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Volvo lança chassi elétrico BZRLE com piso baixo no Seminário Nacional NTU

O modelo chaga para atender às demandas de algumas cidades, como São Paulo, Goiânia, Brasília, Porto Alegre, com base na tipologia de piso baixo em seus sistemas de transporte coletivo

Publicado em 08/08/2025 por Sonia Moraes

BZRLE chassi urbano com piso baixo da Volvo (Divulgação)
BZRLE chassi urbano com piso baixo da Volvo (Divulgação)

A Volvo lança no 38º Seminário Nacional NTU o BZRLE, chassi urbano com piso baixo, para atender às demandas de algumas cidades, como São Paulo, Goiânia, Brasília, Porto Alegre, entre outras, com base na tipologia de piso baixo em seus sistemas de transporte coletivo de passageiros.

Este novo chassi irá complementar a linha de veículos elétricos da Volvo, em continuidade à sua jornada de eletrificação. Assim como na versão de piso alto, o BZRLE pode ser equipado com um ou dois motores de 200 kW e 425 Nm de torque. O chassi tem transmissão I-Shift de duas velocidades e comporta quatro ou cinco baterias de íon lítio de 90 kWh.

“O BZRLE é mais um passo na jornada de descarbonização do grupo Volvo, com a meta global de zerar as emissões de gases de efeito estufa nos veículos da marca até 2040”, afirma Paulo Arabian, diretor de vendas de ônibus da Volvo no Brasil.

O modelo tem o mesmo quadro de chassi, freios e eixos da versão a diesel equivalente da marca. “São componentes bastante conhecidos dos operadores de transporte, compartilhando a mesma facilidade e benefícios de manutenção dos nossos demais modelos”, assegura Arabian. O veículo tem configuração de tração 4×2 e pode receber carrocerias de até 13,5 metros, transportando até 90 passageiros.

Com tomada CCS2, está preparado para receber carregamento de até 250 kWh. Nessa potência, as baterias podem ser recarregadas em até uma hora, assegurando alta disponibilidade aos operadores.

A combinação da exclusiva caixa automatizada de duas velocidades em conjunto com os motores elétricos Volvo permite até 35% de regeneração energética durante as frenagens. Outro destaque é o compressor de ar de última geração, que reduz sensivelmente os ruídos internos.

Equipado com um sistema de direção eletro-hidráulico, o veículo pode, opcionalmente, ser equipado com a Volvo Dynamic Steering (VDS). Esta avançada direção dinâmica, exclusiva da marca, amplia ainda mais o conforto, a manobrabilidade e a segurança para o motorista.

O BZRLE vem preparado para a ativação do sistema de “Zonas de Segurança”, capaz de reduzir a velocidade do ônibus automaticamente por meio de monitoramento via GPS. Essa tecnologia pode atuar em áreas mais propensas a acidentes ou em regiões próximas a terminais, escolas e hospitais.

Debates –

Para a Volvo, o Seminário NTU é muito importante porque incentiva os debates entre operadores do segmento urbano, órgãos gestores e indústria sobre as demandas inerentes ao transporte coletivo de passageiros. “O evento também fomenta discussões sobre modelos de financiamento sustentáveis, em busca de um transporte coletivo cada vez mais moderno e de qualidade para o Brasil. É um fórum importante para a Volvo levar seu portfólio de produtos e serviços para ônibus urbanos de alta capacidade”, diz Arabian.

Ele destaca que o segmento de ônibus urbanos pesados de alta capacidade, no qual a Volvo participa com um portfólio de veículos diesel e elétricos, também vem sendo impactado pela política de juros altos. “Esta situação torna os financiamentos mais caros e reduz os investimentos das empresas na renovação de frotas. Tais impactos também afetam o poder público no momento dos estudos de viabilidade e cálculos das tarifas técnicas (nas cidades onde esse modelo é aplicável) frente às renovações, novas licitações e projetos. O custo sobe para todos, trazendo cautela nesse momento”, avalia Arabian.

Segundo o executivo, ocrescimento do mercado de chassis elétricos em São Paulo tem como principal entrave a distribuição de energia para recarga das baterias nas garagens dos operadores. “Mesmo assim, há negócios potenciais em clientes que, gradualmente, estão vencendo essa barreira. A introdução do modelo BZRLE visa justamente atender à demanda de São Paulo e de outras metrópoles por chassis elétricos de piso baixo. Em relação a outras cidades, o entrave maior têm sido os juros elevados, com clientes postergando compras. Mas, em algumas localidades, há contratos que obrigam a renovação da frota dos veículos por idade, o que pode atenuar esse impacto”, diz Arabian. E acrescenta: “Acreditamos que essa retração possa ser um pouco menor, uma vez que há exigência de renovação obrigatória de parte das frotas por determinação dos gestores municipais de transporte”.

O fator principal que pode influenciar a renovação de frotas urbanas nas cidades, segundo Arabian, são as exigências contratuais de algumas cidades para a renovação de parte das frotas. Mas, na sua opinião, “o impacto dos juros altos pode limitar os volumes potenciais”.

Arabian afirma que a queda do número de passageiros no transporte público por ônibus é uma realidade de muitos anos. “Para fazer frente a isso, o caminho é investir em eficiência, conforto e segurança aos usuários. A Volvo se posiciona exatamente no segmento de veículos premium, que permitem a oferta de um serviço de alto padrão aos passageiros, com retorno financeiro aos clientes. Por conta disso, temos mantido e até crescido nossa participação em operadores que buscam mais qualidade para atrair um número maior de passageiros.”

Volvo lança chassi BZRLE no Seminário NTU 2025 (Divulgação)

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