Fábio D´Angelo, diretor comercial do Scania Banco: “Acreditamos que o Finame vai continuar em alta, enquanto o CDC permanece como a principal modalidade sobre todas as operações do banco”

O Scania Banco tem em sua carteira cerca de 7,7 mil clientes com contratos ativos e a maioria dos financiamentos é de até 60 meses

Sonia Moraes

TECHNIBUS – Qual a expectativa do Scania Banco para 2025?

Fábio D´Angelo – O Scania Banco entende que este ano será mais desafiador, mas nossa equipe está totalmente preparada e alinhada com a equipe da operação comercial para orientar os clientes e oferecer as melhores alternativas.

TECHNIBUS – Quanto o Scania Banco espera participar dos financiamentos de veículos em 2025?

Fábio D´Angelo – Nosso objetivo é nos manter como a principal fonte de financiamento para aquisição das soluções Scania, representando cerca de 50% de todas as vendas da marca.

TECHNIBUS – Com a taxa de juros elevada e com perspectiva de se manter em torno de 15% ao ano, o CDC poderá ter redução da demanda e o Finame se tornará uma linha mais atrativa, principalmente para os empresários de ônibus?

Fábio D´Angelo – Por regular o custo do capital, a Selic acaba impactando as operações de crédito, sim, mas entendemos que o cliente mais procura nesses momentos de incerteza é a previsibilidade, por isso as taxas pré-fixadas devem ter a preferência, independentemente de ser CDC ou Finame, o que importa é o custo final da operação.

TECHNIBUS – Como deve ficar a participação do CDC e do Finame em 2025?

Fábio D´Angelo – Acreditamos que o Finame vai continuar em alta, representando cerca de 25% das operações, enquanto o CDC permanece como a principal modalidade sobre todas as operações do banco.

TECHNIBUS – Qual o tamanho da carteira de clientes do Scania Banco?

Fábio D´Angelo – Atualmente, nossa carteira tem cerca de 7,7 mil clientes com contratos ativos.

TECHNIBUS – Qual é o prazo máximo de financiamento oferecido pelo Scania Banco?

Fábio D´Angelo – Hoje a maioria dos financiamentos é feita em até 60 meses.

TECHNIBUS – O que a instituição prepara de atrativos para os clientes neste ano?

Fábio D´Angelo – Nosso objetivo é estar presente desde o início do processo de negociação com nossos clientes, apoiando o consultor de vendas da concessionária para que ele ofereça o melhor pacote de soluções, com o veículo, serviços e crédito disponível para que ele possa fechar negócio. Tudo isso com a vantagem de termos uma equipe com alto conhecimento, que acompanha os movimentos do mercado, assim a proposta de crédito será sempre avaliada conforme o momento do cliente.

TECHNIBUS – Quais segmentos têm colaborado para os resultados do banco?

Fábio D´Angelo – Nossa carteira acompanha as vendas da montadora, mas os principais setores atendidos com solução de financiamento em 2024 foram os setores de alimentos com 29,5%, agronegócio com 17%, seguido de carga geral com 14%.

TECHNIBUS – Qual modalidade de financiamento está com maior procura para a compra de ônibus neste ano?

Fábio D´Angelo – Em 2024, o CDC foi a principal modalidade, com 51% para o segmento de ônibus.

TECHNIBUS – Quanto o Scania Banco liberou para financiamento de veículos em 2024?

Fábio D´Angelo – Em 2024, foram mais de R$ 7,4 bilhões em novas operações financiadas, valor 30% superior a 2023. Acompanhamos as vendas de 20 mil veículos da marca no ano, financiando mais de 50% desse montante com alguma solução de serviços financeiros.

TECHNIBUS – Do total de recursos liberados pelo Scania Banco em 2024, quanto foi para ônibus e quanto para caminhões?

Fábio D´Angelo – Foram financiados oito mil caminhões e 330 ônibus no ano passado.

TECHNIBUS – No segmento de ônibus, quanto representou o CDC, o Finame e o Leasing nos financiamentos em 2024?

Fábio D´Angelo – O CDC representou 51% nos financiamentos, o Finame 38% e o Leasing 11%. Rodrigo Clemente, diretor comercial do Scania Consórcio, acrescenta que o Scania Consórcio teve um ano excepcional em 2024, com quase 3.700 cotas vendidas e mais de R$ 3 bilhões em créditos comercializados, sendo que 95% para caminhões e 5% para ônibus. Segundo Clemente, nos últimos anos, com a retomada do setor de turismo e fretamento, os empresários de ônibus têm enxergado no consórcio a oportunidade de retomar os investimentos na frota com custos financeiros menores. “Desde frotistas até empresas de pequeno e médio porte.”

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