Centrais sindicais criticam falta de ônibus no dia da eleição
As entidades afirmaram que os problemas dificultaram o deslocamento de eleitores até os locais de votação; houve denúncias em cidades como Salvador e São Paulo
Publicado em 26/10/2026 por Márcia Pinna

Com Agência Brasil
Dirigentes de sete centrais sindicais (CUT, UGT, CTB, NCST, CSB, Pública e Força Sindical) divulgaram uma nota neste domingo (25) criticando a falta de ônibus urbanos e as restrições relatadas em outros meios de transporte durante o segundo turno da eleição presidencial. No documento, as entidades afirmaram que os problemas dificultaram o deslocamento de eleitores até os locais de votação e cobraram providências das autoridades responsáveis.
"Contrariando uma ordem do STF que determina que o transporte público em dia de eleição deve operar com 100% de sua capacidade, algumas cidades restringiram a frota, deixando milhares de eleitores nos pontos de ônibus, sem saber se conseguiriam chegar às urnas — e, em alguns casos, sem conseguir. Além dos ônibus urbanos, há também denúncias de restrições inexplicáveis em outros meios de transporte, como voos e barcas no rio Amazonas", diz o comunicado.
Denúncias
Salvador (BA) foi uma das localidades em que houve denúncias de frota reduzida no dia 25. Desde a manhã de domingo, eleitores relatavam dificuldades para chegar aos locais de votação em Salvador e se queixavam sobre demora e problemas na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato da frota integral do transporte público de Salvador, operando com frequência equivalente à de dias úteis e mantida a gratuidade integral aos passageiros.
A prefeitura de Salvador alegou que os ônibus estavam adesivados com propaganda eleitoral, o que teria gerado atrasos devido à remoção destes adesivos. Após a notificação do TRE-BA, administração municipal informou, em nota, ter determinado que todos os ônibus fossem liberados das garagens, ainda que estivessem com adesivação considerada como propaganda irregular, facilitando a locomoção de eleitores neste domingo.
Em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores (PT) enviou uma notificação ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informando que há problemas na circulação da frota de ônibus da cidade no segundo turno das eleições. A SPTrans relatou dificuldades na ampliação da frota “em prazo tão reduzido”, o que teria gerado alguns “desafios”, como a “readequação das escalas de trabalho e rotinas previamente estabelecidas”.
Posteriormente, o TRE-SP divulgou um comunicado informando que não encontrou regularidades na operação do transporte coletivo no dia da eleição.
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