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Scania espera aumentar em 20% vendas de ônibus na América Latina em cinco anos

No ano passado, a montadora entregou 3.172 unidades em toda a região, e o México foi destaque com 837 chassis comercializados, seguido do Brasil com 760 unidades e a Argentina com 526 veículos

Publicado em 30/07/2026 por Sonia Moraes

Divulgação Scania
Divulgação Scania

A Scania espera atingir um crescimento de 20% em vendas de ônibus nos próximos cinco anos na América Latina, equivalendo a um volume de 600 a 700 unidades a mais em relação ao que foi vendido em 2025. No ano passado, a montadora entregou 3.172 chassis de ônibus em toda a região, onde tem a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México como os principais mercados.

“Historicamente, o Brasil sempre foi o maior mercado da Scania e no ano passado o México teve uma renovação de frota muito grande e ultrapassou o Brasil”, revelou Emanuel Perini, diretor de Soluções de Mobilidade Scania Américas, durante evento realizado na fábrica da Scania em São Bernardo do Campo (SP). No México, foram comercializados 837 chassis de ônibus, no Brasil foram 760 unidades e na Argentina 526 veículos.

Com presença em 90 mercados no mundo, a Scania vendeu 6.500 chassis de ônibus em 2025. Desse total, a América Latina garantiu 48% de participação no volume vendido, percentual que, segundo Perini, reforça ainda mais a importância desse mercado no negócio global da companhia. A Europa obteve 28% de representatividade. “Possuímos unidades de produção e centros de desenvolvimento em diferentes localidades do mundo. Isso nos permite compartilhar o conhecimento em diferentes regiões, acelerando a inovação, mas também desenvolvendo soluções que se adaptam a cada região e cada mercado”, disse Perini.

 

Ônibus a gás 

O volume de ônibus a gás vendido no mundo nos últimos dez anos ultrapassou mais de seis mil unidades, dos quais 40% foram comercializados na região das Américas. O diretor atribui esse percentual ao avanço da descarbonização que está ocorrendo nos países latinos.

No Brasil, foi em 2014 que a Scania trouxe da Suécia o primeiro protótipo do ônibus movido a GNV e biometano para rodar em testes. Em 2016, iniciou a produção nacional do ônibus movido a GNV e biometano. Em 2021, vendeu o primeiro ônibus a gás para fretamento para a Turis Silva, no Rio Grande do Sul.

No ano de 2025, a venda do primeiro ônibus a gás/biometano, modelo K 340 4x2, para linhas rodoviárias foi para a Pássaro-Marrom, para fazer a Rota São Paulo a São José dos Campos. Em 2026, a venda dos primeiros ônibus articulados a gás/biometano urbanos, modelo K 340 6x2 Euro 6 de 19,22 metros e capacidade para 145 passageiros, foi para a HP de Goiânia.

Agora, em parceria com a Caio, a Scania está em fase final de homologação pela SPTrans, órgão gestor da prefeitura da capital paulista, do ônibus a gás, K 280 4x2 Millennium. “O K 280 4x2 é o primeiro veículo Padron com piso baixo e esperamos, nas próximas semanas, ver esse veículo circulando pelas ruas da cidade de São Paulo e em breve teremos também em outros municípios das principais capitais do país”, destacou Eronildo Barros, presidente das operações comerciais da Scania Brasil. 

O novo Scania K 280 4x2 Caio Millennium a gás/biometano tem motor com potência de 280cv, desenvolve torque de 1.350Nm, caixa automática ZF Ecolife 2, autonomia entre 300 a 350 km, comprimento de 13 metros, está vocacionado para a operação urbana, BRT, intermunicipal e capacidade para 88 passageiros. O chassi tem suspensão a ar na dianteira e na traseira, frenagem autônoma de emergência (AEB), pode ser encarroçado de 12 a 14 metros e ser configurado com piso normal ou piso baixo. Dispõe, como opcional, do pacote de segurança com piloto automático, leitor de faixa (LDW), entre outros componentes.

 “A estratégia da Scania é oferecer soluções de mobilidade completas, competitivas e sustentáveis em todo o mundo, adaptadas às necessidades de nossos clientes, independentemente de onde eles estejam localizados”, disse Perini.

O diretor da Scania destacou que o mundo passa por uma transformação profunda e que os desafios são gigantescos com incertezas geopolíticas, conflitos, mudanças e novas legislações entrando em vigor todo ano, além da chegada ao país de novos competidores, que faz parte da dinâmica do negócio. “Entendemos que a evolução tecnológica está cada vez mais rápida e nós temos que nos preparar para esse mundo que está aí e vai ser um mundo que vamos conviver nos próximos anos”, disse Perini.

 

 

 

 

 

 

 

 

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