O transporte público por ônibus permanece como pilar da mobilidade urbana no Brasil. De acordo com o Anuário NTU 2024–2025, em 2024, a oferta do serviço avançou 10,3%, enquanto o volume de passageiros transportados registrou crescimento de 9,8% na comparação com o ano anterior, reforçando a retomada da demanda no período pós-pandemia.
No recorte de gênero, dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos indicam que as mulheres representam cerca de 60% dos usuários do transporte coletivo urbano no país. Estudos do IBGE e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apontam que elas realizam mais deslocamentos encadeados ao longo do dia, conciliando trabalho remunerado, cuidados com os filhos e tarefas domésticas, o que amplia a dependência do transporte público e reforça seu papel estratégico na promoção da equidade urbana.
Em Guarulhos, segunda maior cidade do Estado de São Paulo, o cenário acompanha essa tendência. Impulsionadas por políticas de diversidade, capacitação e inclusão no mercado de trabalho, as empresas operadoras associadas à Guarupass, entidade responsável pela bilhetagem eletrônica do município, como a Viação Urbana Guarulhos, Empresa de Ônibus Vila Galvão e Viação Campo dos Ouros, contam com aproximadamente 200 mulheres exercendo funções nas áreas administrativa, operacional e de manutenção.
Na própria Guarupass, a presença feminina também se destaca: 66 são mulheres, o que representa cerca de 77% do quadro de profissionais, atuando em diferentes áreas e contribuindo diariamente para a mobilidade urbana da cidade. “Garantir um transporte seguro, acessível e eficiente é assegurar que essas mulheres tenham autonomia, dignidade e oportunidades iguais na cidade. Nosso compromisso é seguir investindo em melhorias que atendam às necessidades reais das passageiras e promovam um sistema cada vez mais inclusivo”, afirma Márcio Pacheco, diretor executivo da Guarupass.
A segurança também é fator determinante nesse contexto. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada indicam que a percepção de risco nos deslocamentos urbanos é mais acentuada entre as mulheres, especialmente em trajetos noturnos e integrações. O investimento em iluminação adequada, monitoramento estratégico, capacitação permanente das equipes e canais de atendimento eficientes contribui diretamente para ampliar a sensação de proteção e confiança no sistema.
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