O que México e Chile têm a ensinar sobre eletrificação
O Podcast do Transporte entrevista especialistas convidados pela UITP para a Lat.Bus 2026 sobre a pioneira experiência de Santiago do Chile e sobre a chegada dos modelos elétricos nas linhas de BRT da Cidade do México
Publicado em 16/09/2026 por Márcia Pinna

Nicolás Pallares, empresário e presidente da Associação Nacional de Transportes e Mobilidade Pública do México, contou que a eletrificação da Cidade do México começou por decisão política e chegou rapidamente a 90 ônibus. O Metrobús sistema opera sete linhas de BRT em 175 km de corredores, com quase 900 veículos. Para o mexicano os desafios para a ampliação da eletrificação são regras governamentais claras de operação e acesso a financiamento sustentável para manter o modelo ao longo das concessões.
Chile consolida uma das maiores frotas elétricas do mundo
Diego Fuentes da empresa MetBus relata que Santiago iniciou a eletrificação em 2017 com dois ônibus e chegou a 4.400 veículos elétricos, 68% da frota. A MetBus opera 950 unidades e resume os resultados com a grande aprovação do passageiro ao novo padrão e a necessidade de uma boa relação de pós-venda com os fornecedores.
Auto Bless recupera passageiros com frota elétrica
Aqui no Brasil conferimos a satisfação de Valter Bispo, da Auto Bless, e sua determinação de eletrificar toda a frota até o fim do ano. Ele detalha como driblou as deficiências da infraestrutura falha de São Paulo, usando cargas de oportunidade e adotando sistemas BESS. E avalia que o esforço valeu, com menos quebra, mais conforto para os motoristas e a satisfação dos usuários - 600 mil voltaram por conta do elétrico.
Busscar comemora resultados na Lat.Bus 2026
Márcia Pinna, editora da Technibus, mostra que a Busscar comemora a aceitação dos modelos El Buss FT, 325 e 325L. Durante a LatBus, visitantes de outros países elogiaram a evolução dos produtos e os projetos apresentados.
Estudos analisam remuneração, reputação e padrões abertos
Adamo Bazani, editor-chefe do Diário do Transporte, comenta pesquisas sobre remuneração de motoristas e a importância da reputação das empresas para atrair passageiros. Ele destaca também a defesa da UITP por padrões abertos de bilhetagem.
Editorial — Recuperar a memória para novas gerações não começarem do zero
No editorial desta edição, Alexandre Pelegi propõe uma reflexão sobre um desafio persistente do transporte público brasileiro: por que tantos dos problemas debatidos hoje já estavam na agenda do setor décadas atrás? A partir dessa constatação, ele destaca a importância de recuperar a memória do transporte público para compreender o presente e, principalmente, evitar que cada nova geração precise recomeçar discussões que já produziram diagnósticos, experiências e aprendizados.
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