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Alstom reforça área de serviços na América Latina e aposta em contratos de longo prazo

Nomeando Valentina Rodriguez como diretora-geral para a região, a empresa sinaliza mudança de foco: mais do que fornecer trens, quer ampliar atuação em operação e manutenção

Publicado em 27/04/2026 por Alexandre Asquini

 Valentina Rodriguez, diretora-geral de Serviços da Alstom na América Latina
Valentina Rodriguez, diretora-geral de Serviços da Alstom na América Latina

A Alstom decidiu reforçar sua frente de serviços na América Latina ao nomear a executiva Valentina Rodriguez como diretora-geral da área na região. A movimentação ocorre em um momento em que o segmento de manutenção, operação e modernização de sistemas ferroviários ganha peso estratégico para fabricantes, diante da busca por contratos de longo prazo e receitas recorrentes.

Com mais de duas décadas de atuação no transporte público, Rodriguez construiu carreira em funções ligadas à operação e manutenção, além de ter experiência em projetos complexos e processos de licitação — um diferencial relevante em mercados como o latino-americano, marcados por forte participação estatal e concorrências públicas. Antes da nova função, ela já atuava na própria Alstom, focada em estratégia de serviços e parcerias.

A escolha indica uma tentativa da companhia de ampliar sua presença regional não apenas como fornecedora de trens e sistemas, mas como operadora e mantenedora ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos. Esse modelo, comum em mercados mais maduros, vem sendo gradualmente expandido na América Latina, onde operadores buscam maior eficiência e previsibilidade de custos.

Internamente, a expectativa é que a executiva contribua para aproximar a empresa dos clientes locais e elevar a competitividade em contratos de serviços — considerados hoje uma das principais avenidas de crescimento do setor ferroviário global.

Presença na região

Atualmente, a Alstom mantém cerca de 1,3 mil funcionários distribuídos em 23 unidades na região e participa da manutenção ou modernização de mais de 780 trens e locomotivas. O Brasil aparece como um dos mercados centrais dessa estratégia, tanto por sistemas urbanos quanto por projetos de expansão e renovação de frotas.

A aposta em serviços também acompanha uma tendência mais ampla da indústria: fabricantes tradicionais têm buscado se posicionar como provedores de soluções completas, indo além da entrega de equipamentos para garantir contratos contínuos e maior previsibilidade de receita.


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