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A caminho da revolução digital no transporte público

Empresas de inteligência operacional e estratégica e grandes bandeiras financeiras globais compartilham como a inovação está transformando a mobilidade urbana no Brasil

Publicado em 05/06/2026 por Alexandre Asquini

(Arquivo/Divulgação)
(Arquivo/Divulgação)

Em reportagem realizada pelo jornalista João Mathias, o Anuário do Ônibus e da Mobilidade Urbana 2026 ouviu dez empresas significativas do mercado, e o resultado desse esforço revela um processo de transformação estrutural no transporte público do país. Esse processo é marcado por diferentes eixos-chave, sendo um dos principais a transição para a digitalização completa do sistema, que vai desde a operação até a experiência do usuário.

Além disso, observa-se a crescente centralidade dos dados e da inteligência artificial (IA), com o objetivo de consolidar um cenário em que decisões operacionais, planejamento e até políticas públicas sejam orientados por dados em tempo real. Dentro desse contexto, busca-se a integração de serviços e modais, criando ecossistemas únicos que conectam ônibus, trens, pagamentos e informações.

Fica claro que o foco está no usuário final – o cliente. Nesse processo, busca-se garantir que a conveniência, previsibilidade, acessibilidade e personalização ganhem destaque efetivo.

Há também uma adição assertiva de novas camadas tecnológicas aos serviços de transporte, com inovações como pagamentos digitais, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), telemetria e gestão de frotas elétricas. Ao mesmo tempo, o mercado se expande e se consolida: empresas globais entram ou ampliam sua presença no Brasil, muitas delas passando por um período de reconhecimento de área ou juntando-se a algum fornecedor já existente aqui, enquanto unidades locais se sofisticam e crescem.

As matérias a seguir evidenciam que o transporte público está deixando de ser apenas um serviço operacional para se tornar um ecossistema inteligente, integrado e orientado por dados. Diferentes empresas atuam de forma complementar nesse ecossistema – algumas focadas no usuário, outras na operação, e outras ainda na infraestrutura tecnológica. O resultado esperado é um sistema mais eficiente, sustentável e previsível, mas também mais complexo, exigindo cada vez mais tecnologia, integração e capacidade de adaptação.

O que mostram as empresas

O Cittamobi deixou de ser um simples aplicativo de horários de ônibus e se tornou uma plataforma integrada de mobilidade urbana, conectando usuários, operadores e governos. Hoje uma empresa aposta na multimodalidade, na comunicação em tempo real e na inclusão, além de buscar modelos de negócios sustentáveis baseados em parcerias.

A Cittati, por sua vez, se posiciona como uma empresa de inteligência em transporte, que cresce ao entender profundamente os desafios do setor. Com soluções próprias e uso de IA, seu foco está na expansão do ecossistema, com o objetivo de liderar a transformação digital do transporte público no Brasil.

A Clever Devices, consolidando sua presença em território brasileiro, adapta suas soluções ao mercado local e investe fortemente em tecnologia. A empresa tem projetos estratégicos, como o da SPTrans, e planos de expansão para outros modais, com a intenção de ampliar sua atuação na América Latina.

Já a Goal Systems aposta em tecnologia, dados e IA para aumentar a eficiência do transporte público. Após um processo recente de reestruturação, a empresa está preparada para um novo ciclo de expansão, consolidando sua atuação no Brasil e no exterior, com soluções avançadas de planejamento e gestão operacional.

A Littlepay chega ao Brasil focada em pagamentos digitais no transporte público, aproveitando a maturidade recente do mercado nacional. Com presença global e atuação altamente especializada, a empresa busca firmar parcerias locais e expandir suas operações após a fase inicial de adaptação regulatória.

A Optai adota uma abordagem centrada no usuário, com soluções como transporte sob demanda e integração de modais via MaaS (Mobilidade como Serviço). A empresa combina tecnologia, dados e sustentabilidade para melhorar a mobilidade urbana, com foco recente em nichos específicos e parcerias estratégicas.

Por sua vez, a Optibus se posiciona como uma das protagonistas da digitalização do transporte público. Utilizando IA e análise de dados, a empresa busca tornar as operações mais eficientes e integradas. Com novas ferramentas estratégicas e foco em decisões em tempo real, a Optibus se empenha em atender às crescentes demandas de modernização e sustentabilidade do setor.

A Transoft, com décadas de experiência, combina tradição e inovação tecnológica para se manter competitiva no setor de transporte. Suas soluções robustas, baseadas em ERP (do inglês Enterprise Resource Planning, ou Planejamento de Recursos Empresariais, em português), IA e IoT, ampliam sua base de clientes e preparam a empresa para a expansão internacional, acompanhando de perto a transformação digital da mobilidade urbana.

A Mastercard posiciona a mobilidade urbana como um mercado estratégico, impulsionando o uso de pagamentos digitais por aproximação no transporte público. Ao integrar diferentes modais e simplificar o acesso dos usuários, a empresa contribui para tornar a mobilidade mais eficiente, conectada e conveniente, consolidando seu papel na digitalização do setor.

A Visa, atuando como fornecedora de infraestrutura aberta para pagamentos no transporte, permite o uso de cartões de diferentes bandeiras em múltiplos modais. Com forte base de inovação no Brasil, a Visa aposta na interoperabilidade e na expansão global, buscando consolidar os pagamentos digitais como padrão na mobilidade urbana.

Acesse o Anuário

A íntegra desta reportagem, com todas as análises e entrevistas completas, estará disponível no Anuário do Ônibus e da Mobilidade Urbana 2026. Clique AQUI.

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