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VLT do Rio de Janeiro completa 10 anos de operação

Fabricado pela Alstom, modal elétrico já transportou cerca de 180 milhões de pessoas, atende 95 mil passageiros por dia

Publicado em 12/06/2026 por Redação

Foto divulgação (Alstom)
Foto divulgação (Alstom)

A Alston celebra os dez anos de operação do VLT Carioca. Fabricado na planta da Alstom em Taubaté, interior de São Paulo, o VLT já transportou mais de 180 milhões de pessoas, atendendo cerca de 95 mil passageiros por dia.

Inaugurado para os Jogos Olímpicos Rio 2016, o VLT nasceu como parte da maior transformação urbanística da cidade em décadas: a revitalização do Centro e da Zona Portuária. O VLT Carioca é um exemplo de sucesso de como grandes eventos internacionais podem ser catalisadores de transformações permanentes nas cidades.

 O sistema opera com zero emissões de CO₂ diretas, conectando modais como metrô, trens, BRT, ônibus, barcas e o Aeroporto Santos Dumont. Com trens Alstom Citadis™ 100% elétricos e livres de catenárias, tecnologia exclusiva da Alstom chamada APS (Alimentação pelo Solo), o VLT oferece viagens silenciosas, seguras e sustentáveis, preservando a paisagem urbana e a arquitetura do Centro Histórico. O Rio de Janeiro foi a segunda cidade do mundo a usar essa tecnologia, depois de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

 Em 2024, o sistema ganhou impulso com a inauguração do Terminal Intermodal Gentileza, novo hub de mobilidade que integra o VLT a linhas de ônibus municipais, BRT e outros modais, ampliando significativamente a área de influência do sistema e facilitando o deslocamento de passageiros da Zona Norte e da Baixada Fluminense até o Centro. O Terminal representa a consolidação do VLT como eixo estruturante de uma rede integrada de transporte público, além de demonstrar que o legado olímpico segue se expandindo uma década depois de sua inauguração.

 Hoje, o VLT Carioca opera em quatro linhas, com 30 estações (incluindo o Terminal Gentileza) e uma frota composta por 32 trens com capacidade para 420 passageiros cada, cobrindo os principais pontos do Centro, da Zona Portuária e dos terminais de transporte da cidade. Ao longo de dez anos, o sistema percorreu milhões de quilômetros conectando cariocas e turistas, contribuindo para a renovação urbanística de uma das áreas mais emblemáticas do Rio.

 

Futuro de expansão 

Na avaliação da Alstom, o aniversário de 10 anos do VLT Carioca coincide com um momento histórico para o transporte público no Brasil. O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), conduzido pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades, mapeou 187 projetos de transporte de média e alta capacidade nas 21 maiores regiões metropolitanas do país, com investimentos estimados entre R$ 396 bilhões e R$ 433 bilhões até 2054. Os projetos sobre trilhos, incluindo VLTs, representam a maior fatia dos investimentos, entre R$ 300 bilhões e R$ 355 bilhões.

 

Para a Alstom, o transporte sobre trilhos é a solução mais eficiente, segura e sustentável para as cidades brasileiras. Presente no país há 70 anos, a companhia participa de 81% do transporte metroferroviário de passageiros, atuando em projetos estratégicos como os trens e sistemas de sinalização das Linhas 8 e 9, toda a Linha 15-Prata do monotrilho de São Paulo — o primeiro monotrilho para transporte de massa da América Latina —, os trens da futura Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo, além da modernização da sinalização do Metrô de Belo Horizonte e do fornecimento de material rodante e sistemas de sinalização em diversas capitais brasileiras.

 No mercado internacional, a fábrica de Taubaté desempenha um papel fundamental, com produção destinada a países como Chile, Romênia e Taiwan. Além do material rodante, a área de sinalização também tem forte presença regional, com soluções embarcadas e sistemas implementados em diversos países da América Latina.

 


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