Volare inicia a comercialização do Attack 10 Híbrido elétrico-etanol
O primeiro cliente do Attack 10 Híbrido é a Sertran Transportes, que realiza operação assistida na unidade Monteverde da bp bioenergy, localizada em Ponta Porã (MS)
Publicado em 10/08/2026 por Sonia Moraes
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A Volare iniciou na semana passada a comercialização do Attack 10 Híbrido – elétrico/etanol –, modelo desenvolvido para contribuir com a redução de emissões no transporte de passageiros sem a dependência de infraestrutura externa de recarga. Segundo a fabricante, o Attack 10 Híbrido surge como uma alternativa para operadores que buscam avançar na transição energética de forma gradual e compatível com diferentes realidades operacionais.
“O Attack 10 Híbrido foi concebido para operações que precisam avançar na redução de emissões, conciliando eficiência ambiental, autonomia e disponibilidade operacional. O setor sucroenergético é um exemplo importante desse perfil de aplicação por reunir grandes deslocamentos diários, pelo uso intensivo dos veículos e acesso a uma fonte renovável amplamente disponível, o etanol”, afirma Sidnei Vargas, gerente-executivo da Volare.
O foco inicial da comercialização está em operações que buscam avançar na descarbonização sem depender de infraestrutura dedicada de recarga, especialmente em regiões onde a disponibilidade de etanol já faz parte da realidade operacional. O primeiro cliente do Attack 10 Híbrido é a Sertran Transportes, que realiza operação assistida na unidade Monteverde da bp bioenergy, localizada em Ponta Porã (MS).
Desde o segundo trimestre de 2026, o veículo participa de um programa de validação técnica destinado à avaliação de desempenho, autonomia, eficiência energética e confiabilidade operacional em condições reais de uso. Os testes, segundo Vargas, contribuem para validar a solução em aplicações de alta disponibilidade e percursos extensos, comuns em operações industriais, de fretamento e transporte de colaboradores.
“Existe uma meta do governo federal de descarbonizar a frota de ônibus escolares e identificamos segmentos de maior oportunidade para este produto”, revela Ricardo Portolan, diretor comercial e de marketing da Marcopolo. “Já temos pedidos e intenção de compra e estamos calibrando a produção para uma introdução gradativa do Volare híbrido no mercado.”
Elétrico e etanol
O Attack 10 Híbrido combina tecnologias da Horse Powertrain e da WEG em uma arquitetura para o aumento da autonomia e da eficiência energética da operação. O modelo utiliza arquitetura do tipo Range Extender (REX), que combina tração 100% elétrica com geração de energia a partir de etanol. A tração é realizada por um motor elétrico da WEG, alimentado por uma bateria de alta tensão de até 120 kWh.
A energia da bateria é suplementada por um motor Horse H10 1.0 Turbo, que atua exclusivamente como gerador, sem conexão mecânica com as rodas e sempre em faixa otimizada de eficiência. Essa configuração permite autonomia entre 500 e 650 quilômetros, ampliando a aplicação do modelo em rotas de maior extensão e operações contínuas, inclusive em regiões onde a infraestrutura de recarga ainda é limitada. “A proposta do veículo é ocupar um espaço entre os modelos convencionais e os elétricos puros, reunindo os benefícios da tração elétrica com maior flexibilidade operacional”, afirma Vargas.
Mesmo com a tecnologia REX embarcada, o veículo conta com a possibilidade de recarga elétrica. Caso haja disponibilidade de infraestrutura, o veículo pode ser recarregado na tomada. O modelo conta com elevado índice de nacionalização de componentes e menor investimento inicial em comparação aos veículos elétricos movidos exclusivamente a bateria. Este veículo reduz emissões, ruído e vibração, além de diminuir o desgaste dos sistemas de frenagem, contribuindo para a redução dos custos operacionais ao longo do ciclo de uso, segundo a fabricante.
“Essa combinação de atributos amplia a viabilidade da eletrificação em aplicações nas quais a infraestrutura de recarga ainda representa um desafio para a renovação da frota”, diz Vargas.
No desenvolvimento do Attack 10 Híbrido, a Marcopolo é responsável pela tecnologia e coordenação técnica do projeto. A Horse Powertrain e a WEG desenvolvem os principais sistemas de propulsão, enquanto a Sertran Transportes e a bp bioenergy participam do processo de validação operacional da solução em ambiente real.
“O início da comercialização do Attack 10 Híbrido amplia o conjunto de alternativas oferecidas pela Volare para a descarbonização do transporte de passageiros. Hoje contamos com soluções movidas a eletricidade, biometano, gás natural e agora com uma tecnologia híbrida que combina tração elétrica e geração de energia a partir de etanol, permitindo que cada operador escolha a alternativa mais adequada às características de sua operação”, destaca Vargas.
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