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Novas tecnologias, sustentabilidade, financiamento e regulação integram debates da Semana de Tecnologia Metroferroviária

Evento promovido pela Aeamesp reúne especialistas e empresas para discutir os desafios e as perspectivas do transporte sobre trilhos, com foco em inovação, expansão dos sistemas, sustentabilidade, financiamento e regulação.

Publicado em 02/09/2026 por Alexandre Asquini

Começou nesta terça-feira, 1º de setembro, a 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, promovida pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp). O encontro prosseguirá até a próxima sexta-feira, no Nikkey Palace Hotel, em São Paulo, com uma programação que inclui cerca de 120 painéis de debate e espaços para apresentação de trabalhos técnicos desenvolvidos por operadoras do setor e empresas fornecedoras.

A programação aborda desde a gestão de dados e as inovações no material rodante até a expansão da infraestrutura ferroviária e as novas perspectivas para o transporte de passageiros, considerando a incorporação de novas tecnologias e os desafios de sustentabilidade, financiamento e regulação.

No primeiro dia, houve a entrega do 13º Prêmio Tecnologia & Desenvolvimento Metroferroviários – outorgado por meio de parceria entre a Associação Nacional dos Transportadores sobre Trilhos (ANPTrilhos) e a TIC Trens, empresa de transporte ferroviário responsável pela operação, manutenção, modernização das Linhas 7-Rubi e implantação do Trem Intercidades Norte, entre São Paulo e Campinas.

O embaixador Rubens Barbosa fez a palestra magna de abertura, com uma análise das grandes mudanças geopolíticas em curso e a recomendação de que, qualquer que seja o resultado das próximas eleições, o Brasil se prepare para estabelecer as condições que garantam sua presença e soberania como potência regional. O diplomata serviu como embaixador do Brasil em Londres, entre 1994 e 1999, e em Washington, entre 1999 e 2004. Atualmente, preside o Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior, que elabora e discute propostas sobre política externa e comércio em São Paulo.

Fortalecimento do setor

Em seu discurso de abertura, o presidente da AEAMESP, arquiteto, urbanista e historiador Ayrton Camargo e Silva, sustentou que o transporte sobre trilhos deve deixar de ser tratado apenas como infraestrutura de transporte e passar a ser entendido como instrumento de desenvolvimento econômico, ordenamento territorial, transformação urbana e sustentabilidade.

Para isso, disse ser necessária a combinação de cinco grandes condições: planejamento integrado, financiamento sustentável, expansão dos sistemas — especialmente nas cidades médias —, excelência na gestão e operação e conexão permanente com a sociedade. A seu ver, a inovação tecnológica, incluindo a inteligência artificial, é uma ferramenta importante, mas não substitui planejamento, governança e visão de longo prazo.

Uma ideia atravessou praticamente todo o discurso: construir bons sistemas sobre trilhos não significa apenas construir linhas; significa construir cidades melhores e sistemas que a sociedade reconheça como desejáveis.

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