Fábrica da Volkswagen Caminhões e Ônibus em Resende (RJ) completa 30 anos
Atualmente, a empresa produz mais de 250 variações de caminhões e ônibus e a linha de montagem absorveu também os elétricos da marca
Publicado em 02/11/2026 por Redação

Há três décadas, em 1º de novembro de 1996, entrou em operação o Consórcio Modular da Volkswagen Caminhões e Ônibus, modelo de produção que estabeleceu uma nova dinâmica para a fabricação de veículos comerciais. Inicialmente projetada para produzir até 40 mil veículos por ano, a unidade cresceu junto com a marca e se tornou o berço dos principais sucessos da montadora.
A VWCO integrou seus parceiros ao processo produtivo e fez do Consórcio Modular um modelo capaz de evoluir junto às demandas de seus clientes. A importância do projeto já se anunciava antes mesmo da inauguração: pelo menos 40 cidades brasileiras demonstraram interesse em receber a nova fábrica. Resende foi escolhida a partir de critérios que incluíam localização estratégica, infraestrutura e condições para formação de mão de obra, dando início a uma nova era no Sul Fluminense.
Em 2003, poucos anos depois da instalação na região, a VWCO conquistou pela primeira vez a liderança do mercado brasileiro de caminhões, posição construída a partir de um portfólio que continuaria a crescer e se diversificar nas décadas seguintes. Nos anos seguintes, a operação acompanhou diferentes gerações de caminhões e ônibus e a chegada de famílias que ganharam as estradas brasileiras, como Delivery e Constellation, além do Meteor.
Atualmente, a empresa produz mais de 250 variações de caminhões e ônibus e a linha de montagem absorveu também os elétricos da marca. A chegada do e-Delivery exigiu a incorporação de novos processos e competências e levou à criação do e-Shop, área dedicada à eletrificação. O projeto envolveu cerca de R$ 150 milhões em desenvolvimento e no complexo produtivo.
Nos últimos anos, digitalização, automação e robótica ganharam mais espaço na rotina de Resende. Processos passaram a ser monitorados em tempo real, sistemas ampliaram o uso de dados na tomada de decisão e novas células robotizadas foram incorporadas à produção. A transformação também chegou às pessoas, com o desenvolvimento de novas competências ligadas à programação, operação, supervisão e manutenção dos sistemas.
A sustentabilidade acompanhou esse movimento. Segundo a montadora, a fábrica avançou no uso de energia renovável certificada, em iniciativas para reduzir o consumo de recursos naturais e em projetos de economia circular. Ao mesmo tempo, a eletrificação dos produtos passou a conectar ainda mais a evolução industrial de Resende à estratégia de descarbonização da companhia.
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