Vendas de pneus para veículos pesados têm queda de 1,8% em 2020

Dos 7,23 milhões de pneus comercializados no país no ano passado, 5,71 milhões foram destinados ao mercado de reposição e 1,52 milhão para as montadoras

As vendas de pneus para veículos pesados (ônibus e caminhões) tiveram redução de 1,8% no acumulado de janeiro a dezembro de 2020, com 7,23 milhões de unidades, ante os 7,36 milhões de pneus comercializados no país em 2019, de acordo com o levantamento da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip).

Para o mercado de reposição, as empresas repassaram no ano passado 5,71 milhões de pneus, 2,73% a mais que em todo o ano de 2019, quando totalizou 5,56 milhões de unidades. Para as montadoras, foram 1,52 milhão de pneus, 15,63% abaixo dos 1,82 milhão enviados em 2019.

No mês de dezembro de 2020, em comparação com novembro do mesmo ano, a retração foi de 7,3%, passando de 696,1 mil para 645,3 mil unidades. A Anip atribui este resultado à queda de 7,5% no segmento de reposição (de 530,8 mil para 491 mil unidades) e de 6,7% para as montadoras (de 165,2 mil para 154,2 mil unidades).

Em relação a dezembro de 2019, as fabricantes registraram alta de 25,8% no mês passado (de 512,9 mil para 645,3 mil unidades) em dezembro do ano passado. Este aumento, segundo a Anip, foi decorrente tanto das vendas para montadoras, que avançaram 72,6% (de 89,3 mil para 154,2 mil unidades), quanto para o mercado de reposição, que cresceu 15,9% (de 423,6 mil para 491 mil pneus).

Incluindo todos os modelos de pneus (para veículos pesados, automóveis, comerciais leves e motos), a indústria de pneumáticos registrou, em dezembro de 2020, a venda de 4,8 milhões de pneus, 9,5% a mais que no mesmo mês de 2019 (4,4 milhões de produtos).

A Anip observa que mesmo com sucessivos meses de boas vendas o setor não conseguiu reverter as perdas dos meses de grande baixa e fechou 2020 com a venda de 51,78 milhões de pneus, queda de 12,9% em comparação com o ano anterior. A redução atingiu todos os segmentos: pneus de automóveis (-19,2%), comerciais leves (-13%), veículos pesados (-1,8%) e moto (-1,2%).

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