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Passagem aérea sobe 42,5% em um ano, enquanto a passagem de ônibus apenas 8,7%

Índice do Rodoviário ClickBus, calculado pela Fipe, mostra que a tarifa rodoviária também subiu menos que o diesel, um dos principais custos do setor

Publicado em 19/10/2026 por Redação

(Arquivo OTM Editora)
(Arquivo OTM Editora)

Em setembro de 2026, as passagens rodoviárias estavam com preços 8,7% mais altos do que um ano antes. No mesmo período, as passagens aéreas subiram 42,5%, quase cinco vezes mais. Os dados são do IRCB (Índice do Rodoviário ClickBus), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir de cerca de 100 milhões de passagens vendidas desde dezembro de 2017, e do IPCA/IBGE.
 

Diferença de quase cinco vezes para o avião

A distância entre ônibus e avião aparece em todos os recortes de tempo. Na média dos últimos 12 meses, a passagem rodoviária subiu 5,8%, contra 21,9% da área. De janeiro a setembro de 2026, frente ao mesmo período de 2025, a alta foi de 6,4% no ônibus e de 27,6% no avião. Na série completa, iniciada em dezembro de 2017, o IRCB acumula alta de 65,3%. As passagens aéreas subiram 92,4% no mesmo intervalo, segundo o IPCA.
 

Tarifa subiu menos que o diesel

O diesel ficou 14,4% mais caro em 12 meses e subiu 1,7% só em setembro. A passagem de ônibus avançou 8,7% no mesmo período, abaixo do ritmo do combustível que move a frota. No longo prazo, o descolamento é maior. Desde dezembro de 2017, o diesel subiu 111,0% e o IGP-M, índice usado como referência em contratos, 86,3%. A passagem rodoviária, 65,3%.
 

Viagens longas e classes de mais conforto abaixo de dezembro

Alguns recortes estão hoje mais baratos que em dezembro de 2025, mês de alta temporada. É o caso das viagens interestaduais (-4,0%), das viagens acima de 400 km (-1,7%) e das classes leito (-1,8%) e semileito (-1,0%). Na comparação com setembro de 2025, a região Norte teve a menor alta do país (+1,5%). No Pará, as passagens ficaram 0,3% mais baratas.
 

Setembro: alta de 2,0% após recuo em agosto

No mês, o IRCB subiu 2,0%, depois de cair 1,1% em agosto. O resultado foi o mesmo na série com ajuste sazonal, que desconta efeitos de calendário, férias e feriados. A alta foi disseminada entre classes, distâncias e regiões, com exceção do Norte (-2,9%) na série sem ajuste.
 

“A passagem de ônibus subiu menos que o próprio diesel, um dos principais custos das viações. A gente vê o setor segurando preço num ano de insumo caro. Para quem planeja os feriados de novembro e as férias, isso significa uma alternativa mais previsível que o avião, que subiu 42,5% em 12 meses”, afirma Fernando Prado, CEO da ClickBus.

Ônibus x outros preços do transporte:


Indicador Setembro/26 Set/26 x set/25 Acumulado 12 meses Desde dez/17


Passagem de

ônibus (IRCB) +2,0% +8,7% +5,8% +65,3%

Passagem

aérea (IPCA) +9,7% +42,5% +21,9% +92,4%

Diesel (IPCA) +1,7% +14,4% +8,1% +111%


IGP-M/FGV +1,6% +3,3% +0,7% +86,3%


Fontes: IRCB (ClickBus/Fipe) e IPCA/IBGE e IGP-M/FGV compilados no Informe IRCB de setembro/2026.
 

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