Comil apresenta novos modelos para fretamento
A empresa lançou o Campione 330 e o Versatile V4, e anunciou a chegada do Campione 350, que ainda em fase de protótipo e deve estar pronto entre maio e junho; a empresa já tem 200 unidades comercializadas dos novos produtos
Publicado em 18/03/2026 por Márcia Pinna

A Comil realizou um encontro com jornalistas e influencers em sua fábrica em Erechim (RS) em comemoração aos 40 anos da empresa. O evento marcou a apresentação de três novos modelos voltados para o segmento de fretamento: Campione 330, Versatile V4 e o Campione 350, que está em fase de protótipo e deve estar pronto entre maio e junho.
Segundo Tiago Zanette, diretor comercial da Comil, mais de 200 unidades dos novos modelos já estão vendidas. "Conversamos com alguns clientes e contamos que teríamos produtos novos, e alguns já fizeram encomendas. Isso mostra a confiabilidade da marca, pois o cliente sabe que será bem atendido. Os modelos vêm ao encontro de uma demanda de mercado", afirma.
Zanette conta que os modelos vêm para agregar à família já tradicional da Comil, com foco no mercado de fretamento (com motor dianteiro), segmento que representa cerca de 50% das vendas da marca. "O Versatile V4 é o produto de entrada do fretamento. Comparando com a versão atual, o grande diferencial é a largura, com 2,60m contra o 2,55m da versão atual. A gente pode colocar uma poltrona mais larga, oferecer mais conforto aos passageiros. E os dois produtos têm faróis full Led, com regulagem de iluminação de altura, cabine interna, porta, enfim, os produtos têm bastante novidade, toda iluminação traseira é nova."
O executivo destaca que muitas peças são intercambiáveis. "A gente desenvolveu um produto para atender as necessidades dos nossos clientes, principalmente na questão de custo de operação, que hoje é fundamental. A possibilidade de fazer uma manutenção mais simples, mais barata, portanto, foi um dos focos que a gente teve no desenvolvimento desses modelos", informa.
Design
Renan Socbzak, designer da Comil, diz que as soluções de engenharia para o projeto dos ônibus foram pensadas para facilitar a operação e a manutenção. "Na parte externa, trouxemos algumas novidades no Campione, principalmente na lateral, que derivam do Invictus. Criamos algumas diferenciações externas, basicamente, na parte de componentes do farol na parte frontal, e na lanterna traseira, utilizando alguns componentes que são comuns entre uma carroceria e outra", detalha.
O designer explica que o aro de rodas também traz um aspecto da família rodoviária. "Então, trouxemos um pouquinho da linguagem do Invictus para o fretamento. A largura do Versatile V4 aumentou também, possibilitando uma poltrona mais larga para o cliente. Como havia uma carroceria com um fechamento frontal na parte da cabine, nesse projeto a gente retirou, e ganhou um pouquinho mais de espaço para a cabine do motorista."
O processo começou há cerca de 2,5 anos, sendo que o design levou cerca de cinco meses para ser concebido e aprovado pela diretoria da Comil e pelo departamento Comercial. "A partir daí, começamos a detalhar o projeto, com modelagem 3D, de engenharia, construção de estrutura, todos os processos que existem no desenvolvimento do produto", conta.
Mercado e investimentos
No ano passado, a Comil produziu 1.998 ônibus, com um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. Para 2026, a previsão é ficar em torno de duas mil unidades. "O nosso principal produto é o Invictus. Não sabemos, porém, como cada segmento se comportará ao longo do ano, principalmente com a alta do diesel devido às turbulências externas. Mas o fretamento deve se manter nos mesmos patamares, pelas características deste mercado", comenta Tiago Zanette.
No ano passado, a Comil investiu R$ 42 milhões na fábrica, em novas estruturas, automação e equipamentos. Para 2025, os aportes previstos são de R$ 64 milhões. Atualmente, a planta fabril produz nove ônibus por dia. "Fazemos quase tudo 'dentro de casa', apenas compramos as matérias primas de fora. Isso garante mais qualidade e controle da produção", ressalta Zanette.
Para lidar com a dificuldade em conseguir mão de obra qualificada, a Comil criou um programa para a contratação de imigrantes venezuelanos, que inclui também os aspectos sociais. "Hoje temos cerca de 500 colaboradores venezuelanos (no total, são mais de dois mil funcionários). Eles chegaram em uma situação bastante complicada, mas demos todo o apoio e oferecemos a qualificação necessária", diz Zanette.

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