Mobilidade Humana também para o Cliente Interno
Case: Casa do Motorista do Grupo Comporte
Publicado em 05/01/2026 por Redação

No livro “Marketing H2H – Human to Human”, lançado em junho de 2024, o autor Philip Kotler, juntamente com os alemães Uwe Sponholz, Wademar Pfoertsc e o brasileiro Marcos Bedendo, trazem o novo conceito do Marketing H2H que trata fundamentalmente da humanização das relações entre marcas e consumidores, empregadores e empregados, focando em criar conexões genuínas, originais e empáticas.
Os autores reconhecem que, independentemente de um negócio ser B2B, B2C, C2Cetc. por trás das organizações, empresas, entidades, sempre tem um SER HUMANO.
O livro lista pelo menos 10 modelos de negócios praticados hoje em dia:
B2B (Empresa para Empresa)
TOTVS vendendo software de gestão para empresas.
Empresa de limpeza prestando serviço para escritórios.
Fornecedor de peças vendendo para montadoras de carro
Gráfica imprimindo embalagens para uma marca de cosméticos.
B2C (Empresa para Consumidor final)
Shopee: Plataforma de e-commerce vendendo produtos diretamente ao consumidor.
Spotify: Streaming de música para usuários finais com planos gratuitos e pagos.
Netflix: Serviço de streaming voltado para o público geral com filmes, séries e documentários
Rappi: App de entrega de supermercado, farmácia e restaurantes, direto ao consumidor final.
C2C (Consumidor para Consumidor)
Transações entre consumidores, geralmente por meio de plataformas como Mercado Livre, OLX e eBay
C2B (Consumidor para Empresa)
O consumidor oferece produtos ou serviços para empresas, como no caso de influenciadores que promovem marcas ou freelancers em plataformas como Upwork e Fiverr.
B2G (Empresa para Governo)
Empresas que vendem produtos ou serviços para órgãos governamentais, como fornecedores de tecnologia para prefeituras ou contratos de infraestrutura com o governo.
G2C (Governo para Consumidor)
Serviços oferecidos pelo governo diretamente aos cidadãos, como emissão de documentos, impostos ou educação online.
G2B (Governo para Empresa)
Quando o governo fornece serviços ou regulamentações para empresas, como registros de licenças, subsídios e concessões.
D2C (Venda Direta para Consumir final)
Empresas que vendem diretamente para o consumidor final sem intermediários, como a Tesla, Dell e marcas de moda que operam apenas por e-commerce.
B2B2C (Empresa para Empresa para Consumidor)
Um intermediário facilita a relação entre uma empresa e o consumidor final. Por exemplo, um marketplace (como iFood ou Amazon) que conecta restaurantes ou lojas a clientes.
P2P (de Parte a Parte)
Modelo de economia compartilhada onde indivíduos trocam bens e serviços diretamente, como no Airbnb (aluguel de imóveis) e no Uber (transporte).
Segundo Kotler aabordagem H2H vem para colocar as pessoas no centro, indo além dos rótulos de B2B (empresa para empresa) ou B2C (empresa para consumidor), etc..
A ideia principal é que no final do dia, todo trabalho, venda, prestação de serviço, realização ou interação é sempre feita de “pessoa para pessoa”.

As características básicas do Marketing H2H são:
1. Linguagem mais humana e empática
Sai o “corporativês”, entra uma conversa mais natural, direta e com emoção.
2. Foco em conexão real, não só na venda
Escutar, entender as dores e entregar valor antes de vender qualquer coisa.
3. Personalização e autenticidade
Criar mensagens e experiências que parecem feitas sob medida para quem está do outro lado.
4. Propósito e valores claros
As pessoas se conectam com marcas que têm valores humanos — como sustentabilidade, inclusão, transparência etc.

O Setor de Transporte coletivo por si já é um exemplo de H2H por excelência, pois a jornada de mobilidade acontece com seres humanos de ambos os lados, motoristas e demais colaboradores (H – cliente interno) transportando outros seres humanos (H -cliente externo), onde o ônibus é apenas o 2 da equação.
Umas das premissas fundamentais do pensamento H2H é que “a sustentabilidade está na vanguarda das questões atuais da sociedade, da política e da economia”. Um bom exemplo do conceito H2H e de Mobilidade Humana posto em prática no setor de Transporte de Passageiros é a Casa do Motorista na nova Garagem do Grupo Comporte, inaugurada neste último dia 12 de dezembro de 2025.

Durante o evento de inauguração, Robson Rodrigues – responsável pela Área Regulatória do Grupo Comporte, em suas palavras iniciais disse “esta nova unidade na Vila Guilherme em São Paulo, tem localização privilegiada. Além da proximidade com a marginal Tietê e diversas rodovias e acessos, fica a menos de três quilômetros do principal Terminal Rodoviário do País, o Terminal do Tietê. Essa unidade foi construída com tecnologia pré-moldada, que reduziu tempo de obra e descartes, tornando o uso dos recursos muito mais eficiente. Uma obra sustentável, pensada para o presente e para o futuro”.
Segundo Robson, nos tanques subterrâneos de combustíveis, com proteção ambiental especial, é possível armazenar quase 100.000 litros de diesel. O lavador de ônibus, posicionado na ponta dessa edificação, possibilita a lavagem de até três veículos ao mesmo tempo. Cada etapa do tratamento e limpeza dos veículos e da operação foi planejada para garantir maior eficiência e rapidez, também contribuindo com a sustentabilidade da cidade.
A água usada é tratada e reaproveitada em diversas atividades da garagem. Além disso, conta com uma enorme capacidade de retenção de água da chuva, bem maior do que a exigida por lei para empreendimentos dessa natureza, conseguindo armazenar em tanques e reservatórios próprios mais de 200.000 litros de água. Esses dispositivos ajudam a evitar sobrecarga em sistemas de água e contribuem para um ambiente mais sustentável.

No quesito energia, além do fornecimento usual, a garagem possui painéis solares para contribuir com o uso sustentável de recursos. São 440 painéis fotovoltaicos, que têm a capacidade de gerar cerca de 23 mil kWh por mês, o que representa mais eficiência, economia e sustentabilidade no uso de recursos energéticos.
Para garantir que tudo funcione sem interrupções, ainda a nova Garagem conta com um gerador de 500 kVA, reforçando a autonomia e a segurança da operação. O estacionamento permite a permanência de cerca de 80 veículos, e todos os procedimentos foram pensados para otimizar a circulação e organização dos veículos, visando total disponibilidade da frota.
Mas o grande diferencial desta nova unidade é sem dúvida a Casa do Motorista.
Joaquim Constantino Neto, diretor-geral do Grupo Comporte conduziu a visita para conhecermos a Casa do Motorista, que foi construída com uma moderna estrutura pensada para receber os profissionais “motoristas” do Grupo com olhar mais humano:
“Entendemos que, no período em que o motorista fica na garagem nos intervalos entre as jornadas, a estrutura tem que sem a mais confortável possível, proporcionando descanso e alimentação de qualidade, além de outras condições que cuidem da saúde física e mental do nosso profissional.”

Segundo Joaquim, foram projetados 72 leitos amplos, silenciosos e climatizados, para atender 140 motoristas, tudo pensado com muito cuidado, desde os alojamentos até a academia, para que o motorista se sinta confortável, possa descansar adequadamente e esteja saudável e disponível para oferecer o melhor transporte para os nossos clientes.

A Casa do Motorista também contempla um moderno Refeitório com capacidade para oferecer centenas de refeições diariamente. E ainda a Sala de Convivência, para interagir com colegas ou simplesmente relaxar. Para Joaquim Constantino “o que mais nos orgulha é cuidar bem de quem faz tudo acontecer nas estradas. Esta é a Casa do Motorista”.

Mobilidade Humana é caminhar a segunda milha, é colocar as “pessoas”, clientes e também os colaboradores (H2H), no centro dos serviços de transporte.

* Roberto Sganzerla possui Mestrado em Liderança pela Andrews University – Berrien Springs, MI – USA, MBA em Gestão de Negócios e Liderança e Pós-Graduação em Marketing.
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