A GWM Brasil realizou a doação de uma célula de hidrogênio, um cilindro de armazenamento e uma membrana de célula de hidrogênio à Universidade de São Paulo (USP). Os equipamentos, entregues à Escola Politécnica (Poli-USP) e ao Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), serão utilizados em pesquisas e aulas sobre veículos elétricos movidos a célula de hidrogênio (FCEV).
Os equipamentos doados serão integrados às atividades do RCGI, centro de excelência vinculado à USP e à Fapesp, que atua no desenvolvimento de tecnologias para a redução de emissões de gases de efeito estufa. Com os novos itens, os alunos e pesquisadores passam a contar com uma estrutura em escala real para estudar os componentes críticos de um FCEV, como os produzidos pela FTXT, empresa chinesa subsidiária da GWM e uma das maiores fabricantes de células de hidrogênio do mundo.
“A GWM acredita que o futuro da mobilidade será construído por meio de parcerias estratégicas entre indústria, academia e centros de pesquisa. Ao compartilhar conhecimento e tecnologia, contribuímos ativamente para a formação de talentos e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para o Brasil”, afirma Thiago Sugahara, gerente de ESG e relacionamento com stakeholders da GWM.
A iniciativa tem como objetivo aproximar o ambiente acadêmico da indústria automotiva e ampliar o acesso a tecnologias emergentes no campo da mobilidade sustentável. A GWM é referência global nesse setor, com soluções em eletrificação e hidrogênio em seu portfólio.
Estação experimental de hidrogênio
A entrega dos equipamentos ocorre em meio à construção da primeira estação experimental de hidrogênio renovável a partir de etanol no mundo, dentro da Cidade Universitária. O projeto é fruto de uma parceria entre Shell, Raízen, Hytron, USP e Senai, e conta com um reformador a vapor desenvolvido pela Hytron. A planta-piloto terá capacidade de produzir até 100 kg de hidrogênio por dia e será dedicada exclusivamente a fins de Pesquisa & Desenvolvimento.
“O objetivo é evidenciar o potencial dessa solução e gerar conhecimento técnico-científico sobre sua viabilidade, aproveitando a infraestrutura do etanol para tornar possível tanto a produção quanto a distribuição do hidrogênio renovável”, declarou Emílio Carlos Nelli Silva, vice-diretor científico e diretor do Programa de Gases de Efeito Estufa (GHG) do RCGI.
“O RCGI vem se consolidando como referência na transição energética e na redução das emissões de carbono, um desafio compartilhado por Brasil e China. A parceria com empresas e governos chineses para enfrentar essas questões representa uma grande oportunidade, dado o protagonismo da região nesse setor”, afirma Carlos Gilberto Carlotti Junior, reitor da USP.
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