ITDP Brasil reúne propostas para colocar a mobilidade urbana no centro das eleições de 2026
Publicação disponível no portal da entidade apresenta diretrizes para ampliar o uso do transporte público, acelerar a eletrificação das frotas, aumentar a segurança viária e reduzir a dependência do automóvel nas cidades brasileiras
Publicado em 28/07/2026 por Alexandre Asquini
-1024x613.webp?w=3840&q=75)
O Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil) disponibilizou em seu portal a publicação "Eleições 2026: Propostas para Reconquistar Usuários para o Transporte Público", documento que reúne recomendações voltadas aos candidatos e formuladores de políticas públicas para fortalecer a mobilidade urbana sustentável no país.
A publicação parte da avaliação de que as eleições de 2026 representam uma oportunidade para colocar o transporte público no centro da agenda política, diante de desafios como as mudanças climáticas, a necessidade de reduzir emissões, ampliar o acesso da população às oportunidades urbanas e reverter a perda de passageiros registrada nos sistemas de transporte coletivo.
Quatro eixos estratégicos
As propostas estão organizadas em quatro eixos estratégicos. O primeiro trata da construção de um sistema de transporte público de qualidade, acessível e financeiramente sustentável. Entre as recomendações estão o fortalecimento do planejamento baseado em dados, a integração das políticas de mobilidade com áreas como desenvolvimento urbano, saúde e educação, a implantação do Sistema Único de Mobilidade Urbana (SUM), a regulamentação do Marco Legal do Transporte Público Coletivo, a criação de fontes permanentes de financiamento, o fortalecimento da governança metropolitana e o estímulo à inovação e à participação social.
O segundo eixo concentra-se na eletrificação dos sistemas de transporte. O documento propõe alinhar mecanismos de financiamento e regulação às metas de descarbonização, acelerar a substituição de ônibus movidos a combustíveis fósseis por veículos elétricos, reformular a política tarifária para ampliar o acesso da população, fortalecer o financiamento extratarifário e incentivar a indústria nacional voltada à produção de ônibus elétricos. Também recomenda integrar o transporte coletivo à mobilidade ativa e incorporar critérios de adaptação climática ao planejamento dos sistemas.
O terceiro conjunto de propostas aborda a segurança viária. As medidas incluem a redução dos limites de velocidade nas vias urbanas, a ampliação das políticas de incentivo aos deslocamentos a pé e por bicicleta e a revisão da regulamentação de veículos leves de duas e três rodas, com o objetivo de tornar os deslocamentos mais seguros e reduzir o número de acidentes e vítimas no trânsito.
O quarto eixo reúne iniciativas para reduzir a dependência do transporte individual motorizado. Entre elas estão a gestão mais eficiente do espaço viário, a regulamentação do estacionamento, incentivos ao teletrabalho e à mobilidade corporativa, além da integração entre mobilidade e planejamento urbano para aproximar moradia, emprego e serviços e fortalecer as centralidades urbanas.
Mobilidade, política estruturante
Na conclusão, o ITDP Brasil destaca que a mobilidade urbana deve ser tratada como uma política estruturante para o desenvolvimento sustentável das cidades. Segundo a entidade, transformar o transporte público em prioridade política exige metas claras, financiamento contínuo e mecanismos efetivos de implementação, capazes de ampliar o uso dos modos coletivos, reduzir desigualdades, diminuir emissões e melhorar a qualidade de vida da população.
A íntegra da publicação está disponível gratuitamente no portal do ITDP Brasil. Clique aqui
Fique por dentro das principais notícias e novidades do mundo do Transporte Coletivo e da Mobilidade:
Acompanhe o Canal Technibus no WhatsApp
Acompanhe as nossas redes sociais: Linkedin, Instagram e Facebook
Acesse o Acervo Digital OTM Editora

-1024x576.webp?w=3840&q=75)
-1024x538.webp?w=3840&q=75)