indicadores acompanhados pelo IRCB: o diesel, principal insumo das viações, recuou 0,8% no mês, segundo o IPCA/IBGE, e o próprio IPCA geral caiu 0,3% no período. O cenário de custos mais ameno ajuda a explicar por que o setor manteve os preços sob controle, sem repassar pressões adicionais ao passageiro neste mês.
O recorte por tipo de viagem mostra onde a acomodação de preços foi mais forte. O segmento interestadual teve o maior recuo, de 5,5% na série sem ajuste sazonal entre julho e agosto — variação que se torna uma leve alta de 0,3% quando aplicado o ajuste sazonal, indicando que a maior parte da queda nominal decorre do calendário do período. Já o intermunicipal, mais ligado a deslocamentos de rotina, teve variação positiva tanto sem ajuste (+0,2%) quanto com ajuste sazonal (+0,6%).
Raio-X mensal do IRCB
Entre as classes de serviço, quem viaja de leito teve o maior alívio no bolso em agosto: a categoria registrou o maior recuo mensal do índice, de 5,3% na série sem ajuste sazonal, seguida por semileito (-3,1%) e executivo (-2,7%). A convencional foi a única classe a subir no mês, com alta de 0,6%. Com o ajuste sazonal aplicado, o quadro se equilibra: semileito (+0,8%), convencional (+0,5%) e executivo (+0,4%) passam a registrar alta moderada, enquanto cama (-0,1%) e leito (-0,4%) têm variações discretas.
Por distância percorrida, os trechos de longa distância (acima de 400 km) tiveram o maior recuo entre os recortes, de 3,9% sem ajuste sazonal — a maior economia para quem viaja para destinos mais distantes. Já as viagens de curta distância (até 100 km) foram as únicas a subir de forma consistente no mês, com alta de 1,7% sem ajuste e 1,1% com ajuste sazonal.
No recorte regional, o Centro-Oeste teve o maior recuo do país (-5,6%), seguido pelo Norte (-5,0%) e pelo Nordeste (-2,1%) — todos na série sem ajuste sazonal. O Sul foi a única região a registrar alta no mês (+0,1%). Com o ajuste sazonal, Sul (+1,2%), Sudeste (+0,8%) e Nordeste (+0,3%) passam a apresentar alta moderada. No ranking estadual do mês, o Distrito Federal teve o maior recuo do país, de 7,5%, seguido por Mato Grosso do Sul (-6,9%) e Goiás (-6,3%), enquanto Santa Catarina liderou as altas (+3,2%).
"A gente acompanha de perto a experiência de quem viaja de ônibus. Ver o preço da passagem recuar em agosto, mesmo com o mês de ajuste sazonal, mostra que seguimos entregando uma opção cada vez mais acessível para o brasileiro", afirma Fernando Prado, CEO da ClickBus.
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