ABTEC defende tecnologia e governança de dados como pilares para ampliar a transparência do transporte público
Entidade afirma que interoperabilidade, dados confiáveis e transformação digital são essenciais para fortalecer a gestão pública e aprimorar os serviços oferecidos à população
Publicado em 03/07/2026 por Redação

O debate sobre transparência no transporte público brasileiro ganhou um novo capítulo com a divulgação do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades. Para a recém-criada Associação Brasileira de Tecnologia para a Mobilidade (ABTEC), o levantamento reforça um desafio estratégico para o setor: ampliar a capacidade de produzir, integrar e utilizar dados de forma consistente para qualificar a gestão dos sistemas de mobilidade.
A associação reúne empresas que desenvolvem soluções tecnológicas para o transporte público e nasce com o propósito de representar institucionalmente esse ecossistema de inovação, promovendo o diálogo entre empresas, operadores, poder público, academia e demais organizações comprometidas com a modernização da mobilidade urbana. "A transparência começa muito antes da publicação dos dados. Ela depende da qualidade das informações geradas diariamente e o tratamento pela operação do transporte público. Quando se entende os detalhes esses dados se tornam mais confiáveis e, bem governados, tornam-se um instrumento estratégico para a gestão, o planejamento e a prestação de contas", afirma Gustavo Balieiro, diretor-presidente da ABTEC, e diretor da Bus2.
Na avaliação da entidade, a tecnologia disponível atualmente já permite acompanhar, praticamente em tempo real, indicadores relacionados à operação das frotas, demanda de passageiros, regularidade das viagens, meios de pagamento, integração entre modais e diversos outros aspectos fundamentais para a gestão da mobilidade. O desafio agora é transformar esse grande volume de informações em inteligência para apoiar decisões e aprimorar continuamente os serviços prestados à população. Para a associação, esse avanço depende do fortalecimento da governança de dados, da interoperabilidade entre sistemas e da adoção de padrões tecnológicos que permitam integrar informações produzidas por diferentes agentes do setor.
Segundo Balieiro, o estudo do BNDES e do Ministério das Cidades representa uma oportunidade importante para aprofundar o debate sobre a transformação digital do transporte público, estimulando políticas públicas que favoreçam a integração de sistemas, o compartilhamento responsável de informações e a construção de uma mobilidade cada vez mais eficiente, transparente e centrada nas necessidades das pessoas.
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