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Goiânia irá operar os primeiros biarticulados 100% elétricos até o final do ano

Parceria estratégica entre Volvo e o Consórcio BRT impulsiona mobilidade urbana sustentável em toda Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC). A operação dos novos 21 veículos elétricos será no BRT Leste-Oeste até o final deste ano de 2025.

Publicado em 11/08/2025 por Redação

(Divulgação)
(Divulgação)

Goiânia será a primeira cidade brasileira a operar regularmente uma frota de ônibus biarticulados 100% elétricos. O feito é resultado de uma parceria inédita entre a Volvo e o Consórcio BRT, responsável por realizar a gestão da frota elétrica do sistema metropolitano BRT. A operação será realizada pela Metrobus, com 21 novos ônibus e será implementada no BRT Leste-Oeste (Eixo Anhanguera). Os primeiros veículos começam a circular até o final deste ano de 2025.

Para Laércio Ávila, diretor-executivo do Consórcio BRT, “A entrega desses 21 novos ônibus elétricos, incluindo os primeiros biarticulados 100% elétricos do mundo em operação regular, representa um avanço histórico para a mobilidade urbana da região metropolitana de Goiânia e mais uma grande entrega da Nova RMTC. Estamos colocando em prática um projeto que une inovação, eficiência e sustentabilidade, com impacto direto na qualidade de vida de milhares de pessoas que utilizam diariamente o BRT Leste-Oeste. Este é um passo concreto rumo a um transporte público mais limpo, silencioso, confortável e de alta capacidade, reafirmando o compromisso do Governo do Estado de Goiás e dos Operadores com a modernização do sistema, a descarbonização da frota e a entrega de um serviço de excelência à população.”

A aquisição contempla ônibus Volvo BZRT, sendo 16 articulados – capacidade para 180 passageiros, e cinco biarticulados – até 250 passageiros. Os biarticulados, com 28 metros de comprimento, passam a ocupar o posto de maiores veículos elétricos em operação diária no planeta, com emissão zero de CO₂ e operação totalmente silenciosa.

Os chassis foram produzidos no complexo industrial da Volvo em Curitiba, no Paraná. Os novos veículos terão menor vibração e ruídos, além de um novo sistema de condicionador de ar gerando maior conforto aos usuários. Também ofertam uma capacidade de carga em menor tempo, entre 2,5 h a 3 h, pois o ônibus permite carregamento até 250 kWh. Este lote faz parte da primeira produção de articulados e biarticulados elétricos da marca, apontando o início de uma nova fase para sistemas BRT.

Segundo Laercio Ávila, a inovação implementada em Goiânia reforça a posição do Brasil como referência em soluções de transporte coletivo de alta capacidade. Ele explica que o conceito de BRT (Bus Rapid Transit), criado em Curitiba e em Goiânia nos anos 1970, já havia se consolidado como modelo internacional de eficiência. Agora, com o BZRT elétrico, a Volvo inaugura a nova geração do BRT: mais limpa, mais silenciosa e ainda mais eficiente. “Goiânia construiu um processo de inovação na RMTC que se torna um marco histórico no transporte coletivo mundial e coloca a capital na vanguarda do transporte público.”

Laércio defende ainda o compromisso inabalável com a qualidade e inovação. “Estamos investindo de forma contínua e estratégica para garantir um serviço de excelência aos usuários do BRT de Goiânia. A aquisição dos veículos elétricos Volvo, que unem alta tecnologia, segurança e operação silenciosa e livre de poluentes, representa nosso compromisso com a sustentabilidade, o conforto do passageiro e o desenvolvimento urbano sustentável da cidade.”

Tecnologia

O Volvo BZRT representa o que há de mais avançado em mobilidade elétrica para transporte coletivo de alta capacidade.

Ficha técnica

Segurança

Impacto urbano e ambiental

O Novo BRT Leste/Oeste (Eixo Anhanguera), já parcialmente eletrificado, transporta 180 mil passageiros por dia em um corredor de 28 km de extensão total, com 19 estações de embarque e desembarque. A introdução dos biarticulados e articulados elétricos da Volvo trará benefícios diretos, como:

– Eliminação de emissões de CO₂ no trecho operado;

– Redução drástica da poluição sonora no corredor;

– Maior capacidade de transporte sem aumento de frota;

– Conforto térmico e acústico superior para passageiros e operadores;

– Contribuição direta para as metas de descarbonização urbana e para os compromissos climáticos assumidos pelo Brasil em fóruns internacionais.

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