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O que o transporte público cobra de Lula em seu quarto mandato?

O Podcast do Transporte ouviu representantes da indústria, operação, tecnologia, academia e da defesa do passageiro para discutir as expectativas para o novo mandato presidencial

Publicado em 03/11/2026 por Redação

Presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O comprometimento da União com o financiamento do transporte público, efetivação do Marco regulatório, planejamento para implantar o Tarifa Zero, manutenção de programas de financiamento e compras governamentais. Tudo isso zelando pelo déficit público e mirando queda de juros.    

Estes são alguns dos desafios que o setor do transporte propõe ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. O Podcast do Transporte ouviu representantes da indústria, operação, tecnologia, academia e da defesa do passageiro para discutir as expectativas para o novo mandato. 

🎙 O que disseram os entrevistados

Ruben Bisi — presidente da Fabus: Espera a continuidade do Caminho da Escola e do Caminho da Saúde e defende estabilidade, juros acessíveis, financiamento, renovação da frota e descarbonização.

Jouber Flores — presidente da seção de ferrovias da Confederação Nacional de Transportes: Defende financiamento da mobilidade e continuidade de iniciativas ferroviárias, com foco no resgate da ferrovia regional e no uso do transporte de alta capacidade.

Dimas Barreira — Sindiônibus do Ceará: Pede apoio da União aos municípios para garantir transporte de qualidade e tarifas acessíveis; afirma que a escala 5x2 elevará custos e a demanda por trabalhadores.

Maurício Corte — vice-presidente para a América Latina da Hitachi: Vê a entrada do marco legal como avanço, mas diz que tarifa zero e gratuidade aos fins de semana exigem estudo, controle, segurança contratual e planejamento.

Gustavo Balieiro — diretor da ABTEC: Defende a tecnologia como estratégica e o uso de dados para acompanhar políticas como a tarifa zero e apoiar a execução das medidas.

Luis Carlos Néspoli (Branco) — superintendente da ANTP: Afirma que a qualidade exige investimento em infraestrutura e custeio, com recursos não tarifários; cobra sistema nacional de informações e implantação das responsabilidades previstas no marco legal.

Cláudio de Senna Frederico — vice-presidente da ANTP: Vê a continuidade dos compromissos como favorável ao setor, mas alerta que dificuldades fiscais e cortes de gastos podem comprometer a melhoria do transporte.

Jurandir Fernandes — vice-presidente de honra da UITP e professor sênior da Unicamp: Aponta preocupação com vetos ao marco legal e à estabilidade do financiamento; questiona créditos subsidiados para motoristas de aplicativos e para a compra de motos.

Wesley Ferro — secretário executivo do MDT: Defende pactuação entre os entes federados, cofinanciamento e uma fonte nacional de recursos; vê o Sistema Único de Mobilidade como caminho para mudanças e controle social.

Meli Malatesta — arquiteta urbanista e especialista em mobilidade ativa: Usando como exemplos governos progressistas de São Paulo, defende integrar transporte coletivo e mobilidade ativa. 

Tuca Munhoz — ativista pelos direitos humanos das pessoas com deficiência: Defende a criação do Sistema Único de Mobilidade e destaca a prioridade para a acessibilidade universal.

Letícia Pineschi – diretora geral da Abrati:  Manifesta preocupação com custos como preço do diesel e subsídios. E recomenda serenidade do presidente na relação com o Congresso. 


Outros destaques da edição

Márcia Pinna, da Technibus, informa que foram emplacados 1.033 ônibus elétricos no Brasil até setembro, alta de aproximadamente 88% sobre o mesmo período do ano anterior; a frota total chega a 2.271 unidades.

Adamo Bazani aborda a mobilidade no domingo de eleição e compara as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro, com destaque para a Tarifa Zero e para os desafios de transformar promessas em execução.

No editorial, Alexandre Pelegi defende que a cobrança pelo futuro do transporte alcance também o Congresso, responsável por leis e orçamento, e pede financiamento estável e responsabilidade política de quem decide.


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