As “fake news” sobre o Marco Legal do Transporte Público

Ailton Brasiliense e Luis Néspoli, da ANTP, desqualificam ataques de deputados e influenciadores, feitos por ignorância ou má-fé. E também as novidades da Lat.Bus 2026

Márcia Pinna, com Podcast do Transporte

Após anos de discussões técnicas, audiências, negociações e revisões, o Marco Legal do Transporte Público Coletivo chega ao momento de decisão no Congresso, marcado por uma onda de lacração digital, fake news e discursos distorcidos que ameaçam atrasar uma legislação essencial para milhões de brasileiros.

Se antes “lacração” era a burocracia de identificar os ônibus por uma marca na placa, hoje virou sinônimo de barulho vazio nas redes. Esse ruído é visto pelas associações do setor como uma tentativa de transformar uma legislação que organiza e moderniza a atividade do transporte público em um simples caça-níqueis.

O presidente da ANTP, Ailton Brasiliense, oferece uma verdadeira aula sobre o que o Marco Legal pretende garantir. Ele descreve o percurso cotidiano de qualquer cidadão — da calçada ao ponto de ônibus, do tempo de espera à qualidade da viagem — para mostrar que o projeto busca assegurar condições mínimas de dignidade, previsibilidade, conforto, integração e respeito ao passageiro. Ailton reforça que o Marco não cria novos impostos e que qualquer afirmação nesse sentido nasce de ignorância ou má-fé. Ele lembra ainda que a lei precisa atender cidades de todos os tamanhos, de metrópoles como São Paulo a municípios médios, e que ajustes serão naturais ao longo da implementação.

Transporte é direito social — e toda a sociedade deve financiar

O superintendente da ANTP, Luís Carlos Néspoli, o Branco, também foi ouvido para reforçar as propostas do Marco. Ele destaca que o transporte público responde por metade das viagens urbanas e é essencial para o funcionamento das cidades. Por isso, o financiamento não pode recair apenas sobre a tarifa. Ele explica que o Marco Legal inova ao permitir a participação conjunta de municípios, estados e União tanto na infraestrutura quanto no custeio da operação, algo fundamental diante da insuficiência dos orçamentos locais. Branco também reforça que o debate no Congresso precisa ser público e transparente, assim como foi toda a construção do Marco ao longo de mais de três anos.

LatBus 2026: maior, mais diversa e mais conectada

A editora da Technibus, Márcia Pinna, conversa com Marcelo Fontana, da OTM Editora, sobre a edição 2026 da Lat.Bus, que cresce em área, conteúdo e diversidade de expositores. A feira chega com mais força, ampliando pavilhões, áreas externas e mezaninos, reunindo indústria, operadores, poder público e fornecedores de tecnologia. A programação inclui seminários, fóruns nacionais e internacionais, além da integração do tradicional Frotas Conectadas à feira. A Technibus é a mídia oficial da Lat.Bus 2026.

CNT alerta: Fim da jornada 6×1 pode agravar falta de motoristas

Em sua coluna, Adamo Bazani, editor do Diário do Transporte, repercute a posição da CNT sobre a proposta de extinguir a jornada 6×1. A entidade aponta que a redução da jornada, sem trabalhadores suficientes para suprir a demanda, pode ampliar o déficit de profissionais, elevar custos e comprometer a regularidade dos serviços. Pesquisas da CNT mostram que mais da metade das viações urbanas enfrenta falta de motoristas e que o déficit de mecânicos é ainda maior.

Abrati News: clandestinos continuam causando tragédias

A porta-voz da Abrati, Leticia Pineschi, comenta na rádio CBN um recente acidente com vítimas nas estradas de Goiás. Ela alerta que o transporte clandestino segue provocando mortes, mutilações e destruição de famílias, e lembra que empresas operando com liminares sem documentação adequada agravam o problema A fiscalização precisa ser fortalecida para impedir que irregularidades passem por cima da ANTT.

Editorial: o Reino Unido dá marcha ré na privatização de ferrovias

No editorial da semana, Alexandre Pelegi revisita os 30 anos da privatização ferroviária britânica — da fragmentação à reintegração — e aponta a lição central: transporte não é sobre dono, é sobre governança. O Reino Unido descobriu que fragmentação excessiva custa caro e está revertendo o processo; o Brasil descobre, ano após ano, que contratos sem equilíbrio também custam caro. No fim, contratos organizam a operação, mas é o Estado que organiza o sistema. Quando os dois não conversam, quem paga a conta é sempre o passageiro.

Informação com análise é no Podcast do Transporte.  Episódio novo toda quarta-feira pelo Spotify (https://podcastdotransporte.com.br/#ouvir) ou no seu agregador predileto.  Ou visite a gente no www.podcastdotransporte.com.br Os cortes também ficam disponíveis no https://www.youtube.com/@Podcastdotransporte.      

O Podcast do Transporte é um produto do Diário do Transporte em parceria com a Technibus/OTM Editora e a ANTPProdução da Toda Onda, direção Luiz Henrique Romagnoli. Edição geral Alexandre Pelegi.


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