Buser compra viações Expresso JK e Santa Maria
Com as novas aquisições, a Buser busca expandir seu alcance geográfico no Centro-Oeste e adensa a sua operação no Sudeste
Publicado em 30/03/2026 por Redação

A Buser comprou as viações Expresso JK e Santa Maria. Segundo a empresa, esse é um marco na sua história da empresa porque, até então, a Buser focava sua estratégia em dois pilares: o fretamento colaborativo (pelo qual os viajantes dividem o custo do frete) e o marketplace. Agora, com as aquisições das viações Expresso JK e Santa Maria, a Buser já está operando também dentro das rodoviárias no modelo que se convencionou chamar de linhas reguladas.
“Entendemos que aliar o forte crescimento orgânico - marca registrada da empresa - com a aquisição de viações tradicionais torna a nossa expansão mais eficiente do ponto de vista financeiro”, afirma Rodolfo Juliani, diretor de estratégia de negócios da Buser. “Além disso, a conversão das empresas adquiridas para o modelo asset-light da Buser nos permite maior geração de caixa.”
Com as novas aquisições, a Buser expande seu alcance geográfico no Centro-Oeste e adensa a sua operação no Sudeste, em rotas que conectam Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), ABC Paulista, Guarulhos (SP) e Curitiba (PR), entre outros. Juliani afirma que esse movimento de consolidação aumenta o potencial de mercado da empresa, expandindo sua atuação para além do modelo de fretamento colaborativo.
Além das licenças operacionais dessas duas viações, as aquisições dão à Buser acesso até então inédito a um dos principais canais de vendas do setor, os guichês rodoviários, que hoje concentram cerca de 60% das vendas de passagens nacionalmente. A Buser já conta com guichês em algumas das maiores rodoviárias do País, como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e Curitiba. “Isso nos permite ampliar nossa presença nas principais praças de vendas offline, possibilitando nosso avanço nesse canal”, afirma Juliani.
Novos mercados
Uma grande vantagem desses M&As é a conquista de adensamento geográfico em mercados novos. “Nos permitem ganhar market share em geografias diversas com maior eficiência e disciplina do ponto de vista financeiro. Os viajantes ganham mais opções de oferta de viagens dentro da nossa plataforma digital e passamos a acessar também novos passageiros no ambiente offline.
O diretor explica que o modelo de conversão para esses M&As foi o de “asset light”. “A frota adquirida nessas transações tem sido desinvestida dentro da nossa plataforma de operadores parceiros. Assim, mantemos padrão e qualidade nas viagens e concentramos o foco na orquestração entre a oferta e demanda por trecho, através da tecnologia proprietária da Buser”, diz o diretor da Buser. Hoje, as empresas adquiridas ainda operam com seus nomes tradicionais para facilitar a identificação pelo usuário. O movimento de conversão se dará gradualmente, sem atropelos, pois entendemos bem a realidade operacional do mercado e não queremos causar disrupção aos passageiros que já confiam nas marcas”, explica Juliani.
Além dos M&As, a Buser informa que vem registrando dois anos consecutivos de resultados bastante positivos. Em 2025 bateu recorde de receita e lucro operacional. “Para 2026 estamos apontando para um receita superior a R$ 700 milhões, com lucro líquido positivo e margem operacional na casa dos 25%”, diz Juliani.
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