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“Com a ARENA ANTP 2019, criamos um novo formato de congresso, que irá debater a mobilidade urbana sob todos os pontos de vista e abrir amplo espaço para a tecnologia”

ALEXANDRE ASQUINI O primeiro congresso bienal da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) foi realizado em 1978, o ano seguinte ao da fundação da entidade que iria impulsionar o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil nas décadas subsequentes, até os nossos dias. Organizado dentro de um formato tradicional, o congresso prosperou, ganhou envergadura e […]

Publicado em 25/07/2019 por Karoline Jones

ALEXANDRE ASQUINI

O primeiro congresso bienal da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) foi realizado em 1978, o ano seguinte ao da fundação da entidade que iria impulsionar o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil nas décadas subsequentes, até os nossos dias.

Organizado dentro de um formato tradicional, o congresso

prosperou, ganhou envergadura e a partir dos anos 1990 passou a agregar também

uma exposição internacional de produtos e serviços.

Nesta segunda década do Século 21, tomou vulto no Brasil

de forma muito mais ampla a discussão da mobilidade urbana, com a publicação da

Lei da Mobilidade em 2012 – a Lei nº 12.587/12 –, mas especialmente com o

movimento de rua de 2013.

O assunto, antes restrito ao mundo técnico, passou a ser

comum também na mídia e nas conversas de populares. Nesse período, começamos a

assistir tambéma um avanço muito mais expressivo da tecnologia eletrônica

disponibilizada para o transporte para gestão operacional, bilhetagem e

interatividade com o passageiro.

Ao mesmo tempo, novas formas de transporte foram sendo

introduzidas nas cidades, alterando o modo de viajar, atraindo grupos

específicos de usuários. Surgiram exigências novas para propulsão do

transporte, novas experiências com combustíveis e ainda a entrada em operação

de ônibus elétricos a bateria.

Isso estimulou o repensar do formato tradicional do

congresso, de modo a levar a mudanças que não apenas fortalecessem o debate das

questões do setor – algumas novíssimas – como também pudessem atrair para esta

edição de 2019 todos esses novos ‘players’, em especial aqueles relacionados

com inovações e novas tecnologias.

Marcelo Fontana, Diretor OTM Editora

A ANTP foi buscar essa transformação estabelecendo parceria com a OTM Editora e sua subsidiária, a MF Promoções e Eventos – responsáveis por alguns dos principais veículos jornalísticos brasileiros sobre a indústria de ônibus, os setores de mobilidade urbana e logística de cargas e suas respectivas tecnologias, e dezenas de eventos nacionais e internacionais nesses campos.

Roberto Sganzerla, Especialista em Marketing

O congresso será realizado de 24 a 26 de setembro de

2019, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, com nova estruturação e a

denominação de ARENA ANTP 2019.

Serão três dias de atividades. Nos dois primeiros dias,

os temas serão focalizados em sessões únicas, abertas a todos os congressistas.

Na jornada inaugural, estarão em foco: Mobilidade urbana em 2030, Projetos de

mobilidade integrada no Brasil e em outros países da América Latina, Mobilidade

ativa (caminhada e bicicletas), Matriz energética, Modelos de financiamento,

Sistemas sobre trilhos e sobre pneus e Transporte estrutural.

No segundo dia, os temas serão: Cidade e meio ambiente,

Mobilidade como um Serviço (‘MaaS – Mobility as a Service’), Tecnologias de

pagamento de tarifas e emprego dos cartões bancários, Tecnologias de gestão da

mobilidade, Micromobilidade com bicicletas e patinetes, Transporte

compartilhado sob demanda, Ônibus sob demanda, Legislação Brasileira – abertura

e proteção de dados, tarifa de remuneração e tarifa pública e Trânsito e mobilidade.

No último dia, funcionarão seis auditórios virtuais

paralelos – todos ocuparão o mesmo ambiente, mas com fones individuais para que

cada congressista escolha seu tema.

Estarão em discussão: Ônibus urbanos (condução da

Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU), Custeio e

gratuidade no transporte público, ‘Compliance’, Prioridade para o transporte

por ônibus – boas práticas brasileiras, Ônibus urbanos (condução da Associação

Brasileiras das Empresas Terrestres de Transporte de Passageiros – ABRATI),

fretamento (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento

do Estado de São Paulo – FRESP), locação de veículos (condução da Associação

Brasileira de Locadoras de Automóveis – ABLA).

Outros temas do último dia serão: Trilhos (condução da

Associação Nacional dos Transportadores sobre Trilhos – ANPTRILHOS), Trem

Intercidades, Gestão de educação para o trânsito – Escolas Públicas de

Trânsito, Acessibilidade e mobilidade urbana, Mobilidade e gênero, Como reduzir

acidentes com motos no Brasil, Programas de redução de acidentes, Tecnologia e

inovação, Tecnologia para atendimento ao públicos (condução IMPLY), Bilhetagem

eletrônica, Gestão e operação de ITS, Tecnologia veicular, Logística e

abastecimento (condução da Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de

São Paulo e Região – SETCESP), Planos de mobilidade urbana – Uma visão geral do

Brasil.

AS

MUDANÇAS E O FUTURO

Nesta entrevista, o superintendente da ANTP, engenheiro

Luiz Carlos Mantovani Néspoli, aprofunda algumas das razões que levaram à

mudança do mais tradicional congresso brasileiro sobre mobilidade urbana e

caracteriza os principais aspectos da nova ARENA ANTP 2019.

  • Inicialmente, uma pergunta objetiva: por que o modelo de congresso da ANTP mudou?

Luiz Carlos Néspoli, Superintendente da ANTP

LUIZ

CARLOS MANTOVANI NÉSPOLI – O modelo anterior precisava ser alterado

em razão do novo momento que estamos vivendo. Embora conceitualmente

continuássemos a trazer grandes temas para debate, era necessário abrir um

leque maior de oportunidades, atrair novos ‘players’ e acrescentar ao ponto

forte da ANTP, que sempre foi a produção de ideias e conteúdos, também os

avanços tecnológicos, as inovações que vêm surgindo a cada dia nas cidades, o

mundo novo na forma de relacionamento com os usuários e a população. Com a

contribuição da parceria com a OTM Editora e a MF Promoções e Eventos, também

alteramos o antigo formato, substituindo as salas fechadas com múltiplas

sessões simultâneas, às vezes com temas que competiam na audiência, por uma

única arena, imersa na própria feira de exposição, oferecendo ao público em

cada horário uma única sessão, com dois palestrantes em debate, permitindo aos

presentes toda a atenção ao tema em apresentação.

  • O desempenho comercial pesou?

NÉSPOLI

Esse foi um fator importante. Era necessário atrair novamente

todos os atores do transporte – indústria, operadores, fornecedores de

tecnologia. Se o congresso da ANTP sempre primou por apresentar um produto

conceitual de excelente qualidade, por outro lado, era necessário dar

sustentabilidade financeira ao evento, buscando oferecer espaços novos de

exposição para nossos associados, continuar atraindo aqueles que estiveram nos

últimos eventos, resgatar a confiança dos que se afastaram e, de modo especial,

buscar novos players.

  • Diante disso, o caminho foi mudar de forma acentuada, para não dizer radical. Como isso aconteceu?

NÉSPOLI

Nos últimos congressos, realizados em Santos e em São

Paulo, respectivamente nos anos de 2015 e 2017, apesar do sucesso de público,

sentimos a falta de alguns atores importantes do transporte e mobilidade

urbana. A partir destas duas edições, entendemos ser necessária uma maior

profissionalização do evento e então procuramos uma parceria com expertise na

área, que resultou na parceria com a OTM Editora.

  • O que exatamente trouxe essa parceria?

NÉSPOLI

Dessa parceria, nasceram novas ideias, que culminaram neste

novo formato, a ser adotado para esta edição de 2019. O congresso bienal da

ANTP começou como “Congresso da Associação Nacional de Transportes Públicos”,

depois, com ênfase no transporte, como “Congresso Nacional de Transportes

Públicos”. Em seguida, incorporando o trânsito, a partir do novo Código de

Trânsito Brasileiro, como “Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito” e, agora,

nesta edição de 2019, refletindo o momento atual, como “ARENA ANTP 2019 –

Congresso Brasileiro de Mobilidade Urbana”, que, como o próprio nome diz,

estabelece a arena como palco para os debates no mesmo ambiente da feira de

exposição, aumentando a interação entre os congressistas, favorecendo também o ‘meeting’

e novos ambientes de negócios.

  • O formato surpreenderá?

NÉSPOLI

Com certeza surpreenderá nossos congressistas, em

especial os fundadores e as centenas de colaboradores que ajudaram a construir

esses 42 anos de existência da entidade. Creio que um aspecto importante é que

continuaremos a criar espaços para discutir de forma ampla as políticas

públicas no âmbito do transporte, do trânsito e da mobilidade urbana. Vamos trazer

à tona o grande problema dos investimentos e do custeio, mas também abordar com

mais profundidade as inovações e novas tecnologias em veículos, sistemas e

energia, cuja evolução está cada vez mais rápida, sem deixar de dar atenção aos

novos produtos que vêm sendo introduzidos no mercado da mobilidade, em especial

as tecnologias voltadas para a comunicação e interatividade com os usuários.

  • Até porque as tecnologias estão impactando significativamente a mobilidade.

NÉSPOLI

Exato. E temos

hoje uma velocidade muito maior de evolução da tecnologia voltada ao setor da

mobilidade urbana. Além disso, há,

atualmente, uma lógica de empreendimento nova, que impõe a necessidade de

repensarmos o sistema de transporte público. Em verdade, empreendedores

começaram a enxergar novas formas de fazer transporte, baseadas numa leitura da

irrupção de novas maneiras de as pessoas se deslocarem no ambiente urbano.

Naturalmente,eles estão olhando um estrato da população que tem maior renda e é

capaz de aderir a novos modelos.São novas formas que surpreendemo poder

público, que, por sua vez, vem reagindo de forma lenta, sem ainda compreender plenamente

toda a dimensão e a lógicade funcionamento dos novos modelos. Em alguns casos, esses

modelos não têm amparo muito bem definido na legislação vigente, o que pode

comprometer o sistema estrutural de transporte, em especial os ônibus, que tem

o caráter de essencialidade. Exemplos como o que vem ocorrendo em Goiânia, com

o CityBus – um transporte coletivo complementar à rede pública de transporte, mas

diferenciado, flexível e sob demanda, idealizado para atender as necessidades

de deslocamento de curtas distâncias – constituem algo novo, sem dúvida, e

estão contribuindo para uma revisão dos modelos tradicionais.

  • Com base nesse exemplo, podemos entender que um ponto crucial neste momento é a flexibilidade para a prestação do serviço de transporte.

NÉSPOLI

O sistema de transporte público como historicamente conhecemos

é naturalmente rígido, porque é estabelecido por redes fixas de itinerários, com

um controle rigoroso de horários, entre outros fatoresadministrativos e

operacionais. As experiências de novos modelos de transporte vêm demonstrando

que há um público que deseja alternativas e maior flexibilidade de escolha. A

evolução dos celulares, com a expansão dos smartphones, permitindo a criação de

toda sorte de aplicativos, propiciou novas opções de atendimento da demanda. São tecnologias que estão respondendo a novas

necessidades que cada vez mais estão sendo criadas. Formas que facilitam a interatividade com o

público, acrescentam vantagens e criamnovas oportunidades de negócios. O

importante é que essas novas possibilidades possam ser também incorporadas pelos

operadores detransporte vigentes e futuros, de maneira que não alterem o

equilíbrio financeiro dos contratos.

  • Desde que a ANTP foi criada, há pouco mais de quarenta anos, a tecnologia evoluiu significativamente. Porém, agora, esse processo parece ganhar um impulso inédito.

NÉSPOLI

Até o final da década de 1980, a tecnologia de informação

e a informática estavam ainda praticamente no início. Apenas no começo dos anos

1990, é que começamos a ter Internet, ainda de forma muito restrita, quase que

exclusivamente nos ambientes de trabalho; a telefonia fixa ainda muito precária

e os celulares quase inexistentes. A partir do início do Século 21, já havia

celulares mais desenvolvidos, mas ainda não havia o ‘smartphone’, equipamento

que apareceu há pouco mais de dez anos e que está fazendo toda a diferença nas

formas de comunicação. Mais recentemente, essa evolução vem permitindo a criação

de novas ideias e novos procedimentos, gerando ‘startups’ por todos os lados.

  • Houve impacto notável sobre a mobilidade urbana.

NÉSPOLI

Sim! A evolução da tecnologia chegou aos sistemas de

gestão do transporte público, permitindo o rastreamento dos ônibus por GPS, o

uso da telemetria para melhoria da eficiência dos veículos, controle de portas,

dentre outros sistemas já embarcados no ônibus. Sem falar na bilhetagem

eletrônica e nas tecnologias para validação da passagem e controle de fraudes.

A evolução da eletrônica disponibilizada para os sistemas sobre pneus trouxe

para este modo de transporte condições de gestão antes impensáveis, ou só

admitidas para os sistemas sobre trilhos. A associação da tecnologia de gestão

com a de comunicação com o público, por sua vez, ampliou a interatividade entre

o transporte e a população, permitindo novas maneiras de acesso ao sistema,

novas escolhas por modos de transporte e controle da viagem. Uma boa distinção

entre esse congressoos anteriores é que, além da discussãocomo sempre fizemos

sobre o desenvolvimento das cidades, da sua relação com a qualidade de vida e a

qualidade da mobilidade, dos problemas institucionais e financeiros do

transporte, por exemplo, também vamos criar oportunidades para que esse mundo

novo da tecnologia tenha maior espaço e permita ampliar a discussão sobre sua

melhor utilização para a causa mais importante, bandeira permanente da ANTP: a

defesa do transporte com qualidade e sustentabilidade. Na virada deste século, no

12º Congresso da ANTP, em Olinda, em 1999, e no 13º Congresso, em Porto Alegre,

em 2001, o termo “mobilidade”, antes empregado apenas para se referir como

indicador de viagens porpopulação urbana começa ganhar o conceito que se

emprega atualmente, que será, finalmente, cunhado no 14º Congresso, em Vitória,

em 2003. Nossa expectativa é que este congresso possa simbolizar e ser lembrado

futuramente como um dos momentos em que se registrou uma mudança cultural

importante na forma de viajar nas cidades brasileiras. Eessa é uma tônica que

estará fortemente presentena ARENA ANTP 2019.

  • O que o novo formato traz de diferencial neste congresso?

NÉSPOLI

Nos dois primeiros dias, todas as sessões ocorrerão em

apenas uma só arena. Essa inovação dará foco exclusivo aos grandes temas em

apresentação e discussão. Em outros congressos, sempre tivemos várias sessões

simultâneas, temas importantes de interesse geral competindo entre si. Além

disso, a arena dos debates estará na própria área da feira de exposição, com as

apresentações em telões disponíveis a todos os visitantes da exposição. Isso

também cria um novo ambiente para o ‘meeting’ muito presente nas feiras. Em

todo o congresso, mas especialmente nestes dois primeiros dias, o congressista

terá oportunidade de assistir apresentações que trarão o que há de mais

importante no âmbito da modalidade urbana no Brasil e no mundo. Chamamos a atenção

para as apresentações dos planos de transporte dos governos locais – Estado e

Município de São Paulo –, que oferecerão uma perspectiva de como estará a

mobilidade em 2030; é importante assinalar que esses são governos que

concentrarão os maiores investimento em transporte estrutural e de massa da

próxima década. Também, haverá um espaço importante para a mobilidade ativa –

pedestres e ciclistas. Tema de grande relevância para a saúde pública, vamos

ter oportunidade de ouvir Pere Navarro, atual diretor geral de Transportes e

Trânsito da Espanha, que se notabilizou por reduzir os acidentes e mortes no

trânsito daquele país a índices comparáveis aos melhores países do mundo nesse

quesito. No terceiro dia, a grande arena será subdividida para abordagens

específicas das mais importantes entidades do setor de mobilidade urbana; elas

irão contar o que estão projetando para o futuro, além de abrir novos espaços para

discussão dos grandes problemas nacionais no campo da mobilidade e do trânsito.

  • As mudanças trazidas pela ARENA ANTP 2019 irão de alguma forma prejudicar o espaço tradicionalmente aberto para as comunicações técnicas?

NÉSPOLI

De modo algum! Continuaremos sendo fortemente

reconhecidos como um ambiente com uma pegada, por assim dizer, acadêmica. Para

a ARENA ANTP 2019 nós recebemos 234 comunicações técnicas, enviadas por

especialistas e estudiosos de 96 cidades – capitais e cidades do interior de praticamente

todas as unidades da Federação. Isso mostra que fortalecemos a condição de um

congresso realmente de envergadura nacional, com estudos que retratam reflexões

a respeito de um território bastante abrangente. O congresso segue fortemente

conteudista, refletindo o estado da arte dos pensamentos, as discussões

conceituais, filosóficas, das políticas públicas de transporte.

  • Todos os aspectos mais significativos estarão presentes nas sessões da ARENA ANTP 2019?

NÉSPOLI – Sim, vamos falar de transporte sobre pneus,

novos empreendimentos metroferroviários, os temas do custeio e do

financiamento. Estarão conosco os principais consultores que andam pelo país produzindoos

planos de mobilidade dos municípios, o que nos dará uma noção bem clara do queanda

acontecendo nesse campo. Vamos falar sobre prioridade de transporte: quem está

fazendo e de que maneira está fazendo. Vamos

discutir trânsito e segurança viária. E abordar novos modelos de deslocamento,

novos modelos de validação da tarifa, os novos sistemas de transporte, ônibus

menos poluentes, combustíveis limpos e eletromobilidade. Trataremos do tema da

segurança viária e das políticas públicas voltadas para a redução do número de

vítimas das ocorrências do trânsito – mortos e feridos com sequelas

irreversíveis. É preciso focalizar a segurança dos mais vulneráveis nas ruas e

avenidas, como os ciclistas, mas também aqueles que se deslocam a pé, em

especial as crianças e, ainda, os idosos e pessoas com deficiência e mobilidade

reduzida, em crescimento expressivo na população brasileira. Para esta questão

importante da mobilidade urbana, vamos abrir um grande espaço no congresso. Abriremos

amplos espaços para debates. Ou seja, o congresso vai espelhar o que é a ANTP,

uma entidade eclética, que olha a mobilidade urbana sob todos os pontos de

vista. Procuraremos trazer uma visão clara do pensamento sobre todos esses

temas. E trazer também dúvidas. O que

fazer com as patinetes? Dúvidas! Por que as calçadas não melhoram, se são tão

essenciais? Dúvidas! E vamos ter uma visão do que o mercado está

tateando, trabalhando, implantando, experimentando, e, sobre tudo, novas ideias

de fazer as coisas. E respondendo objetivamente à sua pergunta, asseguro que

todos os gomos da bola da mobilidade urbana estarão presentes na ARENA ANTP

2019.

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