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Grupo Águia Branca triplica volume de negócios em sete anos

Companhia, que completou 80 anos em 2026, passou de R$ 5,9 bilhões para R$ 19,4 bilhões em volume de negócios

Publicado em 25/09/2026 por Redação

Divisão Passageiros: Viação Águia Branca é a "empresa mãe" do Grupo, que iniciou o conglomerado em 1946 (Divulgação)
Divisão Passageiros: Viação Águia Branca é a "empresa mãe" do Grupo, que iniciou o conglomerado em 1946 (Divulgação)

Entre 2018 e 2025, a companhia ampliou seu volume de negócios de R$ 5,9 bilhões para R$ 19,4 bilhões, crescimento superior a 220%, consolidando-se entre os maiores grupos empresariais do país, com operações organizadas em três grandes Divisões de Negócios: Passageiros, Logística e Comércio de Veículos.

O avanço foi acompanhado por resultados operacionais expressivos. Em 2025, o Grupo comercializou 68.856 veículos, 3.354 deles no Sul, transportou 7,8 milhões de passageiros e percorreu mais de 695 milhões de quilômetros em suas operações. Atualmente, reúne mais de 21 mil colaboradores e mantém presença em diferentes regiões do país. No Sul, está presente nas três frentes de atuação: no transporte de passageiros, com a Viação Águia Branca; na logística, com a Servicarga e a Autoport; e no comércio de veículos, por meio da Savana. Ao todo, 6,12% dos colaboradores do Grupo estão na região.

Para Decio Chieppe, vice-presidente de Inovação e Finanças do Grupo Águia Branca, o crescimento dos negócios foi sustentado por uma combinação de diversificação, disciplina de gestão, fortalecimento contínuo da governança corporativa e inovação. “A governança corporativa trouxe mais clareza aos processos decisórios, fortaleceu a gestão de riscos e criou bases sólidas para que pudéssemos expandir os negócios mantendo disciplina e visão de longo prazo”, afirma.

O processo de profissionalização teve início ainda na década de 1990 e foi sendo aprimorado ao longo dos anos com a criação de conselhos, definição clara dos papéis entre acionistas, familiares e executivos, além da incorporação de profissionais de mercado em posições estratégicas.

Hoje, a maior parte da liderança é formada por executivos que não pertencem à família fundadora. O modelo busca preservar a cultura e os valores construídos ao longo de oito décadas, ao mesmo tempo em que incorpora novas competências e experiências para enfrentar os desafios de um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico.

A sucessão familiar também é tratada como um processo contínuo de desenvolvimento. Atualmente, 16 integrantes da família Chieppe participam diretamente da gestão dos negócios, sendo nove representantes da segunda geração e sete da terceira geração.

“O crescimento sustentável exige planejamento não apenas para os negócios, mas também para as lideranças que irão conduzi-los no futuro. Por isso, trabalhamos a sucessão de forma estruturada, preparando as novas gerações para assumir responsabilidades cada vez maiores dentro da organização”, destaca Chieppe.

A estratégia permitiu atravessar diferentes ciclos econômicos, incluindo o período da pandemia, mantendo capacidade de investimento e crescimento consistente. “Hoje, as operações atuam de forma complementar, fortalecendo a geração de valor e a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, completa o executivo, que conclui encaixando a inovação como o quarto elemento que impulsionou o crescimento.

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