ClickBus cresce com velocidade de startup e meta bilionária
Confira também no Podcast do Transporte: Márcia Pinna, da Technibus, conversa com Roner Chieppe, da Águia Branca, sobre as novas janelas da ANTT e a concorrência dos clandestinos. E Adamo Bazani, do Diário do Transporte, mostra que apenas dez empresas concentram mais da metade dos mercados contemplados na janela extraordinária.
Publicado em 30/09/2026 por Redação

A ClickBus registrou 350 milhões de buscas em 12 meses e projeta R$ 2,5 bilhões em vendas em 2026. Fernando Prado, de volta ao dia a dia como CEO, explica que a cultura da empresa com autonomia, integração e poucos níveis hierárquicos é o modelo que facilita a criação de soluções rápidas, como numa startup.
IA acelera desenvolvimento e multiplica hipóteses
Com R$ 40 milhões investidos na inteligência artificial em dois anos, a ClickBus multiplicou a velocidade de testes, desenvolvimento e entrega de funcionalidades. Fernando Prado exemplifica com a possibilidade de o cliente fazer uma compra totalmente por voz, via WhatsApp, com definição de destino, horários e preços pela IA.
Águia Branca vê concorrência como positiva, desde que com regras iguais
Em entrevista a Márcia Pinna, editora da Technibus, o superintende de Operações da Viação Águia Branva, Roner Chieppe, avalia a abertura das janelas da ANTT como oportunidade para ampliar escolhas do cliente. Ele reforça que concorrência é benéfica, mas só funciona com igualdade de regras e classifica o transporte clandestino como concorrência predatória, que coloca passageiros em risco.
Abrati alerta para risco de acidentes com fretamento irregular
Letícia Pineschi, diretora-geral da Abrati, comenta o acidente fatal no litoral capixaba envolvendo fretamento fora de rota. Ela explica que mesmo empresas autorizadas podem fazer viagens clandestinas. E que não dispõe de estrutura nestas regiões, principalmente para socorro, com desfechos como esse.
Dez empresas concentram metade dos mercados contemplados pela ANTT
Adamo Bazani, editor-chefe do Diário do Transporte, revela que dez empresas aparecem em 52,4% dos 41.800 mercados contemplados na janela extraordinária. Novo Horizonte lidera com 5.540 mercados, seguida por Amarelinho e Gontijo. A concentração ainda não representa viagens efetivas, que dependem de autorizações e início de operação.
Editorial — Passageiro e democracia
Alexandre Pelegi comenta que o passageiro é o último a ser ouvido nas decisões sobre o transporte, mesmo sendo o primeiro a pagar e a sofrer as consequências como atrasos e filas.
O jornalista lembra que a ANTP tem se manifestado publicamente desde 1985, pela participação dos usuários do planejamento à fiscalização, mas as soluções são insuficientes . E os apertos que quem viaja em condições difíceis, nunca são captados pelos indicadores. Para que o transporte seja centrado nas pessoas, elas precisam ter voz real nas decisões — não apenas no discurso.
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