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Mercado externo é alternativa para a Marcopolo manter o ritmo de crescimento no setor de ônibus

A empresa tem se beneficiado de bons negócios em mercados tradicionais, como o Chile e o Peru, que estão demandando veículos de alto valor agregado, como os modelos rodoviários

Publicado em 07/08/2026 por Sonia Moraes

Linha de produção Marcopolo (Divulgação/Arquivo)
Linha de produção Marcopolo (Divulgação/Arquivo)

A Marcopolo tem visto o mercado externo como alternativa para continuar crescendo no segmento de ônibus, diante da redução registrada por este setor no Brasil em 2025 e começo de 2026. “Estamos vendo boas perspectivas no Chile e no Peru, mercados que estão demandando os nossos veículos de alto valor agregado (os modelos rodoviários)”, revelou para a Technibus André Armaganijan, CEO da Marcopolo, durante evento realizado em São Paulo.

O CEO da Marcopolo citou também a Austrália, que tem sido um mercado sólido e muito importante para a companhia. “É uma operação que somou bastante e vai continuar contribuindo para os resultados”, destacou Armaganijan. No primeiro semestre de 2026, foram produzidos 350 ônibus naquele país, com aumento de 23,2% em relação aos 284 veículos fabricados em igual período de 2025.

O fato de ser uma empresa global, com 11 fábricas instaladas em diversos continentes – na América Latina, África, Ásia e Oceania – e ônibus circulando em mais de 150 países, ajuda a Marcopolo a enfrentar a diversidade de momentos cíclicos em diferentes mercados, conforme comentou Armaganijan. 

Muitos desafios no Brasil

No Brasil, os operadores do sistema de transporte urbano e rodoviário ainda enfrentam dificuldades com as taxas de juros elevadas e crédito restrito. “No segmento rodoviário, os operadores estão cautelosos diante do cenário macroeconômico, querem renovar a frota, mas não veem agora facilidade para a renovação”, disse o CEO da Marcopolo. “E não é porque não existe mercado ou os passageiros não estão andando de ônibus, mas porque é um momento de custos elevados, e não somente custos financeiros, mas custos do diesel, de pessoas e de materiais.”

No segmento urbano, há alguns fatores positivos, segundo Armaganijan, como o Marco Legal do Transporte Público Coletivo, por estabelecer maior sustentabilidade econômica dos sistemas. “A distinção clara entre tarifa pública e tarifa técnica trará maior segurança jurídica dos contratos, garantindo a viabilidade econômica financeira necessária para o sistema urbano.”

O CEO da Marcopolo citou as cidades mais estruturadas que estão renovando as frotas de ônibus, como São Paulo, que substitui os modelos a diesel por elétricos, e Goiânia, que tem feito renovação importante dos veículos no sistema de transporte. “Neste ano, a Marcopolo vendeu para Goiânia ônibus elétrico, a gás e articulado.”

No segmento de micro-ônibus, a Marcopolo tem o Volare, com grande representatividade na indústria. “No varejo, temos cerca de 70% de participação nas vendas”, disse Armaganijan. A empresa também espera atingir bom desempenho neste segmento no próximo ano com os ônibus do programa Caminho da Escola. “Temos um volume expressivo de veículos para entregar”, revelou.

 

 

 

 

 

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