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BNDES organiza roadshow para apresentação do novo modelo de concessão do transporte coletivo de Curitiba

Além do encontro on-line, que reuniu mais de cem participantes, o BNDES realizará a partir de agora reuniões individuais com os interessados

Publicado em 25/09/2026 por Redação

Terminal de ônibus em Curitiba (Divulgação/Arquivo)
Terminal de ônibus em Curitiba (Divulgação/Arquivo)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) organizou, nesta quinta-feira (24/9), um roadshow para esclarecimentos sobre o edital do novo modelo de concessão do transporte coletivo em Curitiba. O encontro on-line contou com mais de cem participantes, entre representantes de empresas do segmento de operações de transporte público e de eletromobilidade,

O aviso do edital foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 19 de agosto, com o objetivo de modernizar o sistema, com integração temporal entre todas as linhas, investimentos em eletrificação da frota, novas rotas, e melhoria da eficiência e qualidade do serviço.

As propostas devem ser entregues no dia 17 de novembro das 10h às 12h na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O leilão está previsto para 26 de novembro, às 10h, também na B3.

O projeto estabelece o Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), modelo que substituirá os atuais contratos de concessão e dará continuidade à Rede Integrada de Transporte (RIT). O edital prevê cinco lotes de concessão, com investimentos estimados em R$ 3,9 bilhões e contrato com duração de 15 anos. Dois deles serão destinados às linhas estruturais do sistema (expressos, Linha Direta e Ligeirões): o BRT1, com 24 linhas e atendimento predominante na região Sul, e o BRT2, voltado principalmente às regiões Norte e Oeste, com 17 linhas.

As empresas vencedoras destes dois lotes também ficarão responsáveis por serviços relacionados à infraestrutura, como limpeza, conservação e manutenção das estações-tubo e plataformas elevadas dos terminais, além da implantação, operação e manutenção dos dois eletropostos públicos. Os outros três lotes terão caráter regional, com linhas alimentadoras, convencionais e atendimento mais próximos aos bairros.

Uma das principais mudanças da nova concessão é a integração temporal irrestrita. Com a medida, o passageiro, utilizando um cartão-transporte da Urbs, poderá trocar de ônibus em qualquer ponto de embarque sem precisar necessariamente se deslocar até um terminal ou estação-tubo para realizar a integração. A conexão é realizada por um tempo pré-estabelecido e sem o pagamento de uma nova passagem.

Outro destaque da concessão é a eletrificação da frota, com a incorporação de 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031, sendo 90 veículos já no início da nova operação. Com a concentração dos veículos elétricos nas linhas de maior demanda, aproximadamente um terço dos lugares ofertados pelo sistema deverá ser atendido por ônibus elétricos até 2031.

Investimentos

Dos R$ 3,9 bilhões previstos em investimentos, 96,75% correspondem a investimentos em frota e 3,25% à infraestrutura de recarga elétrica e novas estações-tubo. O projeto prevê ainda uma subvenção municipal estimada em R$ 893,6 milhões, destinada principalmente à aquisição de ônibus elétricos e à construção dos eletropostos.

O custo global de prestação dos serviços no prazo do contrato é estimado em R$ 1,25 bilhão por ano (R$ 18,75 bilhões em 15 anos), valor que abrange todos os custos operacionais, investimentos e remuneração das concessionárias.

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