Produção de ônibus avança 12,1% de janeiro a agosto

Do total de chassis de ônibus produzidos até agosto deste ano, 11.604 são modelos urbanos, 20,4% a mais que nos oito meses de 2020; e 1.763 são rodoviários, 22,9% abaixo do mesmo período do passado

Sonia Moraes

Em um cenário ainda mergulhado em incertezas por causa da circulação da variante Delta da Covid-19 no país, o mercado de ônibus apresentou melhora na produção, acumulando de janeiro a agosto 13.367 unidades, 12,1% superior aos 11.925 veículos fabricados nos oito meses de 2020, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea responsável por veículos pesados, comentou que ainda é cedo para dizer se há uma recuperação do setor que foi o mais afetado pela pandemia com a paralisação das atividades econômicas.

“O que a gente vê agora é uma retomada gradual e um pouco de aquecimento no transporte de passageiros, mas ainda é cedo para dizer se o crescimento é de maneira sustentável. Precisamos aguardar três meses, pois os números estão melhores que em 2020, mais ainda abaixo da capacidade do setor, se comparado a 2018 e 2019”, disse Bonini.

Do total de ônibus produzidos até agosto deste ano, 11.604 são modelos urbanos, 20,4% a mais que nos oito meses de 2020, ano em que o setor estava muito impactado pela pandemia. E 1.763 são rodoviários, mercado que apesar da retomada gradativa das atividades em todo país, acumulou nos oito meses do ano redução de 22,9% na produção de quando comparado aos 2.286 veículos fabricados de janeiro a agosto do ano passado.

Vendas –

A venda de 1.276 ônibus em agosto, 0,5% superior a julho deste ano, mostra estabilidade em relação aos meses anteriores, segundo Bonini. Do total vendido no mês passado, os modelos urbanos representaram 35% e o segmento de miniônibus e micro-ônibus 27%, sendo que o programa Caminho da Escola, que já chegou a ter 30% de representatividade no acumulado dos meses anteriores, registrou 13% de participação. O segmento de rodoviário representou 17% e o fretamento 8%.

“O número continua estável, mas a gente vê cair um pouco a representatividade do programa Caminho da Escola e a expectativa é de que o programa comece apresentar os resultados no fim deste ano com a nova licitação aprovada”, observou Bonini.

No acumulado de janeiro a agosto deste ano foram comercializados 10.084 ônibus no país. Segundo Bonini, o resultado é 15,4% maior que o mesmo período de 2020, quando as vendas atingiram 8.736 unidades, mas ainda abaixo do que foi 2019.

Exportação

Nas exportações, houve aumento de 15,7% em agosto em relação a julho, passando de 331 para 383 veículos embarcados. E no acumulado de janeiro a agosto foram exportados 2.603 ônibus, 3,2% acima dos 2.523 veículos comercializados no exterior nos oito meses de 2020.

Do total exportado de janeiro a agosto, 1.790 unidades são de ônibus urbanos, 38,3% a mais que no mesmo período de 2020, que teve 1.294 veículos vendidos no mercado internacional, e 813 são ônibus rodoviários, cuja retração foi de 33,8% quando comparado aos 1.229 veículos exportados nos oito meses de 2020.

Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, esclareceu que a melhora nas exportações em agosto para todo o setor automotivo ocorreu devido a concentração dos embarques que não ocorreram em julho. No segmento de ônibus, foi o melhor resultado desde maio de 2021. “O destaque continua sendo os mercados do Chile, Colômbia e Peru, que estão se recuperando”, disse Moraes.

Ranking-

No ranking de janeiro a agosto, a liderança ficou com a Mercedes-Benz com a venda de 3.956 ônibus, 11,1% abaixo do mesmo período do ano passado (4.448 unidades). O segundo lugar ficou com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, que vendeu 2.958 veículos até agosto de 2021, o que representa 21,5% a mais na comparação com o mesmo período do ano anterior (2.434 unidades). Em terceiro ficou a Agrale, que comercializou 1.859 ônibus, 86,1% a mais que nos oito meses de 2020 (999 unidades).

Na sequência, está posicionada a Iveco com 904 ônibus vendidos até agosto 419,5% a mais que no mesmo período do ano anterior, quando vendeu 174 ônibus. A Volvo comercializou 277 ônibus, 9,2% a menos; e a Scania, que registrou a venda de 107 veículos vendidos, com redução de 58,4%. 

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