Estações-tubo e ônibus de Curitiba voltam a aceitar pagamento por celular

O pagamento por celulares e relógios inteligentes foi suspenso em abril de 2024 depois que a Urbs e a Polícia Civil detectaram um esquema de fraudes com cartões virtuais; a modalidade volta a ser aceita a partir de 1º de março

Redação

O transporte coletivo de Curitiba volta a aceitar, a partir de domingo (1/3), o pagamento da tarifa por meio de celulares e relógios inteligentes. Essa modalidade de pagamento, que funciona por meio de cartões virtuais aproximando o dispositivo do validador, será retomada em todos os 1,3 mil ônibus e 330 estações-tubo da capital. O sistema utiliza tecnologia de aproximação (NFC).

O pagamento por celulares e relógios inteligentes no transporte coletivo foi suspenso em abril de 2024 depois que a Urbanização de Curitiba (Urbs) e a Polícia Civil detectaram um esquema de fraudes com cartões virtuais envolvendo a venda irregular de passagens.

No período em que a funcionalidade ficou suspensa, a Urbs acionou as instituições bancárias, empresas de aplicativos e bandeiras de cartões para que reforçassem protocolos de segurança na geração de carteiras virtuais para reduzir as fraudes.

Uma das principais medidas de segurança adotadas está relacionada ao processamento das transações. Anteriormente, havia um intervalo maior entre a realização da operação e sua efetiva análise no sistema. Esse atraso impactava principalmente as transações negadas, que demoravam a ser incluídas na lista restritiva. Durante esse período, alguns usuários conseguiam realizar novas tentativas antes que o bloqueio fosse efetivamente aplicado. 

Os cartões físicos, de débito e crédito, continuam aceitos normalmente em todo o sistema de transporte da capital do Paraná. Por mês, o transporte coletivo de Curitiba registra 11,3 milhões de pagantes. A maior parte passagens (81%) são pagas por meio de cartão-transporte Urbs, que dá direito a integrações temporais. Os cartões de crédito e débito (incluindo versões virtuais) representam 12% e dinheiro, 7%. 

Segundo a Urbs, os celulares e relógios representavam, até 2024, 1,99% do total de passagens pagas no transporte coletivo por mês, ou 224,6 mil.  No caso dos cartões de débito e crédito e carteiras digitais, a tarifa, de R$ 6, é acrescida de R$ 0,13, taxa que é paga às operadoras.

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