Volkswagen começa a produzir e-Volksbus em abril na fábrica de Resende

O novo ônibus elétrico, apresentado na Lat.Bus 2024, é um modelo padron com piso baixo e utiliza arquitetura modular, podendo produzir desde um micro-ônibus de nove metros até um superarticulado de 23 metros

Sonia Moraes

A Volkswagen Caminhões e Ônibus começa a produzir em abril as primeiras unidades do ônibus elétrico e-Volksbus 22 L, apresentado na Lat.Bus 2024. O novo ônibus, modelo padron com piso baixo, utiliza arquitetura modular, o que permite a produção desde um micro-ônibus de nove metros até um superarticulado de 23 metros – configuração que permite dividir o veículo em três módulos: frontal, central e traseiro.

O novo ônibus elétrico tem a sua base construída com peças nacionais. “Como a Volkswagen tem o centro mundial de desenvolvimento de produto em Resende (RJ), aproveitamos a experiência com ônibus diesel e adaptamos para um ônibus mais pesado que tem outras necessidades, sem precisar trazer nada de fora. O chassi é brasileiro e usa como componentes importados a bateria e o motor elétrico”, afirma Jorge Carrer, diretor de vendas de ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

A bateria do e-Volksbus é importada da China pela Moura, responsável pela sua importação, e por fazer a integração, a montagem dos packs e o balanceamento, segundo informou Carrer.

O e-Volksbus 22L é alimentado por um conjunto com 12 packs de baterias de íons de Lítio Ferro Fostato (LFP) e a autonomia é de até 250 km, com 385 kWh, em uma única carga de até três horas.

O ônibus vem equipado com sistema de frenagem regenerativa, que maximiza a autonomia da bateria e reduz o desgaste dos freios, e o sistema Eco-Drive Mode, que ajusta o consumo de energia do veículo. Outro diferencial é a proteção contra inundação, adaptando o produto às realidades de operação no Brasil. Também estará equipado com sistema de ajoelhamento para maior acessibilidade dos passageiros e suspensão pneumática integral.

“A Volkswagen vem trabalhando há anos no desenvolvimento do portfólio de elétricos e acho que está entrando no mercado no momento adequado, tendo maturado o produto da forma correta, preparado com toda a responsabilidade para garantir um ônibus seguro e que entregue os resultados que os clientes esperam”, revelou Carrer.

Na avaliação do diretor da Volkswagen, haverá uma demanda crescente por ônibus elétricos no Brasil, mas em uma velocidade mais realista e não de forma tão rápida como se esperava. “O veículo elétrico tem que ser mais planejado, precisa de infraestrutura elétrica adequada, as garagens têm que ser preparadas e a mão de obra tem que ser treinada.”

Segundo Carrer, a tendência é de que, nos próximos anos, a Volkswagen vá incrementando o seu portfólio de elétricos. “Estou confiante de que vamos vender muito bem o e-Volksbus.” O e-Volksbus já passou por testes de homologação na SPTrans em São Paulo e na Urbs em Curitiba.

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