Motiva registra alta de 16,3% no Lucro Líquido Ajustado do primeiro trimestre
O resultado foi beneficiado pelas novas concessões e otimização do portfólio, segundo a companhia
Publicado em 30/04/2026 por Redação

A Motiva registrou avanços na eficiência operacional e na gestão de custos e encerrou o primeiro trimestre de 2026 com Lucro Líquido Ajustado de R$ 627 milhões, com um aumento de 16,3% na comparação com igual período de 2025.
A boa performance ficou evidenciada com o crescimento de 9,3% no Ebitda Ajustado no período, totalizando R$ 2,24 bilhões. No mesmo intervalo de comparação, a margem Ebitda Ajustada evoluiu 2,2 pontos percentuais (p.p.), para 67,3%. Merece destaque a expansão de 14,7% no Ebitda Ajustado de Rodovias, que chegou a R$ 1,93 bilhão, com o aumento de 4,1 p.p. da margem Ebitda Ajustada, para 82,4%.
De acordo com a Motiva, esses números refletem a otimização do portfólio, com a repactuação do contrato de concessão da BR-163/MS (hoje, Motiva Pantanal) e o bom desempenho operacional dos novos ativos Motiva Paraná e Motiva Sorocabana (SP). A redução de R$ 19 milhões nas despesas com serviços de terceiros também teve impacto positivo.
A Receita Líquida Ajustada da Motiva teve um crescimento de 5,7% no primeiro trimestre de 2026, atingindo R$ 3,33 bilhões. O indicador foi beneficiado, entre outros fatores, pelo forte desempenho operacional nas plataformas de Rodovias e Trilhos.
“O primeiro trimestre de 2026 evidenciou o impacto da otimização e da simplificação do portfólio e do programa de eficiência em curso na companhia. Apresentamos um desempenho sólido, que se traduziu num crescimento de lucro líquido superior a 16%, comparado com igual período de 2025. Mantivemos nossa seletividade na alocação de capital e nossa disciplina financeira, que sustentaram nosso crescimento rentável.”, afirma o CEO da Motiva, Miguel Setas.
A Receita e o Ebitda reportados no primeiro trimestre de 2026 não contabilizam os números da plataforma de Aeroportos, tendo em vista o acordo de venda do ativo para o grupo mexicano ASUR, assinado em novembro de 2025. A partir desta data, os valores relacionados à unidade passaram a ser consolidados na linha Resultado das Operações Descontinuadas, com efeito sobre o cálculo do lucro líquido da Companhia.
A Motiva encerrou o primeiro trimestre de 2026 com a relação Opex (Caixa) / Receita Líquida Ajustada em 35,1%, considerando as empresas controladas em conjunto, na visão acumulada dos últimos doze meses e excluindo a plataforma de Aeroportos. O resultado representa uma queda de 3 p.p. ante o mesmo período de 2025.
Em relação ao endividamento, apesar da execução de um alto volume de investimentos, a Motiva fechou o trimestre com a alavancagem ajustada de 3,6 vezes, em linha com o patamar verificado ao fim do quarto trimestre de 2025, refletindo a contribuição de caixa das novas concessões e a otimização do portfólio. Além disso, a companhia tem 46% do seu volume de dívidas vencendo a partir de 2033, alta de 8 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. O prazo médio do endividamento (duration) alcançou 5,4 anos.
Desempenho operacional
As plataformas de negócio da Motiva tiveram mais um trimestre de alta no desempenho operacional. Em bases comparáveis, ou seja, excluindo as novas concessões Motiva Paraná e Motiva Sorocabana (SP) e a encerrada ViaOeste (SP), a plataforma de Rodovias teve um aumento de 2,6% na demanda na comparação com igual período de 2025, para 248,3 milhões veículos equivalentes. Considerando todas as concessões, a expansão foi de 3,2%, para 313,9 milhões. Destaque para o forte crescimento, de 12,1%, no tráfego da RioSP, que opera a Rodovia Presidente Dutra, com o fim das obras em Guarulhos (SP).
Na plataforma de Trilhos, em bases comparáveis, ou seja, excluindo o negócio de Barcas, que saiu do portfólio em fevereiro de 2025, houve aumento de 2,6% no volume de clientes transportados, para 184,9 milhões de pessoas. O desempenho foi beneficiado pela expansão de 4,5% na ViaMobilidade - Linhas 8 e 9 e de 3,7% na ViaMobilidade - Linhas 5 e 17, refletindo a conclusão da reforma da estação Santo Amaro e a implantação da estação Varginha, na Linha 9 - Esmeralda, que ampliou o acesso ao transporte público para os moradores da região sul da capital paulista. A Linha 4 – Amarela, houve crescimento de 1,8% no volume de clientes. Considerando todos ativos, inclusive Barcas, o aumento de passageiros foi de 1,8% no período
Expansão dos investimentos
A expansão do portfólio de ativos da plataforma de Rodovias segue impulsionando o nível de investimentos da Motiva. No primeiro trimestre de 2026, a Companhia executou um Capex de R$ 1,47 bilhão, aumento de 21,7% na comparação com o R$ 1,21 bilhão apurado em igual intervalo de 2025.
Deste valor, R$ 1,37 bilhão foi aplicado em obras de rodovias, com destaque para a ampliação de capacidade das vias em regiões rurais de São Paulo e Rio de Janeiro, além dos avanços nos trabalhos na Serra das Araras, cuja execução ocorre em ritmo superior ao do cronograma contratual e tem previsão de entrega em 2027, com dois anos de antecedência. No Paraná, houve investimento na restauração de pavimento ao longo da malha. No Rio Grande do Sul, houve desembolsos para intervenções nas pistas e marginais, além de duplicações em trechos da BR-101, BR-290 e BR-386. No Mato Grosso do Sul, os aportes estiveram relacionados a desapropriações, implantação e duplicações de vias.
Em Trilhos, a companhia executou R$ 93 milhões, em especial em obras realizadas pela ViaMobilidade nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (SP), como intervenções na rede de energia, cabines e subestações, melhorias nas estações Ceasa, Granja Julieta e Villa-Lobos, além da restauração e adequação da Estação Júlio Prestes.
Primeiro ano do novo ticker da Motiva na B3
A divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 também marca o aniversário de um ano do novo ticker da Motiva na B3, o MOTV3. A mudança fez parte do processo de mudança da marca CCR para Motiva, anunciado no ano passado. Para celebrar o momento, os principais executivos da companhia participaram hoje (30/04) de uma cerimônia de toque da campainha na sede da B3, em São Paulo.
Na agenda de sustentabilidade, a Motiva anunciou que superou, com oito anos de antecedência, as metas de redução das emissões aprovadas com a SBTi para 2033. A Companhia encerrou 2025 com uma diminuição de 61% nas suas emissões de escopos 1 (diretas) e 2 (consumo de energia) frente a 2019, acima dos 59% pactuados. O resultado consolida os compromissos assumidos pela companhia em sua Ambição 2035, no pilar Liderança Sustentável.
Além disso, a Companhia divulgou em fevereiro o Relatório Anual de Sustentabilidade. A nova edição do documento foi elaborada em um contexto de transição regulatória, considerando as evoluções recentes do arcabouço normativo brasileiro, em especial a Resolução nº 193/23 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que institui no país as normas de divulgação de informações de sustentabilidade (IFRS S1 e S2), com foco na identificação e comunicação de riscos e oportunidades materiais de sustentabilidade.
A Motiva também foi reconhecida, pela primeira vez, como uma das World’s Most Ethical Companies, pela organização internacional Ethisphere. Na edição de 2026, 138 empresas de 17 países foram contempladas, sendo apenas duas brasileiras, entre elas a Motiva. A conquista reforça a liderança da Companhia na agenda de integridade e a adoção de governança de padrão internacional.
A Motiva foi a primeira da América do Sul a receber o Resilient Enterprise Award, oferecido pelo Disaster Recovery Institute (DRI) International. Também obteve as certificações ISO 22301, norma internacional para Sistemas de Gestão de Continuidade de Negócios, e Programa de Avaliação em Resiliência Empresarial (REAP, na sigla inglês), concedido pelo DRI International.
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