Campanha alerta população para os perigos dos ônibus clandestinos

Às vésperas, do feriado de Finados, a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) lança a campanha de conscientização “Sua Vida Vale Mais. Diga Não ao Transporte Clandestino”

De acordo com a Abrati, os riscos dos transportes clandestinos são inúmeros devido à falta de garantias em relação à formação dos motoristas e à manutenção e à segurança dos veículos, já que as empresas irregulares não estão sujeitas às rigorosas exigências legais que regem este tipo de transporte. Por isso, a entidade desenvolveu a campanha de conscientização “Sua Vida Vale Mais. Diga Não ao Transporte Clandestino”.

“E também existe um maior risco de contaminação pelo coronavírus já que os clandestinos não seguem às normas sanitárias que as empresas regulares implementaram. A questão ambiental também é importante, pois muitos jogam os resíduos sanitários em qualquer lugar”, alerta Letícia Pineschi, conselheira da Abrati.

“Toda essa irresponsabilidade não apenas coloca em risco a vida de milhões de passageiros em todo o Brasil, mas também ceifa milhares de vidas de outros viajantes que circulam nas rodovias”, afirma, Eduardo Tude, presidente da entidade.

Uma das preocupações da campanha é mostrar ao passageiro como diferenciar o transporte clandestino do regular. “Hoje, não é fácil fazer esta distinção, pois muitas empresas irregulares utilizam as redes sociais para abordar os passageiros. Existem aplicativos de transporte que fazem uma propaganda intensa e acabam confundindo a população. Esses apps fazem a venda de assentos para um determinado trecho e não a viagem com horário e poltrona determinados”, pontua Letícia Pineschi.

A conselheira da Abrati lembra que as empresas legalmente estabelecidas possuem guichês, sites e aplicativos. “O passageiro pode verificar facilmente se a empresa é legal. Existem também os marketplaces para compra de passagens que atuam com as empresas legais”, diz.

O bilhete de passagem eletrônico (BP-e) também é uma forma de se certificar que o serviço é legal, pois deve constar no documento: QR Code da nota fiscal, o CNPJ da empresa de transporte, o número da poltrona e a data da emissão, além do horário da partida. “Também é possível verificar no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) se a empresa atua de forma regular”, acrescenta.

Mobilização nas rodoviárias-

Dia 29 de outubro, quinta-feira, será o “Dia D” da campanha, com mobilizações contra o transporte clandestino na internet, na mídia e em terminais rodoviários do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Belém, João Pessoa, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, São Luís e Recife. Nesses locais, serão realizadas panfletagens e promoção de diálogos ativos com cidadãos voltados à conscientização e proteção dos passageiros.

A ANTT tem realizado uma série de ações para coibir o transporte clandestino de passageiros. Desde o início do ano, foram mais de 930 apreensões de ônibus e mais de dois mil autos de infração pela agência, com mais de 28 mil passageiros restituídos ao transporte regular.

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