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Investimentos no transporte rodoviário interestadual de passageiros passam de R$ 1 bilhão

Renovação de frota, avanço tecnológico e geração de empregos prometem impulsionar a eficiência e a competitividade do setor

Publicado em 04/04/2024 por Márcia Pinna

As empresas do setor têm investido em renovação de frota (Divulgação)
As empresas do setor têm investido em renovação de frota (Divulgação)

Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), após a aprovação do marco regulatório do TRIP, as empresas do setor projetam investimentos mais de R$ 1,2 bilhões, no período que inclui o segundo semestre de 2023 e os aportes programados para o primeiro semestre de 2024. Estes investimentos abrangem, a princípio, a renovação de parte da frota dos grupos como Guanabara, Comporte e Águia Branca, além de empresas como a Gontijo, Progresso, Garcia, Santa Cruz e São Cristóvão.

As 112 empresas associadas à Abrati representam as principais atuantes no mercado regular e estão comprometidas em investir mais R$ 3,6 bilhões ao longo de 2024. O valor anunciado já está sendo direcionado para contratos com fabricantes de chassis e carrocerias renomados e líderes de mercado.

Letícia Pineschi, conselheira da Abrati, enfatiza que “foi a segurança jurídica proporcionada pelo novo marco regulatório que permitiu que esses investimentos se concretizassem, impulsionando a qualidade e a eficiência do transporte público”.

Além da renovação da frota, os investimentos estão sendo canalizados também para o avanço tecnológico do setor. Novas gerações de aplicativos estão sendo desenvolvidas para monitorar a demanda, gerenciar receitas e analisar a concorrência, visando tornar o planejamento mais eficaz e os preços mais competitivos. Essa tecnologia não só melhora a eficiência operacional, mas também promove práticas mais sustentáveis, reduzindo o desperdício de recursos e minimizando o impacto ambiental.

Para Letícia, a competição saudável e segura beneficiará tanto os consumidores quanto os empresários, incentivando investimentos em fontes alternativas de energia, projetos sociais e desenvolvimento profissional. “Essas medidas não apenas aprimoram os serviços de transporte, mas também impulsionam o crescimento econômico e a inclusão social em diversas regiões do país”, ressalta.