Marcopolo participa da renovação do transporte coletivo de Goiânia

A Marcopolo entregou 21 carrocerias de ônibus elétricos Attivi Express para o sistema BRT da Grande Goiânia, e irá fornecer mais 23 articulados elétricos com chassis BYD em março para a Rápido Araguaia, e gradualmente a empresa vai entregar as carrocerias para os novos ônibus a GNV/biometano

Marcia Pinna

A Marcopolo entregou (30/01) as carrocerias de 21 ônibus elétricos Attivi Express, sendo cinco biarticulados de 28 metros e 16 articulados de 21 metros, todos com chassis fornecidos pela Volvo, que irão circular nos corredores do BRT da Grande Goiânia. Em março, a empresa irá fornecer mais 23 articulados elétricos com chassis BYD, e gradualmente a empresa vai entregar as carrocerias para os novos ônibus a GNV/biometano. O cronograma de entrega dos veículos a gás prevê fornecimento até 31 de dezembro de 2027.

Segundo Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e Marketing da Marcopolo, a participação no projeto de renovação do transporte da região metropolitana de Goiânia é importante para a empresa, que não mediu esforços para participar dessa entrega. “A Marcopolo colocou uma força maior para que pudesse participar da introdução dos ônibus elétricos articulados e biarticulados. E esse empenho mais específico foi necessário porque tínhamos um desafio de desenvolvimento das carrocerias Attivi nesses chassis articulados e biarticulados Volvo num tempo bastante curto para essa configuração.”

Portolan destaca a complexidade dessas carrocerias, principalmente do biarticulado, que é o maior ônibus elétrico em operação no mundo. “A Marcopolo colocou uma dedicação em termos de engenharia para cumprir o prazo. Foi praticamente um ano de desenvolvimento, e a partir da chegada do chassi até a concretização do ônibus, em torno de seis meses. A gente começou a antecipar o projeto, mesmo sem ter o chassi, através dos desenhos 3D, com uma grande sinergia com a Volvo, na troca de informações de projeto”, detalha.

O desafio colocado para a empresa era finalizar as carrocerias do ônibus até dezembro do ano passado, para que fosse realizada a entrega em janeiro – o que realmente ocorreu. No evento de apresentação dos modelos elétricos, foi inaugurado um eletroposto com capacidade para recarregar até 46 ônibus simultaneamente e o novo terminal de integração do BRT Leste-Oeste. “Esse foi um compromisso que a gente assumiu com o HP Transportes. Era um dos grandes fatores críticos e de sucesso do projeto que ele acontecesse nesse timing das inaugurações”, sublinha o executivo.

Portolan acredita que o mercado para sistemas BRT e corredores exclusivos está sendo retomado nos grandes centros urbanos brasileiros, com a ampliação de sistemas já existentes e novos projetos. Essa tendência se insere em um movimento maior de valorização do transporte coletivo.

“Entre 2012 e 2016, tivemos projetos importantes de BRT no Brasil que foram implementados, mas alguns não receberam, com o passar do tempo, a atenção necessária.  E a gente observa que neste período pós-pandemia, há um movimento de retomada dos projetos, com a extensão de muitos deles, como o do Rio de Janeiro. O BRT é um modelo que faz grande sentido em termos de estruturação do transporte público nas grandes cidades.”

Na avaliação de Portolan, o projeto de Goiânia trouxe mais visibilidade à empresa, consolidando a Marcopolo, cada vez mais, como uma provedora de soluções de mobilidade sustentável. “A sustentabilidade está não somente no produto, mas também em todo o processo de produção. Temos um amplo portfólio de produtos tanto em diversidade de tamanho de carroceria quanto de soluções de tecnologias de propulsão. Em Goiânia, apresentamos articulado e biarticulado no piso alto, mas o escopo da Marcopolo de soluções é completo em termos de variações de carroceria, com piso alto ou baixo.” 

A Marcopolo se posiciona como uma provedora de soluções completas em termos de novas tecnologias de propulsão, apresentado produtos a diesel, elétricos, híbridos elétrico-etanol, GNV/biometano e avançando com o Hidrogênio. O governo de Goiás também anunciou recentemente a aquisição de 500 ônibus movidos a gás biometano e a instalação de um posto do combustível até março de 2026. A Marcopolo será a fornecedora das carrocerias destes ônibus.

“Neste momento, estamos produzindo os ônibus articulados elétricos para a Rápido Araguaia, outro operador de Goiânia, e até março, entregaremos os 23 articulados com chassi BYD. Haverá também um evento de apresentação dos novos ônibus. Já temos um veículo a biometano pronto e outros veículos serão entregues ao longo do ano. Eventualmente poderemos apresentar uma ou duas unidades que estarão prontas até o mês que vem”, conta.

O executivo observa que a frota sustentável é um atrativo para a população utilizar o transporte coletivo, mas enfatiza os outros aspectos de renovação do sistema, como segurança e qualidade. “Para que o passageiro realmente queira se locomover de ônibus, para que o transporte coletivo seja a melhor opção, a estruturação deve ser completa e englobar itens como segurança nos terminais e um sistema viário que propício para esse tipo de ônibus. O modelo elétrico tem uma tecnologia maior na própria carroceria, que conta com ar-condicionado, com USB e sistema de tecnologia de controle com câmeras.”

“Acho que o ponto que Goiânia tem feito de uma maneira muito positiva é essa estruturação mais completa do sistema, com muito planejamento. Tudo precisa ser pensado, e ter estudos que apoiem as decisões, como em que linhas faz mais sentido colocar o ônibus elétrico, onde faz sentido colocar o modelo a diesel e onde faz sentido colocar os ônibus a biometano. Em Goiânia, o projeto foi pensado de uma forma bem estruturada para priorizar o transporte público de qualidade”, conclui o diretor da Marcopolo.

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