Operação investiga envolvimento do crime organizado no transporte coletivo de São Paulo
Investigação tem como um dos focos infiltração do crime no transporte público; ex-presidente da Câmara de SP vira alvo de prisão
Publicado em 18/09/2026 por Redação

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, um ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo teve a prisão decretada pelo Poder Judiciário no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na manhã desta quinta-feira (17/9) pela Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, e pelo MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). As autoridades cumprem 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão para desarticular diferentes núcleos da organização criminosa Primeiro Comando da Capital.
De acordo com a apuração, há infiltração do crime organizado em 12 empresas de transporte coletivo de passageiros que operam na cidade de São Paulo. Identificou-se também envolvimento do PCC no financiamento de campanhas políticas nas eleições de 2024 e nas deste ano.
Em 2024, o MPSP já havia identificado a presença do crime organizado nas companhias da capital paulista, o que levou a instituição a deflagrar, em abril daquele ano, a Operação Fim da Linha.
A Operação Vectura Corrupta constitui um desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024. Naquela oportunidade, as autoridades identificaram uma complexa rede de informações da qual a organização criminosa Primeiro Comando da Capital se utiliza para manter a comunicação entre seus integrantes, quer eles estejam presos ou nas ruas, utilizando-se inclusive de advogados. Na ocasião, foram identificadas lideranças da organização criminosa vinculadas às denominadas Sintonia Restrita e Sintonia dos Gravatas, bem como um projeto de infiltração de agentes do crime organizado nas eleições municipais daquele ano.
Além do ex-presidente da Câmara de São Paulo, um ex-servidor da prefeitura, que atuava na SPTrans, um candidato a deputado estadual e três advogados são alvos dos mandados de prisão. As diligências estão sendo executadas na capital, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
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